ESPETACULARIZAÇÃO (INTRAFISICOLOGIA)



ESPETACULARIZAÇÃO
(INTRAFISICOLOGIA)

I.  Conformática

Definologia. A espetacularização é a transformação de determinada manifestação huma-
na em espetáculo, nem sempre correto e com boa intenção, mas, em geral, de modo excessivo 
e perdulário.
Tematologia. Tema central neutro.
Etimologia. O vocábulo  espetáculo vem do idioma Latim,  spaectaculum,  “espetáculo;
vista; aspecto; chamar a atenção pública; jogos públicos; ser notável; ser digno de se ver”, e este
de spectare, “olhar; observar atentamente; contemplar”. Surgiu no Século XVI. 
Sinonimologia: 1.  Molduragem da realidade. 2.  Rótulo dos fatos.
Cognatologia. Eis, na ordem alfabética, 6 cognatos derivados do vocábulo espetáculo:
espetacular; espetacularidade; espetacularização; espetaculosa; espetaculosidade; espetaculoso. 
Neologia. O vocábulo espetacularização e as duas expressões compostas espetaculariza-
ção centrífuga e espetacularização centrípeta são neologismos técnicos da Intrafisicologia.
Antonimologia: 1.  Realidade nua e crua. 2.  Conteudologia.
Estrangeirismologia: as performances públicas ou de rua; os corpus específicos de aná-
lise da discursividade sobre a corrupção tornada banal; o mise-en-scène; o sic transit gloria mun-

di; o waste time; o Administrarium; o Conviviarium; o reality show; a money society.
Atributologia:  predomínio dos sentidos somáticos, notadamente do autodiscernimento
quanto à comunicabilidade humana grupal.

II.  Fatuística

Pensenologia: o holopensene pessoal da realidade intrafísica; os oniropensenes; a oniro-
pensenidade; a autopensenização carregada no sen; os harmonopensenes; a harmonopensenidade;
os evoluciopensenes; a evoluciopensenidade; os lateropensenes; a lateropensenidade; os lucido-
pensenes; a lucidopensenidade; os prioropensenes; a prioropensenidade; os conviviopensenes; 
a conviviopensenidade; os ortopensenes; a ortopensenidade.

Fatologia: a espetacularização; o objetivo ou a intenção da espetacularização; a qualifi-
cação das espetacularizações; a espetacularização da vida moderna; os processos de espetaculari-
zação das cidades contemporâneas; o ambiente urbano prostituído pelas espetacularizações multi-
formes; a espetacularização da miséria, do sofrimento alheio e das pandemias; as demagogias po-
líticas do populismo exacerbado; as paradas comemorativas; os desfiles militares; as demonstra-
ções de força política belicosa; a indústria cultural; a suntuosidade das exibições públicas; os abu-
sos e excessos da megavisibilidade da parafernália midiática intensificada por toda parte; os dife-
rentes circuitos de difusão e de mercado dos produtos culturais de baixa qualidade; os departa-
mentos e secretarias de cultura, turismo, comunicação e propaganda política do Estado; o alto
preço pago pelos contribuintes pelas espetacularizações do governo corrupto indiferente aos direi-
tos dos cidadãos; a vida em frente às telas digitais na Socin Contemporânea; o mercado de consu-
mo globalizado; os impérios midiáticos; os monopólios comunicativos; as altas verbas publicitá-
rias; a conversão da realidade em espetáculo; a transformação dos fatos em entretenimento; a cap-
tação tendenciosa da realidade; a maquilagem de eventos tornando-os vendáveis; o carregamento
nas tintas;  a incitação planejada da curiosidade mórbida; a exploração melodramática do sofri-
mento alheio; a conivência dos milhares de espectadores ávidos por emoções subumanas; os ca-
lendários, feriados prolongados e dias chamados santos; os festivais, festanças e festejos popula-
res; as relações simbólicas entre a realidade e a ficção na manutenção do pão e circo do povão; 
o incremento paroxístico dos poderosos recursos das metodologias informacionais juntando as re-
portagens criminalísticas com as dramaturgias maximizadas; os elementos narrativos televisivos 
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nas reconstituições dos crimes, proporcionando a reprodução simbólica do sentimento coletivo de
insegurança, impunidade e o reforço da percepção sobre a ineficácia da política e da Justiça do
Brasil; a exploração dramática das ocupações espetaculares dos espaços públicos e privativos das
instâncias sociais; os deslocamentos e teledistribuições de bens culturais, populares, materiais 
e imateriais na vida superconsumista do mundo globalizado; a apropriação do vocabulário extre-
mista por parte dos diários e a disseminação tornada banal junto à opinião pública; os desmandos
governamentais criando dificuldades para vender facilidades políticas nas eleições do regime
representativo corrupto; a criação de novos públicos ávidos de consumidores de supérfluos; os
produtos de baixa qualidade e a mcdonaldização do jornalismo; a mancha indelével na História
Humana dos espetáculos orgíacos, trágicos, das propagandas nazistas do Século XX; a omissuper
evolutiva; a ausência completa de espetacularização no serenismo.

