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Sites para assistir filmes online

1-Oldflix – O destino perfeito para amantes de clássicos de cinema. O serviço brasileiro oferece uma grande variedade de faroestes, ficção científica antiga, filmes do Elvis e clássicos em geral.  O Oldflix custa R$ 9,90 reais mensais.
2-ClapMe – Com a proposta de ser o “Netflix dos Shows”, o ClapMe reúne uma série de shows nacionais e internacionais, com destaques como Tiago Abravanel e Supla. O serviço vende uma assinatura Premium de R$ 15,90 reais ou ingressos virtuais de preços variados para assistir a shows individualmente.
3-Crunchyroll – Fãs de anime costumam sofrer com a má distribuição nas lojas e canais nacionais de televisão. O Crunchyroll aposta não só numa variada gama de animes como Naruto e Bleach, como também na velocidade em trazer rapidamente os lançamentos do Japão. O serviço pode ser testado gratuitamente por um mês e depois custa R$ 14,90.
4-Mubi  – Um serviço de filmes cult que aposta na curadoria cuidadosa de filmes. O Mubi não traz uma grande quantidade de filmes para não poluir as escolhas, mas uma escolha de 30, com um novo “ótimo filme” adicionado a cada dia. O serviço custa US$ 5,99 e pode ser testado por um mês de graça.
5-Full Moon Streaming – Amantes dos filmes trash e do grindhouse podem pegar a pipoca e se divertir com o Full Moon Streaming, que possui uma coleção daqueles filmes “tão ruins que ficam bons”. O serviço traz “clássicos” dignos da Sessão da Tarde como Trancers, além de fantasia, humor e absurdo. A assinatura custa US$ 6.99 por mês.
6-PlayKids – Com a escassez de desenhos animados na TV aberta, o streaming se tornou uma boa opção para trazer animações para ajudar a educar os pequenos e, convenhamos, para pais que também querem um descanso. Com mais de 6 milhões de usuários, o PlayKids também traz a possibilidade de baixar o conteúdo para assistir offline, ideal para viagens.
7-TubiTV – Parece um sonho: streaming de filmes legal e de graça. O TubiTV aposta nos anúncios para financiar o projeto, que conta com filmes de grandes estúdios em seu acervo, como Paramount Pictures, MGM, e Lions Gate.
8-Fandor – Outra plataforma de streaming de filmes cult, indie e de cinema internacional. O Fandor também possui uma grande gama de filmes brasileiros em seu acervo. O serviço custa US$ 10 por mês com um período gratuito de teste de 14 dias.
9-Screambox – Como o nome sugere, o Screambox se especializa nos filmes de horror. Com subgêneros como “a tortura nunca acaba” e “férias do inferno”, o serviço custa US$ 2.99 e tem os primeiros 14 dias de graça.
10-Feeln  – Com a proposta de trazer “filmes para se sentir bem”, o FeeIn é a casa dos amantes de comédias românticas, longas de superação e de animais fofos.
11-DramaFever – Se você está com aquela vontade de assistir a filmes e séries coreanas, é só entrar no DramaFever. O site também traz uma grande variedade de shows e clipes de pop coreano. O conteúdo do site pode ser acessado de graça em sua versão com anúncios.
12-Spuul  – Amantes do rico e colorido cinema de Bollywood podem acessar o Spuul, com catálogo especializado no cinema indiano.
13- CRACKLE
Traz diversos filmes independentes ou cults, como “Garotas selvagens”. Não cobra pelo serviço, pois exibe anúncios antes das exibições. Também permite embeds em qualquer site ou blog.
Prós: Gratuito e com boas opções de filmes, apesar do acervo ser ainda pequeno em relação aos concorrentes.
Contras: Muitos filmes tem resolução baixa, 480p.
Valor: Gratuito.

Blog com resumos da área de Ciências Humanas

 http://soscienciashumanas.blogspot.com.br

Por: Ana Ruppenthal

Eis um dos resumos do Blog:

Princípios Gerais do Direito Processual Civil

Resumo baseado na doutrina de Fredie Didier Junior e de acordo com o Código de Processo Civil de 2015.

I – Garantias constitucionais do processo
a) Devido processo legal – Due process of law

Constituição Federal, art. 5º, inc. LIV: Ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal.

Para cada tipo de litígio a lei processual deve apresentar expressamente uma forma de composição jurisdicional pertinente, já que nenhuma lesão de direito deixará de ser apreciada pelo Poder Judiciário.

No processo civil, o devido processe legal é um princípio informativo, que abrange e incorpora todos os demais princípios a serem estudados, funcionando, juntamente com o contraditório, a ampla defesa e a imparcialidade, como o sistema de prerrogativas garantias processuais básicas de uma sociedade justa e democrática. Ninguém pode ser privado de sua liberdade ou de seus bens sem que tenha sido submetido a julgamento prolatado com base no pertinente instrumento estatal previsto em lei para a solução daquele conflito específico de interesses.

Existem duas dimensões desse princípio:

Há o devido processo legal formal ou procedimental, cujo conteúdo é composto pelas garantias processuais: direito ao contraditório, ao juiz natural, a um processo com duração razoável etc. Trata- se da dimensão mais conhecida d o devido processo legal.

E existe também o devido processo legal substantivo, que entende que o devido processo legal vai além do que de uma simples decisão formal promovida pelo juiz de direito diante de um caso concreto. Segundo Gomes Canotilho: “A teoria substantiva está ligada à idéia de um processo legal justo e adequado, materialmente informado pelos princípios da justiça, com base nos quais os juizes podem e devem analisar os requisitos intrínsecos da lei.”
b) Imparcialidade do julgamento

É garantia de um julgamento proferido pelo juiz eqüidistante das partes.

O primeiro elemento desse princípio são as garantias dos magistrados, quais sejam: irredutibilidade de subsídios, inamovibilidade e vitaliciedade (CF art. 95, I, II e III).

Trata-se de garantia fundamental não prevista expressamente mas que resulta da conjugação de dois dispositivos constitucionais: o que proíbe juízo ou tribunal de exceção e o que determina que ninguém será processado senão pela autoridade competente (CF, art. 5º, incisos XXXVII e LIII).

O juiz natural é aquele investido regularmente na jurisdição (investidura) e com competência constitucional para o julgamento de conflito de interesses a ele submetido.

Para que não haja violação à vedação aos tribunais de exceção, mister se faz que o órgão jurisdicional tenha sido cria do previamente aos fatos que geraram a lide submetida ao seu crivo e com competência prevista de modo expresso na CF/88.

O próprio Código de Processo Civil de 1973, em seus arts. 134 e 135, prevê hipóteses de natureza objetiva e subjetiva de parcialidade do juiz.

Formalmente, juiz natural é o juiz competente de acordo com as regras gerais e abstratas previamente estabelecidas. Substancialmente, a garantia do juiz natural consiste na exigência de imparcialidade e na independência dos magistrados. Não viola o referido princípio a criação de varas especializadas, as regras de competência determinadas por prerrogativa de função, a instituição das Câmaras de recesso em tribunais porque em todas essas situações as regras são gerais, abstratas e impessoais.
c) Contraditório

Constituição Federal, art. 5º, inc. LV: Aos litigantes em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral, serão assegurados o contraditório e a ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes.

Consiste na outorga de efetiva oportunidade de participação das partes na formação do convencimento do juiz que prolatará a sentença. Por ele se possibilita às partes oportunidade de satisfação a cada fato novo surgido no processo, de modo que, da tese desenvolvida pelo autor e da antítese trazida pelo réu, possa o juiz deduzir a síntese.

O contraditório pode se desenvolver de duas maneiras distintas:
I – De forma antecipada

As partes acompanham o desenrolar do processo desde o seu início, sem suportar efeitos de decisões interlocutórias das quais ainda não tenham o conhecimento e com o proferimento da sentença final somente após cognição exauriente desenvolvida pelo juiz. Portanto, todas as decisões no processo são tomadas com a observância da dialética processual, sendo o convencimento do julgador formado após a ampla manifestação das partes, de modo definitivo.
II – De forma diferida ou postergada no tempo

É o caso das decisões liminares, nas quais, mediante simples congnição sumária e através das alegações e provas de apenas uma das partes, o juiz prolata decisões provisórias, sobrevindo o contraditório apenas após o cumprimento da ordem. Nestes casos o julgador, em virtude da urgência da medida solicitada, faz mero juízo provisório a respeito do pedido.
d) Ampla defesa (CF, art. 5º, LV)

Consiste na possibilidade de utilização pelas partes de todos os meios e recursos legais previstos para a defesa de seus interesses e direitos postos em juízo.

Cerceamento de defesa: Consistente na prolação de uma decisão prematura, sem que tenha sido facultada à parte a utilização de todos os recursos previstos em lei para a defesa de seu direito.

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Como criar uma loja virtual






ÍNDICE

UM ALERTA AO EMPREENDEDOR .................................................................. 7
PARA NÃO FRACASSAR .................................................................................. 8
SOBRE OPORTUNIDADE .............................................................................. 10
PLANO DE NEGÓCIO: O QUE É? COMO ELABORAR? ................................. 11
O QUE CONSIDERAR NUM PLANO DE NEGÓCIO (PN)? ............................ 12
GASTOS: INVESTIMENTO INICIAL, CUSTOS E DESPESAS .............................. 15
INVESTIMENTO INICIAL ............................................................................... 16
CUSTOS ........................................................................................................ 18
PREÇO DE VENDA ........................................................................................ 24
LUCRO É O QUE SOBRA .............................................................................. 26
PONTO DE EQUILÍBRIO E MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO........................... 27
PONTO DE EQUILÍBRIO .............................................................................. 29
ATRAÇÃO DE CLIENTES ................................................................................ 32
RETORNO DO INVESTIMENTO .................................................................... 35
FLUXO DE CAIXA .......................................................................................... 39
APURAÇÃO DE RESULTADOS ....................................................................... 42
ATIVIDADE DESENVOLVIDA ......................................................................... 46
AS FORMAS DE ATUAÇÃO NESTE RAMO DE ATIVIDADE .............................. 47
EMPRESÁRIO E SOCIEDADE EMPRESÁRIA ..................................................... 48
IDADE MÍNIMA PARA SER EMPRESÁRIO ....................................................... 50
CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR .................................................... 50
A ESCOLHA DO PONTO PARA ABERTURA DA EMPRESA ............................. 52
CORPO DE BOMBEIROS - VISTORIA DO IMÓVEL ....................................... 53
CONTRATO DE LOCAÇÃO COMERCIAL ...................................................... 54
PROCESSO DE ABERTURA DE EMPRESA ....................................................... 55
CONTRATAÇÃO DE EMPREGADO ................................................................ 62
TERCEIRIZAÇÃO DE SERVIÇOS ..................................................................... 63
TRIBUTAÇÃO E ENCARGOS SOCIAIS ........................................................... 65



OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS........................................................................... 71
ENCERRAMENTO DA EMPRESA ..................................................................... 71
A IMPORTÂNCIA DO CONTABILISTA ........................................................... 73
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES ............................................................. 74
ENDEREÇOS ÚTEIS ....................................................................................... 74



PARTE I
UM ALERTA AO EMPREENDEDOR



PARTE I - UM ALERTA AO EMPREENDEDOR

A leitura deste manual indica, muito provavelmente, que você está
em vias de abrir seu próprio negócio. Indica também que você começa
certo, pesquisando e obtendo conhecimentos que serão decisivos
em todas as etapas daqui para frente. Nós do Sebrae queremos
ajudar você nesta empreitada.

Neste manual apresentaremos um esboço do que você precisa
saber e praticar para melhorar suas chances de sucesso. Portanto,
não é possível, nem é o propósito desta publicação apresentar uma
receita completa para exploração de “Loja Virtual”. Afinal, esta receita
não existe. Mas chamaremos sua atenção para os aspectos fundamentais
que você precisa saber e para as habilidades que precisará
desenvolver ao atuar com este tipo de negócio. Considere todas
estas informações como ponto de partida, e busque, começando por
este manual, o conhecimento necessário para uma exploração competente
deste negócio.

Não é exagero dizer que este manual é diferente, pois seu objetivo
é clarear as coisas que precisa saber para ter chances reais de
sucesso. Acreditamos que se você souber o que tem de fazer você
encontrará um meio de fazer o que precisa ser feito. Nosso objetivo
é desafia-lo para obter domínio sobre os aspectos importantes deste
negócio. Portanto, neste manual você encontrará desafios relacionados
com os aspectos de gestão que precisa entender e aprender, já
que resposta padrão de como explorar o negócio “Loja Virtual” e ter
sucesso simplesmente não existe.

Muitos são os caminhos que levam ao sucesso destas empreitadas.
Contudo, também são muitas as possibilidades de falhas. Assim,
procure identificar o maior número possível de empresas que
atuam neste ramo de negócio e descubra tudo sobre a forma de
como operam.

Veja a seguir quais aspectos são realmente relevantes para o seu
projeto de uma “Loja Virtual”.

COMECE CERTO -LOJA VIRTUAL


COMECE CERTO -LOJA VIRTUAL

Em pesquisa de 2003, o Sebrae-SP constatou que 31% das empresas
fracassam no primeiro ano de operação, e 60% não conseguem
chegar a 5 anos de vida.

Em comum, estas empresas apresentaram sinais de que foram
deficientes principalmente em duas questões fundamentais: planejamento
prévio ou estruturação do negócio e gestão.

São aspectos para os quais você realmente precisa se desafiar. Todo
esforço que fizer para aprender, tanto com as empresas que alcançaram
sucesso ou com as empresas que fracassaram, será o seu mais
importante investimento, o que realmente sustentará a viabilidade
de seu negócio. Queremos dizer que é necessário conhecer o melhor
possível este ramo de negócio.

PARA NÃO FRACASSAR

Se você já atuou no ramo de “Loja Virtual” como empresário ou
como empregado, não pense que sabe tudo. Visite o maior número
possível de Lojas Virtuais, converse com os proprietários e empregados,
faça amizade com o maior número possível de empresários, troque
idéias, confira as diferentes percepções sobre o mercado, sobre
as dificuldades etc.

Agora, se não for do ramo, terá de aprender muito e o melhor
caminho é pesquisar, conversar com as pessoas do ramo e questionar
até entender o melhor possível como se ganha dinheiro com “Loja
Virtual”. O objetivo é este mesmo, aprender como se ganha dinheiro
com a exploração empresarial de “Loja Virtual”.

É normal pensar que fazer amizades ou interagir com empresários
do ramo é difícil, pois estes não darão informações sobre as características
do negócio para um “futuro concorrente”. Não é verdade! As
pessoas gostam de trocar idéias e falar das dificuldades; basta ser
franco na conversa, se apresentando e explicando sua situação. Para
começar busque empresas em bairros distantes ou até mesmo em
cidades vizinhas pois assim ninguém se sentirá ameaçado.


O resultado desta fase de aprendizado e pesquisas é você formar
idéias e estar convicto sobre o projeto de sua empresa e como será
sua “Loja Virtual”. Ao contatar outras empresas você deve buscar
elementos para responder as seguintes questões:

•Onde será localizada sua “Loja Virtual”?
•Como será o processo de “Venda”, isto é, como conseguir clientes
na quantidade necessária?
•Como será o processo para ocupação do espaço no mercado com
clientes, concorrentes e fornecedores?
•Como será a operação da Loja Virtual de forma a satisfazer e surpreender
os clientes?
•Como será sua equipe de funcionários?
•Como será seu formato de gestão? (Isto inclui fixar metas, elaborar
planejamento para realizá-las, apurar resultados, corrigir rumo,
obter a colaboração da equipe de funcionários e desenvolver capacidade
para aproveitar as oportunidades do dia-a-dia).
•Quando sua Loja Virtual estiver funcionando você pretende ter
férias regulares? Quem cuidará do negócio neste período? Você
ficará tranqüilo durante as férias?
•Você pretende montar outros negócios? Outras empresas?
•Este realmente é um bom negócio para o tipo de pessoa que você é?
Em resumo, responder a estas questões permitirá a você um mínimo
de domínio sobre este negócio e o ajudará a ter chances reais de
viabilidade. Com pesquisas, estudo e identificação da prática do dia-
a-dia você construirá suas próprias respostas.

COMECE CERTO -LOJA VIRTUAL
9

COMECE CERTO -LOJA VIRTUAL

SOBRE OPORTUNIDADE

Este realmente é um bom negócio? O primeiro ponto sobre o qual
você precisa ter certeza, é quanto à oportunidade de negócio que
identificou. Será que você realmente tem uma oportunidade de negócio
nas mãos ou apenas uma idéia na cabeça?

QUAL A DIFERENÇA?

De maneira bem simples e direta, podemos dizer que se existe
alguém querendo comprar os produtos de uma “Loja Virtual”, existe
então uma oportunidade de negócio.

Afinal de contas podemos resumir a atividade de “Loja Virtual”
numa ação de vender e lucrar. Se for comprovada a possibilidade de
vender os produtos da “Loja Virtual que pretende montar” e de lucrar,
então você encontrou uma oportunidade de negócio.

Note bem, vender e lucrar. Não basta somente vender. O que realmente
é determinante de uma boa oportunidade é a quantidade
de lucro. Não serve qualquer lucro. Mas somente um montante que
compense toda a empreitada, isto é, que supere em ganhos o que
poderia ser obtido em outros negócios e investimentos. Assim, uma
questão puxa a outra.

•Para começar, você precisa confirmar a existência de interessados
em comprar os produtos que pretende oferecer na “Loja
Virtual”.
•Por um preço que compense todos os seus custos e dê lucro.
•Em quantidade que acumule no final de um período de tempo
um montante de lucro que compense a empreitada.
•E que estas condições durem por tempo que compense a montagem
do negócio. Isto é, dê o retorno que você deseja.
•E ainda, que você realmente esteja disposto a enfrentar e comandar
o dia-a-dia desta operação, significa que você e sua família
adaptarão o estilo de vida às condições que este negócio necessitar,
caso esteja no comando da operação da Loja Virtual.

Identificar estas questões, refletir sobre elas, obter resposta para
cada uma delas e conseguir as condições necessárias para realizá-las
é o que chamamos de planejamento prévio do negócio.

Então, o próximo passo que recomendamos, após a leitura deste
manual, é que você inicie a preparação de um “Plano de Negócio”.


PLANO DE NEGÓCIO: O QUE É? COMO ELABORAR?

O “Plano de Negócio” do seu empreendimento equivale a um
projeto de sua empresa, no qual cada uma das questões anteriores
deve ser esmiuçada, estudada, compreendida e dominada para que
você seja hábil o suficiente para tomar decisões corretas como empresário
do ramo de “Loja Virtual”.

Um Plano de Negócio pode ser entendido, então, como um conjunto
de respostas que define os produtos que serão oferecidos, o
formato de “Loja Virtual” mais adequado, o modelo de operação da
“Loja Virtual” que viabilize a disponibilização destes produtos e o
conhecimento, as habilidades e atitudes que os responsáveis pela
“Loja Virtual” deverão possuir e desenvolver.

COMECE CERTO -LOJA VIRTUAL


O QUE CONSIDERAR NUM
PLANO DE NEGÓCIO (PN)?


COMECE CERTO -LOJA VIRTUAL

Perguntas que devem
ser respondidas com
Plano de Negócio
Definições que devem
ser feitas por você
Quais produtos a Esta é a primeira definição. Ela é a mais importante,
“Loja Virtual” pois condicionará todas as demais. O fundamento aqui
vai oferecer? é que os produtos devem atender necessidades de pessoas
ou empresas. No caso dos produtos que você pensa
em oferecer, como descobrir se existe interesse de pessoas
ou de empresas? O estudo do mercado, ou seja,
da concorrência, dos fornecedores e dos clientes em
potencial será a parte principal do seu projeto de empresa,
do seu Plano de Negócios.
Como serão obtidos os É necessário garantir o domínio tecnológico, contar
produtos para com especialistas nos serviços que oferecer, especiacomercialização?
listas com habilitação profissional, licenciados para
tal, conforme a legislação exigir. Já dispõe destes profissionais?
São os próprios sócios? São empregados?
São prestadores de serviços? Qual formato é mais
adequado à sua Loja Virtual? Como agem seus futuros
concorrentes?Como identificar os melhores fornecedores?
Quais condições de aquisição serão mais
adequadas? Como negociar e obter facilidades de
pagamentos condizentes com a estratégia de venda?
Quais volumes devem ser adquiridos em função de
previsão de venda e prazos de fornecimento? Quais
níveis de estoque devem ser considerados, que atendam
a operação da empresa sem comprometer a
disponibilidade financeira?
O que de melhor será
oferecido?
Os trunfos da concorrência devem ser identificados. O
que deve ser oferecido aos clientes que seja um diferencial,
que seja mais atrativo do que a concorrência
já oferece? Qual vantagem será oferecida aos clientes
que supere a concorrência? E quanto aos novos concorrentes,
existe a possibilidade de surgir novos de maior
capacidade? Observe que sempre é possível ser melhor
ou se igualar aos melhores concorrentes. Se o nível
tecnológico igualar as empresas, supere em serviços
agregados, isto é no atendimento ao cliente.


Quem é e onde está o
cliente?
Onde será instalada a
empresa?
Qual deve ser a competência
dos dirigentes da empresa?
Como será a empresa?
Que preço será cobrado?
Que resultado será obtido?
Qual investimento será
necessário? Quando virão os
resultados? Por quanto
tempo suportará movimento
fraco?
O mercado comprador deve ser estimado. Deve ser
conhecido. Quem freqüentará sua Loja Virtual? Por
que freqüentará? Quantos serão estes clientes? Onde
estão estes clientes? Como chegar até eles? Como influenciar
na decisão de freqüentar sua Loja Virtual?
Como será sustentada a quantidade de clientes necessária
para viabilizar a Loja Virtual?
Quais aspectos de localização devem ser considerados
para facilitar a atração de clientes? Estacionamento para
clientes é relevante? Existem restrições legais para instalação
deste tipo de empresa na localidade escolhida?
Que nível de conhecimento técnico é necessário para
comandar uma “Loja Virtual”? Quais são as habilidades
que devem ser desenvolvidas? Como adquirir experiência
neste ramo de negócio (se já não possuir)?
Qual deve ser o perfil de empresário neste ramo de
negócio? Como desenvolver este perfil?
Para este tipo de negócio que estrutura de operação
adotar? Quais responsabilidades de cada um? O que
será exigido de cada funcionário?. Como estes serão
treinados para cada função? Para a administração geral
do negócio? Para a função comercial? Para prestação
dos serviços? Para a gestão financeira? Como sistematizar
estas funções para se integrarem num processo de
gestão ágil e econômico para uma “Loja Virtual”?
Qual a necessidade de faturamento que a empresa
projetada terá ? Quais serão seus custos? Quais serão
suas possibilidades de preço? Quais preços a concorrência
pratica? Como superar os preços da concorrência?
É importante superar os preços da concorrência?
Qual lucro pode ser gerado?
O formato de empresa projetado gerará lucro? Compensará
o investimento? Que outras alternativas de
formato de “Loja Virtual” podem ser adotadas?
Qual previsão de gasto inicial? E nos primeiros meses
de funcionamento? Já tem disponibilidade financeira?
Necessitará de crédito adicional? Sócio é a opção
escolhida para aumentar o capital? Qual o perfil do
sócio ideal? Qual o papel de cada sócio?