Parafatologia: a autovivência do estado vibracional (EV) profilático; a sinalética ener-
gética e parapsíquica pessoal; os estupros evolutivos e a evitação dos fenômenos parapsíquicos
espetaculares; as dramatizações extrafísicas paraterapêuticas.

III.  Detalhismo

Sinergismologia: o sinergismo da química entre os atores evolutivos afins.
Principiologia: o princípio da descrença embasando a consciência crítica.
Codigologia: a quebra dos códigos de Ética Humana em prol de maiores índices de au-
diência;  o  código pessoal de Cosmoética  (CPC) instituindo parcimônia e responsabilidade no
apuro dos conteúdos das comunicações pessoais; a ausência do  código grupal de Cosmoética
(CGC).
Teoriologia:  a  teoria da evolução em grupo;  a  teoria das interprisões grupocármicas
explicitando os encargos intraconscienciais contraídos pelos criadores, divulgadores, patrocinado-
res e consumidores de espetáculos anticosmoéticos.
Tecnologia: a técnica de viver evolutivamente; as neotecnologias comunicativas propa-
gando instantaneamente imagens e informações pelo Globo Terrestre;  as  técnicas espúrias de
manipulação da massa humana impensante.
Voluntariologia: o voluntariado da tares.
Laboratoriologia:  o  laboratório conscienciológico da Comunicologia;  o  laboratório
conscienciológico da Cosmoética.
Colegiologia: o Colégio Invisível dos Cosmoeticistas; o Colégio Invisível dos Convivió-
logos; o Colégio Invisível dos Comunicólogos; o Colégio Invisível dos Invexologistas.
Efeitologia: o efeito paparazzi; o efeito influenciador da mídia sobre a grande audiên-
cia; os efeitos da espetacularização de determinado crime na consequente onda de eventos vio-
lentos da mesma natureza.
Ciclologia: o ciclo ver–ser visto.
Enumerologia: a midiatização da Socin; a digitalização da realidade; a estetização do
olhar; a teatralização do cotidiano; a performatização da conduta; a popularização da intimidade;
a mercantilização da vida.
Binomiologia: o binômio conteúdo-forma; o binômio palco-plateia.
Interaciologia: a interação ator-espectador; a interação sensacionalismo-comocionalis-
mo;  a  interação impressionamento-sugestionamento;  a  interação sensibilização-manipulação; 
a interação passivismo-alienação.
Crescendologia: o crescendo audiência-patrocínio-lucro.
Trinomiologia: o trinômio tensão-drama-emoção; o trinômio personagens-enredos-fan-
tasias; o trinômio protagonistas-antagonistas-coadjuvantes.
Polinomiologia:  o  polinômio cenográfico cidade-campo-montanha-praia;  o  polinômio
emocional ação-suspense-romance-horror; o polinômio apelativo nunca-antes-jamais-visto.
Antagonismologia: o antagonismo essência / aparência; o antagonismo mundo real /
mundo ficcionalizado; o antagonismo mensagem / moldura. 
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Paradoxologia: o paradoxo do palco existencial excelente da conscin atriz canastrona;
o paradoxo tragédia de poucos–espetáculo para muitos.
Politicologia: as políticas públicas de propaganda.
Legislogia: a lei do maior esforço da conscin no palco existencial.
Filiologia: a sociofilia; a palcofilia; a conviviofilia.
Fobiologia: a sociofobia; a palcofobia.
Sindromologia: a síndrome do voyeurismo; a síndrome do ostracismo.
Maniologia: a ludomania.
Mitologia: a fabricação de mitos populares.
Holotecologia: a convivioteca; a sociologicoteca; a geografoteca; a comunicoteca.
Interdisciplinologia: a Intrafisicologia; a Conviviologia; a Sociologia; a Cosmoeticolo-
gia; a Intencionologia; a Conformática; a Priorologia; a Recexologia; a Evoluciologia; a Mental-
somatologia; a Geopoliticologia; a Grupocarmologia.