COMECE CERTO -LOJA VIRTUAL

Veja quantas perguntas, quantas dúvidas aparecem no projeto de
sua empresa. E isto é apenas uma amostra. Com certeza, ao se aprofundar
no estudo das características do negócio “Loja Virtual”, mui



COMECE CERTO -LOJA VIRTUAL

tas outras questões surgirão. Elaborar um plano de negócio é o passo
mais importante que você pode dar. Existem muitos cursos no mercado
que ensinam como elaborar um plano de negócio. Tanto para
definir as questões certas do negócio escolhido como para obter as
respostas mais adequadas. Você também pode estudar as diversas
publicações e livros facilmente encontrados em livrarias.

No Sebrae você encontrará cursos, informações e orientações de
grande eficácia sempre que necessitar. Mas seja qual for o caminho
que resolver trilhar para montar seu plano de negócio, o resultado
precisa ser o mesmo, isto é, você deverá ter respostas convincentes
para as questões impostas pelo negócio “Loja Virtual”.

Algumas das respostas virão em forma de estratégias, planos de
ação, métodos de trabalho e outras serão conclusões numéricas que
medirão o efeito de cada decisão que você tomar para a formatação
de sua empresa. Dentre todas as questões que você se dedicar em
esclarecer, recomendamos atenção especial para as seguintes:

•Gastos (investimento inicial, custos e despesas);
•Preço de venda;
•Escala - Ponto de equilíbrio e Margem de Contribuição;
•Retorno do investimento.
Estas quatro questões são decisivamente importantes, pois elas
refletirão as conseqüências do conjunto de respostas que obter para
todas as questões que identificar. Todas as decisões que forem tomadas
na formação da empresa terão impacto direto no volume de vendas,
no volume de gastos, no preço, e principalmente na lucratividade
da empresa e na rentabilidade do seu investimento. Isto é, quanto
de lucro você obterá na realização de vendas e quanto você poderá
obter de volta da empresa como pagamento do investimento que
fará ao montar sua “Loja Virtual”.

Compreenda que a análise destas quatro questões é a forma direta
de avaliar todas as respostas de todas as demais questões, e de
projetar a viabilidade da Loja Virtual.


GASTOS: INVESTIMENTO INICIAL,
CUSTOS E DESPESAS


Esta é uma questão sobre a qual vale a pena investir tempo em
pesquisa e em estudo. Seja qual for a metodologia utilizada para
elaboração de seu plano de negócio, não abra mão de se convencer
sobre a realidade de gastos que enfrentará no negócio.

Não faça suposições e não seja otimista demais, trate esta questão
com seriedade e veracidade. Antes de seus sócios, antes das fontes
de financiamento que por ventura vier a utilizar, é você que precisa
ter certeza da composição de gastos que resultará na “Loja Virtual”
que vai montar.

Inicialmente separe os gastos conforme três conceitos: Investimento,
Custos e Despesas.

Os valores despendidos para a montagem da empresa, até que
ela esteja em condições de funcionar, devem ser tratados como gastos
de investimento inicial.

Daí para frente tudo que for necessário para que a empresa
possa funcionar, são custos de operação, ou para que possa comercializar
os produtos, são despesas comerciais. Custos de operação
e despesas comerciais repetem-se diariamente, mensalmente
e permanentemente.

A quantia que você aplicar como investimento inicial deverá, se a
empresa der certo, ser recuperada após um período de tempo. Isto é,

COMECE CERTO -LOJA VIRTUAL


após alguns meses de funcionamento da empresa, ela devolverá para
você em forma de lucro todo o valor que foi gasto para montá-la, e
daí para frente deverá continuar a gerar lucro de forma adicional.

Já a quantia que será aplicada na venda dos produtos da Loja
Virtual aos clientes e na sua manutenção, deverá ser recuperada em
cada venda, correspondente a cada unidade de venda. Por isso é
decisivo que você saiba com antecedência quanto vai gastar em custos
e despesas em cada produto que vender aos clientes e durante
um determinado período de tempo.

INVESTIMENTO INICIAL

No caso do investimento inicial, muitas são as situações a considerar.
Mas, antes de desembolsar o primeiro Real, pesquise, estude
e relacione todas as despesas que terá, por exemplo, com o
imóvel, instalações, equipamentos, contratações de serviços, contratação
de empregados, treinamento, documentação, legalização
da empresa etc.

Por mais minucioso que for na definição dos gastos que irá compor
seu investimento inicial, tenha certeza que, ao iniciar a montagem
da Loja Virtual, surgirão situações de gastos que não foram imaginadas
antes. Portanto, reserve uma boa quantia de dinheiro para
estes imprevistos. Lembre-se também do “capital de giro”, para os
primeiros meses de operação, isto é, do dinheiro que precisará para
pagar empregados, aluguel e despesas como luz, telefone etc. Além
disso, será necessária uma reserva de capital para suportar períodos
iniciais com baixo volume de clientes.

COMECE CERTO -LOJA VIRTUAL


É de fundamental importância ter certeza de quanto vai gastar
para montar a “Loja Virtual” e quando terá de efetuar cada pagamento.
Veja o exemplo do quadro abaixo:

Investimento Inicial - Antes da inauguração (os valores são simbólicos)
Detalhamento
Desembolso
no 1º mês.
Desembolso
no 2º mês.
Desembolso
no 3º mês.
Subtotal
Investimento em instalações 1.500,00 1.000,00 2.000,00 4.500,00
Investimento equipamentos 2.500,00 2.000,00 2.000,00 6.500,00
Investimento em veículos ----
Serviços de terceiros 3.000,00 1.000,00 1.000,00 5.000,00
Mat. de consumo e utensílios 1.000,00 1.000,00
Gastos com a abertura da empresa
e inauguração 2.000,00 2.000,00
Reserva para gastos não previstos 5.000,00 5.000,00
Estoques 2.000,00 2.000,00
Subtotal 14.000,00 4.000,00 8.000,00 26.000,00
Reserva para capital giro 5.000,00 5.000,00
Total 14.000,00 4.000,00 13.000,00 31.000,00

Este é um quadro exemplo para organizar os gastos com o investimento
inicial. O ideal é que você forme um quadro como este com o
maior detalhamento possível, e vá complementando-o na medida
que for se inteirando dos aspectos reais do empreendimento nesta
fase de estudo do negócio.

Pense neste quadro como um grande mapa, quanto mais completo
e detalhado for, mais acertado será seu planejamento, reduzindo
chances de surpresas desagradáveis com falta de recursos. Saiba que
erros no dimensionamento do investimento inicial, que provoquem
falta de recursos, costumam ser causas de insucesso de muitas iniciativas.
Não caia nesta armadilha.

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CUSTOS

Em sua “Loja Virtual”, quando começar a funcionar, você terá
ainda três famílias de gastos: custo variável, despesas fixas e despesas
comerciais. Embora nas pesquisas e estudos que fará para entender
e dominar completamente este assunto, você vai deparar com
outras expressões como “custo direto” ou “custo indireto”, “custo
fixo” etc. Mas para uma adequada avaliação e gestão do negócio,
basta a estruturação em custos variáveis e despesas fixas, além das
despesas comerciais que veremos a seguir.

No entanto, como esta é a fase de elaboração do “Plano de Negócio”,
a fase de avaliar se o negócio que deseja montar será lucrativo
ou não, se será viável ou não, é necessário realizar estimativas
dos custos e despesas que ocorrerão com o funcionamento da Loja
Virtual. Quando a empresa estiver funcionando será necessário desenvolver
um processo seguro para apurar e manter estes gastos
sob controle.

A razão de toda esta trabalheira é simples de entender: sua “Loja
Virtual” será viável e compensadora se for capaz de gerar lucro.
Lembra-se do que afirmamos no início? Seu negócio precisa gerar
um montante de lucro que você possa considerar compensador.

Lucro = Receitas - (custo variável + despesas fixas + despesas comerciais)


E o lucro acumulado em um período de tempo é um resgate do

investimento que você fez na montagem da Loja Virtual. Denomina-

se “Retorno do Investimento”.

Os “Custos Variáveis” são gastos que ocorrerão em função da aquisição
de algum produto para comercialização aos clientes e você
conseguirá (tem que conseguir), nesta fase de “Plano de Negócio”,
estimar o valor do custo variável para cada produto. E quando a
empresa estiver funcionando você conseguirá apurar estes custos também
por produto. Ex.: custo dos produtos que comercializar, pagamento
de profissionais especializados.

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Já as “Despesas Fixas” são todos os gastos que a Loja Virtual terá
em sua operação, não relacionados diretamente a nenhum produto
ou serviço. Inclui aluguel, gastos com manutenção, custo da administração
(como salários, materiais de consumo, luz, água, telefone etc.).

As “Despesas Comerciais” são os gastos que ocorrerão todas as
vezes que sua Loja Virtual obtiver mais clientes etc. Portanto, são
despesas que variam conforme o volume de vendas e o volume de
clientes. Normalmente, são os impostos, as contribuições e a comissão
dos vendedores. Mas, podem ocorrer outras despesas como taxa
de administração de cartão de crédito (se receber pagamentos com
cartão), a CPMF para valores recebidos em crédito na conta corrente
entre outros.

Deve-se dar atenção especial aos impostos e contribuições. Mais
adiante, na Parte - II deste manual, vamos detalhar este assunto.
Recomendamos que desde já, desde o Plano de Negócio e também
no funcionamento da empresa, você procure entender e praticar cálculos
dos impostos e das contribuições. Procure ainda, entender
perfeitamente a mecânica de cálculo, de apuração e os efeitos sobre

o preço de venda dos produtos.
•Quais são os impostos e contribuições que incidirão na operação
da Loja Virtual?
•Como são apurados?
•Em que momento?
•Quando devem ser pagos?
•Quais são as opções para pagar menos impostos?
•O que é crédito de imposto?
•Como utilizar crédito para reduzir o imposto a pagar?
•Quais os riscos de calcular erradamente os impostos?
•Como tratar os impostos e contribuições no preço de venda?
No entanto, tudo que sua empresa gastar em custos e despesas
você deverá receber de volta com a receita obtida nas vendas. Mas, a
receita de vendas é resultante da venda de cada produto ou com
cada cliente. Isso significa que cada unidade vendida deve pagar par-

COMECE CERTO -LOJA VIRTUAL


te dos custos e despesas, tal que, ao alcançar um certo volume de
venda, seja produzido um volume de receita suficiente para cobrir
todos os custos, despesas e ainda gerar lucro.

Assim, a pergunta é: quanto de custo variável, de despesas fixas,
de despesas comerciais e de lucro deve ser “alocado” no preço de
cada produto consumido pelos seus clientes? Ou seja, quanto que
cada venda deve “contribuir” para pagar estes custos, despesas e ajudar
a formar o lucro?

Raciocine assim: suponha que em sua Loja Virtual você tenha 4
“gavetas” com as seguintes identificações:

Gaveta nº 1 - identificada como “Fornecedores” (representando os Custos Variáveis).


Gaveta nº 2 - identificada como “Impostos e Comissões” (representando as Despesas
Comerciais).
Gaveta nº 3 - identificada como “Estrutura da Empresa” (representando as Despesas Fixas).
Gaveta nº 4 - identificada como “Lucro”.


Imagine que a cada Real que receba de um cliente você já faça
a divisão.

Que parte deste Real você deveria colocar em cada gaveta? (para
que, no final do mês, possa ter em cada uma o equivalente ao que
deverá pagar aos fornecedores, ao governo, aos funcionários e todas
despesas fixas e acumular lucro).

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De cada real recebido quanto deveria depositar na gaveta nº 1?
Quanto na gaveta nº 2?
Quanto na gaveta nº 3?
E quanto na gaveta nº 4?


O valor que você colocará na primeira gaveta deverá ser exatamente
aquele que sua empresa gasta ou gastará diretamente com a
aquisição do produto vendido. Desde já, você precisa ter destreza
para apurar rapidamente este valor. Saber qual o custo variável de
cada produto é uma obrigação do empresário, e esta obrigação começa
agora, antes de abrir a empresa.


Percebe porque estamos insistindo tanto para que você estude
bem e conheça bem este negócio de “Loja Virtual”?

O valor que você colocará na segunda gaveta deverá ser exatamente
o que sua empresa gasta ou gastará com impostos para vender. Como
dissemos no caso da primeira gaveta, desde já, você precisa ter destreza
para apurar rapidamente o valor das despesas comerciais.

Saber quais os impostos, taxas e comissões que a empresa paga
ou pagará é também uma obrigação do empresário. Então, vamos
repetir: Esta obrigação começa agora, antes de abrir a Loja Virtual.

O valor que você colocará na terceira gaveta deverá ser suficiente
para cobrir todos os demais gastos, isto é, as despesas fixas. Como as
despesas fixas são apuradas para um período de tempo, mês ou ano
(por exemplo, o valor do aluguel), e não em função de cada venda,
você precisará desenvolver uma sistemática de alocação destes custos
em cada produto. Quanto de aluguel está no custo de cada produto?
Quanto de luz, de água, de telefone? É obvio que a venda de
um único produto não será suficiente para pagar o aluguel do mês,
mas deve ajudar em quanto?

Em resumo, o total das despesas fixas de um período precisa ser
coberto pelas vendas realizadas no mesmo período, senão, faltará
dinheiro para pagar o aluguel, a luz, o telefone etc.

Em especial, o “rateio” das despesas fixas para cada produto, ou,
a definição de quanto cada produto contribuirá para pagar estas
despesas da empresa, exigirá um estudo à parte. Você como empresário
precisará garantir, nesta questão, dois objetivos:

•Que as receitas de vendas darão cobertura plena ao pagamento
das despesas fixas.
•Que o volume de despesas fixas de sua Loja Virtual seja compatível
com a natureza deste tipo de negócio, e que cada Real
gasto em despesas fixas realmente contribua para a Loja Virtual
ter movimento maior, vender mais produtos e ter mais clientes.
Este é o fundamento da produtividade de uma empresa
sem desperdícios.
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Então, a obrigação de conhecer e de dominar as despesas fixas
que sua Loja Virtual terá começa agora, antes de abrir a empresa.
Você somente saberá lidar com despesas fixas desde agora se e somente
se estudar bem, conhecer bem os detalhes operacionais, os
“macetes” deste negócio, “Loja Virtual”.

O valor que colocará na quarta gaveta será o que sobrar para a
acumulação de lucro. Dizemos “sobrar” pois, se algo der errado, a
primeira gaveta que ficará vazia será esta.

Assim, a pergunta anterior vale também para o caso do lucro:

Quanto cada serviço prestado ou produto vendido deverá contribuir
com a acumulação de lucro?

Esta pergunta tem resposta fácil quando expressa apenas um desejo
seu. Mas será difícil respondê-la dentro da realidade de mercado.
Entretanto, você conseguirá definir a resposta mais adequada
para sua empresa se:

•conhecer e dominar todos os seus custos e despesas;
•dominar o ambiente em que você vai operar;
•desenvolver criatividade para atrair e manter clientes;
•tiver capacidade de manter sempre bom movimento na Loja
Virtual;
•tiver habilidade para negociar com fornecedores e para manter
seu processo de trabalho altamente produtivo, com elevado aproveitamento
das despesas fixas.
O mais interessante nesta fase de elaboração do “Plano de Negócio”
é que, para conseguir estimar os custos variáveis e as despesas
comerciais de cada produto ou serviço, definir quanto cada serviço
ou produto contribuirá para pagar as despesas fixas da empresa e
para acumular lucro, você precisará se aprofundar no estudo das
características do negócio “Loja Virtual”.

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Observe que:

•Este negócio certamente não é padrão. Por isso não listamos aqui
os custos deste tipo de negócio. Pois não seriam os custos de sua
empresa, seriam apenas custos exemplificados neste manual, o
que poderia condiciona-lo a achar que são exatamente os custos
que deveriam ser considerados em sua Loja Virtual.
•Nas Lojas Virtuais que você visitar, perceberá diferenças determinantes
da oportunidade que o empresário decidiu explorar.
•Cada diferença introduzida, seja na forma de atender ao cliente,
na disposição e combinação dos equipamentos e ambiente, terá
conseqüência nos custos.
•E a sua Loja Virtual também será diferente, pois, seguirá seu estilo
e será fruto de suas percepções e decisões, as quais influenciarão
diretamente os custos.
Portanto, nesta fase de elaboração do “Plano de Negócio” não
utilize nenhuma lista padrão de custos ou despesas que por ventura
encontrar em livros ou cursos. É importante para seu empreendimento
que você aprenda a identificar, reconhecer e calcular cada item de
custo e despesa da Loja Virtual que pensa montar. No início da elaboração
do “Plano de Negócio” isto parecerá difícil, mas não é. Na
medida em que você for esquematizando, for delineando o formato
da Loja Virtual que deseja montar e, na medida em que for estudando
e compreendendo esta questão de gastos, identificar, estimar e
apurar estes gastos será uma operação rotineira.

Seu maior inimigo agora é sua “ansiedade” em ver o negócio
que está na sua mente começar a funcionar. Não caia nesta armadilha.
Reserve um tempo para este planejamento inicial e estabeleça
uma meta de quando seu projeto de empresa estará concluído.
O tempo que você investir nesta fase de planejamento será seu
melhor investimento. Três meses? Seis meses? Não importa. O que
importa é você ter consciência de cada passo, ter uma direção certa
a seguir, ter boa visão e compreensão do que virá e das condições
adversas que terá de resolver.

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Então, reforçando:

•Estude bem como funciona uma “Loja Virtual” e que oportunidade
de inovação você poderá explorar na sua Loja Virtual;
•Descreva como irá funcionar a sua Loja Virtual;
•Monte uma primeira lista dos custos variáveis e das despesas
fixas que poderão ocorrer no formato de empresa que imaginou.
Explore todas as possibilidades legais da composição das
despesas comerciais;
•Melhore esta lista na medida em que progredir seus conhecimentos
sobre o negócio e sobre o formato de Loja Virtual que
você vai montar;
•Faça cursos que abordem custos, não se contente apenas com
um único curso. Lembre-se que seu objetivo é dominar os gastos
de sua empresa, não apenas ter seus valores calculados uma
única vez. Por isso mesmo fugimos à tentação de incluir aqui
uma lista padrão de gastos, por sabermos ser inadequada para
sua empresa;
•Utilize-se dos vários programas do Sebrae, inclusive das orientações
de seus técnicos, específicas para seu caso, gratuitas
e permanentes.
PREÇO DE VENDA

O estudo para determinação do preço de venda visa responder a
todas as perguntas anteriores, pois, se você começar a operar sem
este conhecimento, pode ser que não consiga “depositar” o suficiente
em cada gaveta, e começará a ter problemas financeiros imediatamente,
inviabilizando a empresa.

Como já dissemos, e vale a pena repetir, todo dinheiro que sua
empresa precisará mensalmente e diariamente para pagar as contas
(os custos variáveis, as despesas fixas, as despesas comerciais) ou, em
outras palavras, pagar os fornecedores, suprir a estrutura da empresa
com pagamento de funcionários, das concessionárias de luz e energia,
água, telefone, impostos, taxas e contribuições, além de garantir
a recompensa dos sócios, você obterá do faturamento da empresa.


Isso significa que é preciso garantir que o preço adotado para os produtos,
seja, no acumulado, suficiente para pagar estas contas. Surgem,
então, mais duas novas perguntas que seu “Plano de Negócio”
precisa responder:

•qual o preço ideal que se deve cobrar para cada produto?
•qual deve ser o faturamento mínimo?
O preço de venda costuma ser a chave do sucesso de muitos
negócios. Portanto, recomendamos que não use fórmulas improvisadas
para fixar o preço de venda do que sua empresa vender. É
mais um item do Plano de Negócio sobre o qual você precisa ter
domínio completo. A compreensão da oportunidade de negócio
que encontrou e o domínio sobre a composição de custos de sua
Loja Virtual, vão permitir que desenvolva sensibilidade para fixação
do preço de venda. Você terá de decidir por um equilíbrio entre
duas equações básicas:

Lucro (unitário) = Preço de venda que o mercado pratica - (Custo Variável + Despesas
Comerciais + Parcela de Despesa Fixa), ou seja: (L = PVm - (CV + DC + DF)

Ou


Preço de venda desejado por você = Custo Variável + Parcela de Despesa Fixa + Despesas
Comerciais + Lucro, ou seja: (PVd = CV + DF + DC + L)

QUAL A DIFERENÇA?

O sentido da primeira equação é que o preço é fixado pelo mercado,
e se você for pratica-lo, muito provavelmente, terá dificuldades
para cobrir além dos custos variáveis e das despesas comerciais,
as despesas fixas e ainda acumular lucro. Isto é, muito provavelmente
seus custos variáveis e despesas comerciais serão semelhantes aos
dos seus concorrentes, mas suas despesas fixas derivadas da estrutu-

COMECE CERTO -LOJA VIRTUAL


ra adotada para sua empresa e sua intenção de lucro, quase sempre
estarão acima dos praticados pelos seus concorrentes mais experientes
na exploração do mercado. Para acompanhar o preço imposto
pelo mercado você precisará manter as despesas fixas reduzidas para
então ter “lucro”, pois, se o Preço for menor que os Gastos não haverá
“Lucro”, e pior, dificilmente será possível aumentar o preço, pois o
mercado não aceitará. A alternativa será baixar os custos e despesas.

Mentalize a fórmula “PV - CV - DF - DC = Lucro”.


LUCRO É O QUE SOBRA

O sentido da segunda equação é que o preço poderá ser fixado
por você como resultado da somatória de seus custos, das despesas
e do lucro que deseja ter. Assim, você terá certeza de que vendendo,
obterá lucro na venda. Mas a questão é que seu preço, que
é bom para você, poderá não ser aceito por muitos clientes. E para
que você consiga pagar todas as despesas fixas e acumular o montante
desejado de lucro, precisará vender um determinado volume
e conseguir uma certa quantidade de clientes. Este volume poderá
ser tão grande, que somente será alcançado se muitos clientes aceitarem
seu preço.

Então, como resolver este dilema?

Certamente, quanto mais você dominar os aspectos do seu negócio,
mais hábil será para encontrar soluções. Enquanto isto, e em
tempo de elaboração do seu “Plano de Negócio”, podemos sugerir

o seguinte:
•Aprenda com precisão calcular o preço de venda que “seria” conveniente
para sua Loja Virtual, que possa cobrir todos os gastos e
gerar lucro. Estude bem este assunto, faça cursos, inclusive procure
o Sebrae onde encontrará orientação segura, detalhada e
gratuita, tantas vezes quanto você necessitar;
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•Descubra qual preço é praticado pelo mercado (pela concorrência),
para produtos similares aos seus;
•Se o preço calculado for maior que o preço de mercado, então
você saberá que precisa encontrar opções de redução de gastos.
Isto é ruim, mas não impossível;
•Se o preço calculado for menor que o preço de mercado, então
sua empresa tem poder de competição com a concorrência. Isto
é ótimo.
Estas questões nos levam a três outras: “Ponto de equilíbrio”,
“Margem de Contribuição” e “Atração de Clientes”.