IV.  Perfilologia

Elencologia:  a consciênçula; a consréu ressomada;  a conscin baratrosférica; a conscin
eletronótica; a conscin lúcida; a isca humana inconsciente; a isca humana lúcida; o ser desperto; 
o ser interassistencial; a conscin enciclopedista; o grande público; o casting do evento em voga; 
a celebridade instantânea.

Masculinologia:  o acoplamentista; o agente retrocognitor; o amparador intrafísico; 
o atacadista consciencial; o autodecisor; o intermissivista; o cognopolita; o compassageiro evolu-
tivo; o completista; o comunicólogo; o conscienciólogo; o conscienciômetra; o conscienciotera-
peuta; o macrossômata; o conviviólogo; o duplista; o duplólogo; o proexista; o proexólogo; o ree-
ducador; o epicon lúcido; o escritor; o evoluciente; o exemplarista; o intelectual; o reciclante exis-
tencial; o inversor existencial; o maxidissidente ideológico; o tenepessista; o ofiexista; o paraper-
cepciologista; o pesquisador; o pré-serenão vulgar; o projetor consciente; o sistemata; o tertulia-
no; o verbetólogo; o voluntário; o tocador de obra; o homem de ação; o formador de opinião.

Femininologia:  a acoplamentista; a agente retrocognitora; a amparadora intrafísica; 
a atacadista consciencial; a autodecisora; a intermissivista; a cognopolita; a compassageira evolu-
tiva; a completista; a comunicóloga; a consciencióloga; a conscienciômetra; a conscienciotera-
peuta; a macrossômata; a convivióloga; a duplista; a duplóloga; a proexista; a proexóloga; a ree-
ducadora; a epicon lúcida; a escritora; a evoluciente; a exemplarista; a intelectual; a reciclante
existencial; a inversora existencial; a maxidissidente ideológica; a tenepessista; a ofiexista; a pa-
rapercepciologista; a pesquisadora; a pré-serenona  vulgar; a projetora consciente; a sistemata; 
a tertuliana; a verbetóloga; a voluntária; a tocadora de obra; a mulher de ação; a formadora de
opinião.

Hominologia:  o Homo sapiens palcophilicus;  o Homo sapiens humanus;  o Homo sa-
piens materialis; o Homo sapiens terrenus; o Homo sapiens biophilicus; o Homo sapiens convi-
vens; o Homo sapiens geopoliticus; o Homo reptilianus; o Homo sapiens behavior; o Homo sa-
piens animalis; o Homo sapiens incautus.

V.  Argumentologia

Exemplologia: espetacularização centrífuga = a transformação em espetáculo do patro-
cínio do artista pelo próprio fã-clube; espetacularização centrípeta = a transformação em espetá-
culo do trabalho espúrio dos paparazzi.
 
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Culturologia:  a  cultura moderna da Megacomunicologia;  os  idiotismos culturais oni-
presentes; a cultura de massa; a cultura do espetáculo; a cultura midiática; a cultura inútil; a in-
dústria cultural.