PONTO DE EQUILÍBRIO E MARGEM
DE CONTRIBUIÇÃO

Veja que interessante:

Vamos supor que uma empresa conseguiu um preço de venda de
um produto considerado bom para ela, e que os clientes o aceitam
pelo preço de R$ 103,00. Este empresário, definiu que o “lucro” é
10% (gaveta nº 4), o custo variável 64,5% (gaveta nº 1), as Despesas
Comerciais totalizam 10,2% (gaveta nº 2) e este produto contribui
com 15,3% do seu preço para pagar as Despesas Fixas (gaveta nº3).
Isto é: R$ 103,00 = R$ 10,30 + R$ 66,44 + R$ 10,50 + R$ 15,76.

Pois bem, se esta empresa vender apenas uma unidade deste produto,
com os R$ 103,00 que receber conseguirá pagar os custos da
matéria prima, componentes, mão-de-obra etc, referentes a esta unidade
do produto (isto é, o custo variável de R$ 66,44). Conseguirá
também pagar os impostos e despesas de venda (ou seja, as Despesas
Comerciais de R$ 10,50). Mas não conseguirá pagar as despesas
fixas da empresa, que geralmente são mensais. Por exemplo: aluguel,
luz, água, salários de funcionários, retirada pró-labore etc. Pois,
cada venda apenas “contribui” com sua parcela para cobrir estes
gastos mensais, daí vem o conceito de “Margem de Contribuição”.

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Margem de Contribuição é quanto cada serviço ou produto vendido
contribui para pagar as despesas fixas mensais e quanto contribui
para formar o “lucro”.

Veja, então, a composição do preço de venda do exemplo:


Composição do Preço de Venda Valores
% de
Participação
Margem de
Contribuição
Custo Variável 66,44 64,5%
Despesas Comerciais 10,50 10,2%
Parcela da Despesa Fixa 15,76 15,3% 15,3%
Parcela para Lucro 10,30 10,0% 10,0%
Margem de Contribuição Unitária 25,3%
Total = Preço de Venda 103,00

Portanto,


Preço de venda - (Custo variável + Despesas Comerciais)

Margem de

Contribuição

= —————————————————————— x 100
Preço de venda

Neste exemplo é 25,3% do preço.

Isso significa que toda vez que vender este produto, o empresário
deve guardar R$ 26,05, juntando até completar a quantia que precisa
para pagar as Despesas Fixas da empresa. Então, vem a pergunta:
Quanto este empresário precisará vender para ter dinheiro suficiente
para pagar os custos variáveis, as despesas comerciais e toda a
despesa fixa da empresa no mês? Quantas vendas ele deverá realizar?
Qual deve ser o faturamento mensal desta empresa para cobrir
tudo que precisa?

A questão é que o preço pode ser bom, mas o faturamento pode
ser que não. O lucro que realmente importa não é de uma unidade
de venda, mas aquele acumulado em um período de vendas, após
cobrir todos os custos e despesas. Qual o volume de faturamento
ideal para o tamanho da empresa?

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Esta análise utiliza a técnica de “ponto de equilíbrio”.



PONTO DE EQUILÍBRIO

Ponto de equilíbrio representa a quantidade de venda que precisa
ser realizada mensalmente para gerar receitas suficientes para
pagar todo o custo variável gerado, todas as despesas comerciais
geradas e todos as despesas fixas que a empresa tiver no mês. Isto
é, “empatar”. Não ter lucro acumulado no mês, mas também não
ter prejuízo.

•Significa que um volume de vendas inferior ao “ponto de equilíbrio”
levará a empresa a ter prejuízo. Pois, no final do mês, não
terá dinheiro suficiente para pagar as contas das despesas fixas.
•Significa que um volume de vendas superior ao “ponto de equilíbrio”
permitirá acumular lucro. É este lucro que realmente importa,
o lucro acumulado em um período, não somente o “lucro”
proporcional de uma venda.
Note que, mesmo que tenha sido calculado “lucro” em cada venda,
pode ser que o pagamento das despesas fixas do mês consuma
todo este “lucro” e no final dele, o resultado da empresa seja nulo
ou prejuízo. Muitas empresas entram nesta situação, pois realizam
venda com “lucro”, mas nunca sobra dinheiro no final do mês. Por
que? Porque as despesas fixas levam tudo. A quantidade vendida é
inferior ao que necessitaria vender.

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Para acumular lucro é necessário vender acima do ponto de
equilíbrio.

Exercite da seguinte maneira:

Despesas Fixas

Volume de vendas = ———————————————————————

(% Custo Variável + % Desp. Comerciais+ % Lucro)

1 - ————————————————————

100

Neste cálculo, se não considerar a porcentagem de lucro, então o
volume de vendas resultante será o valor do ponto de equilíbrio. Isto
é, o valor mínimo que terá de vender para não ter prejuízo, mas também
não ter lucro.

Mas, se for considerada uma porcentagem de lucro, então o resultado
será o volume de vendas que precisa ser conseguido para obter

o determinado montante de lucro.
Simbolicamente, somente para exemplificar, imagine uma empresa
com Despesa Fixa mensal de R$ 4.725,00, o Custo Variável chegando
a 64,5% do faturamento e as Despesas Comerciais alcançando 10,2%
do faturamento. Qual deve ser o faturamento mensal desta empresa,
que seja suficiente para pagar R$ 4.725,00 de Despesas Fixas além
das Despesas Comerciais e do Custo Variável que forem gerados?

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Se aplicarmos a fórmula, o Ponto de Equilíbrio = 4.725 / 1- (64,5% + 10,2%),
Ponto de Equilíbrio = 4.725 / 1 - 74,7%, ou fazendo a transformação dos valores percentuais,


4.725 / 1- 0,747.
Então, 4.725 / 0,253 = 18.675,90.
O Ponto de Equilíbrio, isto é, o faturamento, deveria ser de
R$ 18.675,90 mensais para pagar os R$ 4.725,00 de Despesas Fixas
e o montante de Despesas Comerciais e do Custo Variável que for
gerado para se obter este volume de faturamento. Note que mesmo
assim não gerando lucro nenhum.


Se fosse desejado um lucro de 10,0%, então, o volume de vendas
seria calculado assim:

Volume de venda = 4.725,00 / 1 - (64,5% + 10,2% + 10,0%).

Volume de venda = 4.725,00 / 1 - 84,7%, ou fazendo a transformação dos valores percentuais,
4.725,00 / 1- 0,847.
Então, 4.725 / 0,153 = 30.882,40

Para obter um lucro de 10,0% (R$ 3.088,24) deveria efetuar um
volume de vendas, isto é, um faturamento de R$ 30.882,40, cerca
de R$ 12.206,50 acima do Ponto de Equilíbrio.

Então, de novo chamamos sua atenção:

•Aprenda com precisão a calcular o Ponto de Equilíbrio de sua
Loja Virtual. Determinar o volume de faturamento mínimo para
não ter prejuízo. Estude bem este assunto, faça cursos, inclusive
procure o Sebrae onde encontrará orientação segura, detalhada
e gratuita tantas vezes quanto você necessitar.
•A fórmula de cálculo é simples, mas o que importa para a sua
empresa é que você tenha domínio sobre todos os aspectos envolvidos
nesta questão de volume de faturamento, não somente
calcular um valor.
A primeira meta que desafiamos você a ter, foi elaborar um Plano
de Negócio que desse total visibilidade à prática do negócio “Loja
Virtual”, suficiente para perceber e tomar as decisões que precisam
ser tomadas.

A segunda meta que agora desafiamos você a ter, é a de estruturar

o seu negócio para faturar acima do Ponto de Equilíbrio.
O simples alcance destas metas será a diferença entre ter sucesso,
se ultrapassar o Ponto de Equilíbrio, ou fracassar, se seu faturamento
ficar abaixo do necessário. Vender, vender, vender, esta é a lei. Para
isto você precisará aprender como atrair clientes para seu negócio.

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ATRAÇÃO DE CLIENTES

Como dissemos no início, o negócio pode ser resumido em ven


der e lucrar. E isto depende da existência de interessados em com


prar. Ou seja, clientes.

Você já tem um ponto importante a seu favor, que é a certeza de
que pessoas freqüentam Lojas Virtuais e, portanto, já compram estes
produtos. Isto é, o negócio que deseja montar não é inédito. Não
está sendo inventado por você justamente agora. Já existia antes.
Existem pessoas interessadas em comprar estes produtos.

Mas onde estão estas pessoas?

Então você acaba de receber seu terceiro desafio: fazer com que
as pessoas que já compram, que já freqüentam Loja Virtual, passem
a freqüentar a sua, e que outras pessoas que ainda não freqüentam
nenhuma, comecem a freqüentar a sua Loja Virtual. Se você vai iniciar
este negócio, antes de montar você precisa saber o que fazer para
que as pessoas sejam atraídas para a sua Loja Virtual.

•O que devo fazer para que freqüentem minha Loja Virtual?
A expressão que se usa para isto é estratégia de mercado. Você
precisa ter a sua. Você não poderá escapar desta obrigação que tem
para com sua empresa, ou seja, definir, aplicar, melhorar e evoluir
uma estratégia de mercado.

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•O que você fará para informar aos interessados em Loja Virtual
que a sua empresa existe?
•O que você fará para despertar a atenção e interesse deles?
•O que você fará para que um número suficiente destes clientes
venha para a sua Loja Virtual ou freqüente também a sua
Loja Virtual?
•O que você fará para que um número suficiente de clientes deixe
de freqüentar Lojas Virtuais concorrentes, ou deixe de freqüentar
somente seus concorrentes, isto é, use também a sua Loja Virtual?
Não será exagero dizer que nestas respostas está o segredo do
sucesso deste negócio. Este segredo será desvendado aos poucos,
na medida em que você obtiver mais conhecimentos e desenvoltura
no negócio “Loja Virtual”.

Podemos arriscar dizendo que seus futuros clientes querem
vantagem.

Freqüentarão sua Loja Virtual se obtiverem maiores vantagens.
Descobrir estas vantagens é fruto de percepção e de sensibilidade
para com o mercado.

Mas o que são vantagens? Geralmente, são pequenos detalhes.

•Comodidade e beleza - quando dá prazer freqüentar o ambiente
de sua Loja Virtual;
•Bom atendimento - o cliente fica sempre satisfeito mesmo quando
sua Loja Virtual não dispõe do que ele deseja;
•Interesse em satisfazer, resolver - o cliente é sempre ouvido e
suas opiniões consideradas;
•Diferenciação - o cliente percebe algo de especial na Loja Virtual;
•Personalização - a idéia de que este cliente é especial;
•Confiança e credibilidade - você passa a idéia de que a satisfação
dele é mais importante para você do que a venda;
•Higiene - percebida em detalhes;
•Exposição - o cliente percebe que para se satisfazer não depende
de ação sua, mas do que ele percebe na sua Loja Virtual, da
forma como ela funciona;
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•Crédito e facilidade de pagamento - sua empresa se adapta ao
nível de renda do seu público;
•Serviços adicionais - na prática você entrega satisfação, não somente
produtos ou serviços pelos quais o cliente já paga;
•Valorização do cliente, respeito e seriedade - os direitos do cliente
você reconhece em todos os detalhes de sua operação;
•Flexibilidade e adaptabilidade - de algum jeito sua Loja Virtual deve
satisfazer;
•Inovação - sua Loja Virtual é atualizada (esta imagem tem de ser
constante);
•Garantias - para o cliente ter certeza e confiar que não terá
prejuízos.
Tem também aquelas “vantagens” tradicionais que muitos pensam
que são decisivas mas não são, dependem de como você as utiliza:

•Preço - nem sempre menor preço significa capacidade de atração
de clientes;
•Variedade - nem sempre investir em variedade de equipamentos,
serviços e produtos é atrativo;
•Localização - o ponto por si só não é fator de sucesso, um bom
ponto pode ser feito.
Deste modo, as questões abaixo são decisivas no momento da
elaboração do seu plano de negócio:

•O que você fará para atrair clientes?
•O que você fará para tirar clientes de seus concorrentes?
•O que você fará para compartilhar clientes com seus concorrentes?
Você encontrará respostas para todas estas questões se observar
empresas existentes, se aprender com quem já está fazendo, com
quem está fracassando ou com quem está tendo sucesso. Não pode,
de maneira alguma, imaginar que basta “abrir” que os clientes virão.
Não virão! Você precisa ir buscá-los. Cada empresa descobre um jeito.
Este é seu terceiro desafio. Sua terceira meta a ser alcançada.


Então, de novo chamamos sua atenção:

•Pesquisando e observando seus concorrentes, conhecendo bem
o gosto de seus clientes você conseguirá desenvolver diferenciações
em sua Loja Virtual para maior atração de clientes.
•É necessário estudar bem o assunto estratégia de mercado para
poder desenvolver sensibilidade e flexibilidade para rápida adaptação
às necessidades e encantamento de clientes. Faça cursos,
inclusive, procure o Sebrae, onde encontrará orientação segura,
detalhada e gratuita sempre que precisar.
Então, nossa conclusão é que o negócio “Loja Virtual” que deseja
montar, se resume na ação de vender e lucrar.

Mas a marca de sucesso deste negócio é o permanente retorno do
investimento. O que é isto?

RETORNO DO INVESTIMENTO

Retornar o investimento significa que mensalmente sua empresa
devolve parte do investimento que você fez inicialmente ou durante
a vida da empresa. Esta parte que retorna, que paga o investimento
feito, é o lucro acumulado no período.

Verdadeiramente, o negócio só é viável se for capaz de retornar
ou devolver o investimento realizado.

Daí surge à expressão taxa interna de retorno. Significa o percentual,
como se fosse uma prestação mensal, que sua empresa paga
mensalmente, referente ao investimento feito. Como comparação
mais imediata, o negócio é bom se gerar uma taxa de retorno superior
ao que outro investimento proporcionaria para você.

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Na elaboração de seu Plano de Negócio, aprenda e utilize a com


preensão sobre retorno de investimento para avaliar a viabilidade

do negócio.

Como exemplo simbólico, imagine uma empresa que necessitou
de um investimento inicial de R$ 31.000,00 esteja proporcionando
um lucro mensal de R$ 3.088,24. (veja na Parte-II deste manual, as
opções legais para apuração do lucro, dos impostos e contribuições
incidentes). Ela está proporcionando um retorno de 10% ao mês.
Como chegar nesta conclusão? Faça a conta para entender melhor:

Lucro x 100 3.088,24 x 100

Retorno sobre o investimento = ———————— = ——————— = 10,0%
Investimento 31.000,00

Com uma taxa de retorno sobre o investimento de 10,0% ao mês,

significa que os R$ 31.000,00 investidos serão totalmente recupera


dos em 10 meses.

Investimento 31.000,00

Prazo de Retorno = ——————— = ————— = 10 meses
Lucro mensal 3.088,24

Desconsiderando a comparação de riscos entre as possibilidades de
investimento existentes no mercado, não é fácil encontrar um investimento
com taxa de retorno superior ao nosso exemplo simbólico. O
que nos leva a concluir que a empresa simbolicamente representada
em nosso exemplo traduz um bom negócio. Mas isto nos abre uma
outra questão importantíssima, que é a sua necessidade de renda.

A necessidade de renda do empresário é outro fator que causa
muito insucesso nas empresas.

A renda: entender o “Dinheiro da Família” de forma diferente do

“Dinheiro da Empresa”.

As micro e pequenas empresas geralmente são empresas familiares,
isto é, são administradas e operacionalizadas pelos membros de


uma mesma família. Sua operacionalização costuma ocupar todo o
tempo das pessoas, exigindo delas, dedicação exclusiva. Também é
normal que a renda destas pessoas venha exclusivamente desta empresa
familiar. “E ai é que mora o perigo”. É muito comum as pessoas
confundirem a necessidade familiar de renda com a possibilidade de
remuneração da empresa para com as pessoas que trabalham nela.
Estas são duas coisas completamente diferentes.

Então, cuidado! O fato da família se dedicar à operação da empresa
não significa que a empresa conseguirá sustentar a família.

A empresa poderá apenas gerar recursos compatíveis com a natureza
do negócio, compatíveis com o investimento realizado.

Uma empresa gera dois tipos de recursos para os proprietários
(sua Loja Virtual também):

•Salários - para os membros da família que forem empregados da
empresa, e pró-labore para os sócios que trabalharem na empresa.
•Lucro - para ser distribuído aos sócios após apuração do resultado.
Pois bem, os salários, necessariamente, nunca deverão ser superiores
ao que se pagaria para empregados não familiares na mesma
função. Além disso, a empresa não deve ser utilizada para empregar
familiares cujo trabalho que prestarem seja desnecessário.

Da mesma forma, o pró-labore é o pagamento que o dono ou
sócio recebe por trabalhar na empresa. Se o sócio não trabalhar, não
deve receber pró-labore. E do mesmo modo, o valor do pró-labore
não deve ser superior ao salário que seria pago a um funcionário que
desempenhasse a mesma função.

Então, em nosso exemplo anterior, suponhamos que a empresa
tenha dois sócios que trabalhem na empresa. Cada um retira mensalmente
R$ 1.000,00 como pró-labore. Mensalmente a empresa
tem gerado lucro de R$ 3.088,24, que é distribuído entre os sócios,
em partes iguais de R$ 1.544,12 1. Assim, cada sócio recebe da em-

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1 Sobre apuração e distribuição de lucro, informe-se com contabilistas, no Sebrae ou nas publicações
que o Sebrae disponibiliza.


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presa um total de R$ 2.544,12, ou seja, R$ 1.000,00 de pró-labore
mais R$ 1.544,12 de lucro distribuído.

Mas estes sócios têm despesas familiares superiores a R$ 4.000,00
cada um. De onde eles completarão a necessidade pessoal de renda?
Com certeza não será da empresa, pois se retirarem da empresa
mais dinheiro ela se tornará inviável.

Veja, no entanto, que a empresa de nosso exemplo é muito lucrativa.
Ela consegue pagar 10% ao mês ao investimento realizado. O que
dá para cada sócio R$ 1.544,12 mais o pró-labore. Os sócios não podem
dizer que pelo fato de se dedicarem todo tempo à empresa esta
tem que suprir a renda desejada de cada um. Não é assim que funciona.
Cada empresa, cada investimento tem um limite de geração de
recursos para os sócios, independente de suas necessidades.

Consideramos que nesta nossa empresa fictícia:

A venda total deve chegar a ........................................................ R$ 30.882,40
O Custo Variável alcança ............................................................. R$ 19.919,16
As Despesas comerciais alcançam ............................................. R$ 3.150,00
O pagamento das Despesas Fixas chega a ................................ R$ 4.725,00


————————
Portanto, o total de gastos desta empresa chega a .................. R$ 27.794,16

Receita de vendas (-) total de gastos, isto é, R$ 30.882,40 R$
27.794,16, resulta num lucro bruto de R$ 3.088,24.

Este é o lucro que pode ser distribuído. E não nos esqueçamos,

parte deste lucro deveria ser reinvestida na empresa em moderniza


ção ou expansão.

Então, de onde os sócios retirarão mais dinheiro para completar a
renda que desejam?

Perceba que se os sócios retirarem mais dinheiro certamente faltará
para pagar alguma conta. Pode ser que no dia-a-dia isto não seja
percebido, se for intenso o fluxo de entrar dinheiro com as vendas e
sair dinheiro com pagamento de contas. Mas é assim que surge o tal
de “rombo” nas contas da empresa. Esta prática leva em poucos dias
a geração de dívidas sem condições de serem saldadas.


Se ocorrer retirada acima do possível nesta empresa que utilizamos
como exemplo, acontecerá o seguinte:

•Não pagarão fornecedores, que é uma conta do custo variável,
com R$ 19.919,16;
•Ou, não pagarão o aluguel, que é uma conta de despesa fixa, com
R$ 4.725,00;
•Ou ainda, não pagarão algum imposto, que é uma conta das despesas
variáveis, com R$ 3.150,00.
Qualquer valor a mais que for retirado para pagar alguma conta da
família, criará um desfalque na empresa que resultará em dívidas. Se as
dívidas acumularem, a empresa será inviável e terá que fechar as portas.

Em resumo, em tempo de elaboração do seu Plano de Negócio,
você precisa decidir sobre a origem da renda familiar que você vai
precisar, pois pode ser que não consiga retirar o que precisa dos resultados
de sua Loja Virtual, mesmo que ela seja viável e lucrativa.
Se retirar da empresa mais do que ela pode dar, você quebrará a
empresa em poucos meses.

Entre os vários instrumentos de gestão que precisará adotar em
sua empresa, para ajudar você a tomar decisões corretas com o dinheiro
da empresa, dois instrumentos são fundamentais: “Fluxo de
Caixa” e “Apuração de Resultados”.

FLUXO DE CAIXA

No início deste manual pedimos para que você não fizesse suposições
e não fosse otimista demais nas previsões do seu “Plano de
Negócio”. As estimativas deveriam representar com a maior exatidão
possível a realidade do mercado. Todas as estimativas que fizer
no seu “Plano de Negócio”, de um jeito ou de outro, resultarão em
previsões financeiras. Portanto, desde a fase do projeto da sua empresa,
e em todo momento, você precisará ordenar as previsões de
entrada de dinheiro com as previsões de saída de dinheiro.

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No “Plano de Negócio” você precisará simular o funcionamento

de sua empresa, com o maior realismo possível, num esforço para

antecipar o que acontecerá de fato após a inauguração.

Pois, tenha certeza que quando sua Loja Virtual começar a funcionar,
a disponibilidade diária de recursos a curto prazo, será o que
mais chamará sua atenção. Tomara que não seja uma das suas maiores
preocupações!

Portanto, aprenda a montar o “Fluxo de Caixa”, ele será seu grande
aliado na tomada de decisões diárias envolvendo o dinheiro da
empresa. Sem ele, tudo será confuso; com ele, você terá uma espécie
de “bússola” para guiar suas decisões.

Assim, nesta fase de elaboração do “Plano de Negócio”, e tam


bém no funcionamento da empresa, você terá dois importantes pro


cessos. A entrada e a saída de dinheiro.

Estes dois processos podem ser desdobrados em outros, que são
a previsão de entrada e a previsão de saída de dinheiro. Você logo
perceberá que o que realmente importa nesta questão são as previsões,
e sua capacidade de “enxergar” os acontecimentos futuros em
tempo de tomar decisões. No caso de criar condições para gerar entrada
de dinheiro em contra partida às saídas dele, o instrumento
“Fluxo de Caixa” surge como a ferramenta certa para equilibrar as
saídas com as entradas. Muitas decisões você deverá tomar para equilibrar
as saídas com as entradas de dinheiro.