Taxologia. Sob a ótica da Intrafisicologia, eis, por exemplo, na ordem alfabética, 10 ca-
tegorias de espetacularizações:  
01.  Espetacularização da cultura popular: o mercantilismo do capitalismo selvagem
aplicado nos espetáculos folclóricos dos produtos folkmidiáticos.
02.  Espetacularização das mídias em geral: os escândalos artísticos multifacéticos dos
tabloides e a espetacularidade das questões sociais; o exibicionismo; os diários íntimos expostos
na Internet.
03.  Espetacularização das tradições religiosas: as romarias, procissões e pagamentos
de promessas com o pseudossagrado tornado espetacular como meio de persuasão dos fiéis idó-
latras.
04.  Espetacularização do carnaval: os desfiles e os préstitos carnavalescos patrocina-
dos pelo governo paralelo dos narcotraficantes na espetacularidade do entretenimento.
05.  Espetacularização do cinema: os espetáculos de trucagens dos filmes de ação e ter-
ror; as entregas do Oscar irradiadas pela Terra com o cinemascope, o technicolor e o sound sur-
round.
06.  Espetacularização do horror:  as guerras televisionadas; a banalização da morte; 
o terrorismo político dos atentados no Rio de Janeiro e São Paulo, incentivado pela imprensa, na
simbiose dos órgãos de difusão com as organizações terroristas, na espetacularidade das prisões.
07.  Espetacularização do jornalismo: o sensacionalismo informativo ou o espetáculo
das notícias momentosas com a espetacularidade da corrupção no regime da pseudodemocracia.
08.  Espetacularização dos crimes violentos:  os espetáculos deploráveis de violência
ao vivo ou de ficção, nos canais televisivos, e o poder coercitivo, hipnótico e informativo da idio-
tizante telinha. 
09.  Espetacularização dos esportes: o mercantilismo da grandiosidade das olimpíadas,
dos torneios internacionais de futebol da Fifa, do boxe e da riscomania generalizada. 
10.  Espetacularização dos eventos de moda: os desfiles, as fashions e os exageros na
Socin do espetáculo dos arrivistas, nouveau riches e alpinistas sociais.

VI.  Acabativa

Remissiologia. Pelos critérios da Mentalsomatologia, eis, por exemplo, na ordem alfabé-
tica, 15 verbetes da Enciclopédia da Conscienciologia, e respectivas especialidades e temas cen-
trais, evidenciando relação estreita com a espetacularização, indicados para a expansão das abor-
dagens detalhistas, mais exaustivas, dos pesquisadores, mulheres e homens interessados:
01.  Animal  humano:  Intrafisicologia;  Nosográfico.
02.  Antepassado  de  si  mesmo:  Seriexologia;  Nosográfico.
03.  Aparência:  Intrafisicologia;  Nosográfico.
04.  Autovendagem:  Intrafisicologia;  Nosográfico.
05.  Behaviorismo:  Intrafisicologia;  Neutro.
06.  Biofilia  monopolizadora:  Intrafisicologia;  Nosográfico.
07.  Dardanologia:  Intrafisicologia;  Nosográfico.
08.  Esbanjamento  consciencial:  Intrafisicologia;  Nosográfico.
09.  Jornalismo  marrom:  Comunicologia;  Nosográfico.
10.  Lacuna  da  formação  cultural:  Experimentologia;  Nosográfico.
              11.  Moldura:  Evoluciologia;  Neutro.
12.  Palco  existencial:  Intrafisicologia;  Neutro.
13.  Porão  consciencial:  Intrafisicologia;  Nosográfico.
14.  Retardamento  mental  coletivo:  Parapatologia;  Nosográfico.
15.  Vida  humana:  Intrafisicologia;  Neutro. 
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AS  ESPETACULARIZAÇÕES,  EM  TESE,  TENDEM  A  SER
GRANDIOSOS  ESPETÁCULOS  ANTICOSMOÉTICOS,  CUL-
MINANDO  NOS  EVENTOS  POLÍTICOS,  BABILÔNICOS,  
EM  MÚLTIPLOS  PAÍSES,  DOS  DITADORES  MODERNOS.

Questionologia. Você, leitor ou leitora, já se prestou, consciente ou inconscientemente,
na condição figurante, em algum tipo de espetacularização? Por qual razão?