Se sua empresa for viável, nesta questão de dinheiro tudo se resumirá
em datas. Isto é, primeiro entra dinheiro para depois sair dinheiro.
Primeiro você recebe de clientes, depois você paga a seus
fornecedores. Esta deve ser a regra. Mas se o seu volume de negócios
for muito grande, ou seja, muitas entradas com muitas saídas, muitas
vendas a prazo, com muitas compras a prazo, muitos compromissos
futuros, então você conseguirá organizar as finanças da empresa somente
sendo muito hábil no uso do “Fluxo de Caixa”.

Dois formatos você precisará adotar:

•A organização de recebimentos já compromissados com pagamentos
já compromissados. Isto é, compromissos que sua em

presa já assumiu que levará a desembolsos futuros, bem como
recebimentos futuros referentes a vendas já realizadas.


•E a organização de metas de recebimentos de vendas que sua
empresa deve se empenhar para realizar no futuro, bem como
compromissos que sua empresa deverá assumir e que levarão a
desembolsos no futuro.
No primeiro caso, o formato de “Fluxo de Caixa” demonstra a
situação financeira de sua empresa, como uma fotografia de fatos já
ocorridos (por exemplo, as vendas e as compras realizadas). Você
perceberá que este formato de “Fluxo de Caixa” exigirá uma atualização
diária, ou pelo menos semanal.

No segundo caso, o formato de “Fluxo de Caixa” demonstrará a
situação financeira projetada, com os compromissos que você sabe
que poderão ocorrer no curto prazo, e que bem organizados favorecerão
decisões acertadas. Este formato de “Fluxo de Caixa Projetado”
pode ter uma atualização semanal ou até mesmo mensal.

Na elaboração do seu “Plano de Negócio” você terá de elaborar
um fluxo de caixa projetado, simulando a operação da empresa, já
que ela ainda não está em operação. Mas ele servirá para você avaliar
qual combinação de decisões financeiras (de receber e pagar), levará
a uma rotina de saúde financeira da empresa.

Então, reforçando:

•Aprenda a montar “Fluxo de Caixa”, por mais trabalhoso que pareça
no início, entenda que é a mais importante ferramenta de
decisão de todos os empresários. Desde já, na montagem da sua
Loja Virtual e também em todos os dias de sua operação.
•Adote também o formato de “Fluxo de Caixa Projetado”, além de
ser um importante instrumento de fixação de metas, permitirá
antever desajustes financeiros futuros, em tempo de tomar decisões
preventivas. Desenvolva o hábito de fazer previsões de receitas,
de volume de vendas e também previsões de gastos.
•Faça cursos que abordem gestão financeira da empresa. Que abordem
controle do fluxo de caixa. Não se contente com apenas um
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curso. Nem se contente em apenas dispor de “instrumentos computadorizados”
que apenas ajudam a montar controles financeiros.
Lembre-se que seu objetivo é dominar a situação financeira
da empresa e garantir sua adequação. Portanto, desenvolver habilidade
nesta questão e ser capaz de tomar decisões eficazes, é
uma prioridade. Comece a praticar a partir de agora!

•Utilize-se dos vários programas do Sebrae, dos vários Manuais e
Informativos Técnicos que publicamos sobre estas questões, inclusive
das orientações específicas dos nossos técnicos, gratuitas
e permanentes.
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APURAÇÃO DE RESULTADOS

Se o “Fluxo de Caixa” é a bússola dos empresários, o “Demonstrativo
de Resultado”, isto é, a apuração de resultados equivale aos
momentos de parada para conferir e acertar o rumo, a direção.

Na montagem do seu “Plano de Negócio”, bem como no dia-
a-dia da empresa, muitas estimativas você terá de fazer e duas
são poderosas:

•previsão de vendas;
•previsão de lucro.
Praticar estas duas previsões é saber para onde ir.

Estas duas estimativas influenciarão todas as demais. Cumprir estas
estimativas significa simplesmente viabilizar a empresa, viabilizar
sua Loja Virtual.


Por isso, agora, no “Plano de Negócio”, você deverá realizar uma
apuração de resultados para cada alternativa que você criar.

A prática da apuração de resultados obrigará sua empresa a manter
toda a operação bem organizada; muito bem documentada. No
final do mês você confrontará as vendas realizadas, com os custos
variáveis, com as despesas comerciais, com as despesas fixas e conferirá
se obteve resultado positivo - lucro, ou negativo - prejuízo.

Juntos, o “Fluxo de Caixa” e o “Demonstrativo de Resultados”
são os dois instrumentos mais importantes da gestão financeira da
empresa. Por isso todo empresário deve dominar sua prática, interpretação
e tomada de decisão.

Então, reforçando:

•Aprenda a apurar o resultado da empresa, por mais trabalhoso
que pareça no início. Entenda que depois do fluxo de caixa, a apuração
de resultado é a mais importante ferramenta de decisão
para empresários. É importante desde agora na elaboração do
Plano de Negócio e por toda vida da empresa.
•Você só saberá se a empresa é viável conhecendo o resultado
de sua operação. Portanto, faça cursos que abordem gestão financeira
da empresa. Recorde o que dissemos antes, não se contente
com apenas um curso, nem com “instrumentos computadorizados”
que apenas ajudam a montar controles financeiros.
Em tempo de elaboração do Plano de Negócio e no dia-a-dia da
empresa, a gestão financeira será sua maior ocupação. Ser habilidoso
no trato destas questões é parte do “segredo” do empresário
competente.
•Utilize-se dos vários programas do Sebrae, dos vários Manuais e
Informativos Técnicos que o Sebrae publica sobre estas questões,
inclusive das orientações específicas dos nossos técnicos, gratuitas
e permanentes.
A seguir, na segunda parte deste manual, apresentamos um importante
detalhamento sobre os procedimentos legais para abertura
de sua empresa, inclusive todas as opções dentro do “Direito Empre-

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sarial” referente ao Novo Código Civil. Também detalhamos a importante
questão de impostos e contribuições especificamente para
uma “Loja Virtual”.

Mas vale ainda, antes de terminarmos esta primeira parte que tratamos
do conjunto dos principais pontos para começar certo, lembrar
da importância da opção de ser empresário. Em ter seu próprio
negócio, sua própria empresa. Basta notar que “emprego” como nós
conhecemos hoje, tem cerca de dois séculos apenas. Portanto, é
muito recente. Podemos dizer que o nosso natural não é depender
de emprego para sobrevivência e acumulação de riquezas. O homem
sempre foi empreendedor no sentido de aproveitar oportunidades
para criar riquezas. Ademais, um excelente emprego é coisa
sempre provisória. Imagine assim, alguém com um excelente emprego
sofre um acidente e vem a falecer. O que deixou para a família?
Uma poupança? Seguro de vida? Pode ser, mas não deixou o emprego.
Pois, este é pessoal e intransferível. É como se com a morte da
pessoa sua família ficasse “desempregada”.

Mas, se esta pessoa tiver um negócio, uma empresa, a família terá
a opção de continuar com ela; somente dependendo dela própria e
de seus membros, levá-la para frente, mantendo sua viabilidade e
usufruindo de seus lucros e de sua rentabilidade. Aliás, não depende
só da família, mas também depende do empresário, que deve sempre
preparar a família para comandar a empresa em sua falta.

Pense nisso, desde já!

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PARTE II
ASPECTOS LEGAIS DA ATIVIDADE



COMECE CERTO -LOJA VIRTUAL

PARTE II - ATIVIDADE DESENVOLVIDA

Esse tipo de atividade caracteriza-se pela comercialização de diversos
produtos, por meio da utilização das tecnologias de
informática e telecomunicações. É mais conhecido como Comércio
Eletrônico ou e-commerce, ou seja, processo de automação das transações
e transferência de dados mediados pela internet. São as chamadas
Lojas Virtuais disponíveis na Internet.

A comercialização por meio da internet possibilita aos compradores
a oportunidade de fazerem compras 7 dias por semana, 24 horas
por dia e em qualquer lugar que estejam - no escritório, em casa,
em viagem ou em qualquer lugar do mundo. Para o empresário é um
ótimo ponto de venda, pois mantém sua loja aberta 365 dias no
ano, com baixo custo de manutenção.

Uma Loja Virtual deverá obrigatoriamente ter endereço físico, no

qual será legalmente constituída a Pessoa Jurídica, independente


mente de sua forma de atuação.

A Loja Virtual poderá comercializar produtos por conta própria,
devendo, para tanto, ter um local para estoque de seus produtos.
Também poderá atuar como representante, onde somente fará a
intermediação dos negócios, entre consumidor e fabricante. Nesse
caso, não há necessidade de local para estoque de produtos.

Para atuar na internet, a Loja Virtual necessitará de um nome e
endereço virtual para existir no mundo do comércio eletrônico. O
nome, conhecido como domínio próprio, deve ser registrado na
FAPESP, como também neste órgão poderá ser realizada a pesquisa
da existência do nome escolhido no Brasil. O site para pesquisa de
domínio próprio é o www.registro.br ou www.register.com (este último
fará uma pesquisa internacional).

Quando da escolha do domínio próprio para o comércio eletrônico,
lembre em fazer deste nome um instrumento de fácil busca na
Internet, indicando de alguma forma qual é o seu negócio, pois quando
algum consumidor estiver atrás da sua empresa, seus produtos e/
ou serviços, ele irá procurar através de algum “portal de busca” (sites


que auxiliam na busca de empresas, produtos e/ou serviços, como
um “auxílio” à lista telefônica), digitando aquilo que ele pretende
obter informações, conhecer, comprar etc.

Exemplo: Determinada empresa precisa efetuar uma consulta sobre
o Hospital Saúde, logo deverá digitar hospital saúde no “portal
de busca”. Portanto, o ideal é que o seu domínio próprio venha a
ser: www.hospitalsaude.com.br.

Sua Loja Virtual precisará de uma home page, que não é apenas
uma bela página no sentido artístico, com diversos recursos de imagens,
cores e formatos, para atrair os internautas-clientes, mas sim
um instrumento para que os internautas-clientes possam obter informações
do seu negócio, seus produtos e/ou serviços, como também
entrar em contato direto com a sua empresa.

Para atender a estas necessidades comerciais, os “bastidores” da home
page são vitais, ou seja, os softwares que irão fornecer recursos para a
movimentação dos diversos bancos de dados de clientes, fornecedores,
pagamentos, controles bancários etc., precisam atender as necessidades
da empresa e principalmente dos interesses do mercado.

A Home Page ou Site deverão ter um provedor de hospedagem,
são eles que armazenam os sites, utilizando computadores de última
geração, conectados à Internet em tempo integral e geralmente
seguros contra invasores.

O processo para uma empresa ser um comércio eletrônico,
é simples, basta que seja uma empresa totalmente legalizada.

AS FORMAS DE ATUAÇÃO NESTE RAMO DE ATIVIDADE

Se você pretende abrir uma LOJA VIRTUAL, saiba que você poderá
atuar com um ou mais sócios, ou individualmente, sem sócio.

Se você preferir assumir os riscos do negócio sozinho, você deverá
se registrar como EMPRESÁRIO. Porém, se você optar por montar

o empreendimento com outra pessoa, compartilhando os riscos do
negócio, você deverá constituir uma SOCIEDADE EMPRESÁRIA.
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O registro como EMPRESÁRIO, ou o registro da SOCIEDADE
EMPRESÁRIA, deverá ser feito na Junta Comercial do Estado de
São Paulo - JUCESP.

A vantagem de você atuar individualmente como Empresário, é que
você terá toda autonomia para tomar as decisões relacionadas ao funcionamento
da sua empresa sem ter que submetê-las à apreciação de um
sócio. Ocorre, porém, que a responsabilidade pelas obrigações assumidas
pelo Empresário é ILIMITADA. Isto quer dizer que, caso a empresa
não tenha recursos suficientes para honrar seus compromissos com os
credores (fisco, empregados, fornecedores, bancos etc.), o titular da empresa
(no caso o Empresário) responde com seus bens particulares para
suprir o valor restante da dívida, mesmo que o Empresário tenha agido
com cautela e boa-fé na condução dos negócios de sua empresa.

Por outro lado, se você preferir atuar com um ou mais sócios para
explorar a atividade, vocês (os sócios), deverão constituir uma sociedade
em que todos deverão contribuir com recursos suficientes para
que possam constituir a empresa e dar início às atividades. Neste
caso, a Sociedade Empresária poderá ser LIMITADA. Aliás, este tipo
de sociedade é a preferida pelas pequenas empresas, pois os sócios
não respondem com seus bens pessoais caso a empresa não possua
bens suficientes para honrar seus compromissos. Entretanto, se os
sócios tomarem decisões contrárias ao interesse da sociedade, ou
que manifestadamente visem prejudicar interesses de terceiros, poderão
responder com seus bens pessoais para cobrir os prejuízos causados.
O novo Código Civil dispõe claramente que os sócios têm o
dever de exercer suas funções com responsabilidade, assim como
costumam empregar na administração de seus próprios negócios.

EMPRESÁRIO E SOCIEDADE EMPRESÁRIA

COMECE CERTO
48

Para melhor compreensão do que vem a ser Empresário e Sociedade
Empresária, se faz necessário conferirmos os conceitos trazidos pelo
novo Código Civil brasileiro que está em vigor desde janeiro de 2003.

EMPRESÁRIO:

O conceito de empresário encontra-se previsto no artigo 966 do
novo Código Civil:

“É empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica
organizada para a produção ou circulação de bens ou de serviços”.

Você se lembra da figura da “Firma Individual”? Não? Pois bem,
eram as pessoas que atuavam, individualmente, sem sócio, somente
para exercer atividades relacionadas à indústria ou ao comércio. Com

o novo Código Civil, a Firma Individual deu lugar ao Empresário, com
a diferença que este, agora, também poderá atuar como prestador
de serviços, além das atividades de indústria e comércio.
SOCIEDADE EMPRESÁRIA:

O conceito de Sociedade Empresária também é fornecido pelo
novo Código Civil em seu artigo 982:

“A Sociedade Empresária tem por objeto o exercício de atividade própria
de empresário sujeito a registro, inclusive à sociedade por ações,
independentemente de seu objeto, devendo inscrever-se na Junta Comercial
do respectivo Estado”.


Deste modo, sociedade empresária é aquela em que duas ou
mais pessoas (empresários) exercem profissionalmente atividade econômica
organizada em estabelecimento próprio e adequado para a
produção ou circulação de bens ou de serviços, constituindo elemento
de empresa.

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IDADE MÍNIMA PARA SER EMPRESÁRIO

Com o advento do novo Código
Civil brasileiro a capacidade civil
para ser empresário passou de 21
anos para 18 anos. A idade para
emancipação do menor também foi
reduzida e agora poderá se dar entre
16 e 18 anos. Lembramos que
podem exercer a atividade de empresário
os que estiverem em pleno
gozo da capacidade civil e não forem
legalmente impedidos.


CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR

As empresas que fornecem
serviços e produtos no
mercado de consumo devem
observar as regras de
proteção ao consumidor,
estabelecidas pelo Código
de Defesa do Consumidor
(CDC). O CDC foi instituído
pela Lei nº 8.078, em
11 de setembro de 1990,


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com o objetivo de regular a relação de consumo em todo o território
brasileiro, na busca do reequilíbrio na relação entre consumidor
e fornecedor, seja reforçando a posição do primeiro, seja limitando
certas práticas abusivas impostas pelo segundo.

É importante que você saiba que o CDC somente se aplica às operações
comerciais em que estiver presente a relação de consumo,
isto é, nos casos em que uma pessoa (física ou jurídica) adquire produtos
ou serviços como destinatário final. Melhor dizendo, é necessário
que em uma negociação estejam presentes o fornecedor e o


consumidor, e que o produto ou serviço adquirido satisfaça as necessidades
próprias do consumidor, na condição de destinatário final.
Portanto, operações não caracterizadas como relação de consumo
não estão sob a proteção do CDC, como ocorre, por exemplo,
nas compras de mercadorias para serem revendidas por sua empresa.
Observe que nestas operações, as mercadorias adquiridas se destinam
à revenda e não ao consumo de sua empresa. Tais negociações
se regulam pelo Código Civil brasileiro e legislações comerciais
específicas, e não pelo CDC.

A fim de cumprir as metas definidas pelo CDC, você deverá conhecer
bem algumas regras que sua empresa deverá atender, tais
como: forma adequada de oferta e exposição dos produtos destinados
à venda, fornecimento de orçamento prévio dos serviços a serem
prestados, cláusulas contratuais consideradas abusivas, responsabilidade
dos defeitos ou vícios dos produtos e serviços, os prazos mínimos
de garantia, cautelas ao fazer cobranças de dívidas.

Portanto, fique atento ao CDC. Ele estabelece uma série de direitos
e obrigações ao fornecedor e ao consumidor. O Sebrae-SP dispõe
de informativos e palestras que tratam do assunto, orientando-o
na adoção de práticas preventivas que visam evitar que sua empresa
tenha problemas com clientes.

OBSERVAÇÃO: PRAZO PARA ARREPENDIMENTO

Conforme artigo 49 da Lei nº 8.078/90 (Código de Defesa do Consumidor),
quando a contratação de fornecimento de produtos e serviços ocorrer
fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou
em domicílio, inclusive via internet, o consumidor pode desistir do contrato
no prazo de sete dias, a contar da assinatura ou do ato de recebimento
do produto ou serviço.
Se o consumidor exercer o direito de arrependimento (sem necessidade
de justificar suas razões, é bom que se diga), os valores pagos, a
qualquer título serão devolvidos, corrigidos monetariamente.

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A ESCOLHA DO PONTO PARA ABERTURA DA EMPRESA



Antes de alugar um imóvel para abertura e montagem de sua LOJA
VIRTUAL, você deverá observar os seguintes detalhes:

a) Certifique-se de que o imóvel em questão atende as suas necessidades
operacionais quanto à localização, capacidade de instalação,
características da vizinhança - se é atendido por serviços de água,
luz, força, esgoto, telefone etc. Veja, ainda, se o local é de fácil acesso,
se possui estacionamentos para veículos, local para carga e descarga
de mercadorias e se possui serviços de transporte coletivo.

b) Cuidado com imóveis situados em locais sujeitos a inundações ou
próximos às zonas de risco. Consulte a vizinhança a respeito.

c) Verifique se o imóvel está legalizado e regularizado junto aos órgãos
públicos municipais que possam interferir ou impedir sua futura
atividade.

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d) Confira a planta do imóvel aprovada pela Prefeitura, e veja se não
houve nenhuma obra posterior aumentando, modificando ou diminuindo
a área primitiva, que deverá estar devidamente regularizada.


e) Verifique também na Prefeitura Municipal:

• se o imóvel está regularizado, ou seja, se possui HABITE-SE;
• se as atividades a serem desenvolvidas no local, respeitam a Lei
de Zoneamento do Município, pois alguns tipos de negócios não
são permitidos em qualquer bairro;
• se os pagamentos do IPTU referente o imóvel encontram-se em dia;
• no caso de serem instaladas placas de identificação do
estabelecimento, será necessário verificar o que determina a
legislação local sobre o licenciamento das mesmas.
CORPO DE BOMBEIROS - VISTORIA DO IMÓVEL

Atendendo aos convênios com os municípios,
toda edificação no Estado de São
Paulo só consegue o “Habite-se” da Prefeitura
local se possuir a aprovação do Corpo
de Bombeiros.

Esta aprovação é baseada na análise prévia
do projeto do edifício, onde são exigidos
níveis mínimos de segurança, previsão de
proteção contra incêndio da estrutura do
edifício, rotas de fuga, equipamentos de combate
a princípio de incêndio, equipamentos
de alarme e detecção de incêndio, além de
sinalizações que orientem a localização dos
equipamentos e rotas de fuga.

Na fase de vistoria, são verificadas no local as exigências dos
projetos previamente aprovados durante a fase de análise no Corpo
de Bombeiros.

(Informações extraídas do site: http://www.polmil.sp.gov.br/ccb/
pagina3.html).

LOJA VIRTUAL
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CONTRATO DE LOCAÇÃO COMERCIAL



Neste item, apontamos as principais providências que você deverá
observar antes de alugar um imóvel para instalar sua empresa.

Contrato de Locação: é o instrumento jurídico celebrado entre
locador e locatário que estabelece regras claras e objetivas no sentido
de que o locatário receba e utilize o imóvel cedido pelo locador,
sob determinadas condições, mediante o pagamento de um aluguel.

Partes Contratantes: No contrato de locação temos de um lado o
locador e de outro o locatário. Locador é o proprietário ou o representante
do proprietário que dá o imóvel em locação. Locatário ou
Inquilino é a pessoa que recebe o imóvel em locação.

Cláusulas do contrato: O contrato de locação deverá constar: a
qualificação das partes, o objeto, o valor do aluguel, índice de reajuste,
duração da locação, forma e local de pagamento do aluguel e
outras que dizem respeito à garantia locatícia (benfeitorias a serem
realizadas no imóvel pelo inquilino, multas e juros que incidirão em
caso de atraso no pagamento do aluguel, obrigações do locador e do
locatário etc.). Lembre-se: estas cláusulas deverão ser previamente
discutidas e avaliadas pelas partes. Leia o contrato atentamente!

Documentação: Exija do locador, ou de seu representante, a documentação
atualizada comprobatória de propriedade do imóvel
expedida pelo Cartório de Registro de Imóveis.

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Prazo do Contrato: Muita atenção neste ponto! Você deverá negociar
um prazo de locação do imóvel que seja compatível com o
retorno do seu investimento. Saiba que após o término do prazo de
locação, o locador poderá pedir a restituição do imóvel. O locador
não está obrigado a prorrogar o prazo da locação e, caso o imóvel
não seja desocupado, ele poderá ingressar com ação de despejo.

Laudo de Vistoria: Verifique o estado de conservação do imóvel,
tire fotos e faça um relatório de vistoria juntamente com o locador e
assinem. Não deixem de relacionar tudo que se encontra no imóvel:
aparelho de telefone, torneiras, chaves, portas, janelas, luminárias,
mesas, vasos, armários entre outros.

Caso seja necessário reformar o imóvel para adequá-lo às atividades
de sua empresa, verifique se são obras que implicam na segurança
do imóvel e se são benfeitorias que requerem autorização expressa
(por escrito) do proprietário.

PROCESSO DE ABERTURA DE EMPRESA


Bem, após você ter escolhido o imóvel mais adequado às suas
necessidades e firmado o contrato de locação comercial com o locador,
você precisará constituir a sua empresa. Como vimos no começo,
você poderá atuar como “empresário” (sem sócio), ou como “sociedade
empresária” (caso você prefira atuar com um ou mais sócios).
O processo de abertura de empresa é um pouco complexo, pois
exige análise e registro por parte de vários órgãos públicos. Para tanto,
sugerimos que você busque o auxílio de um contabilista.

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Vejamos, agora, os procedimentos necessários, começando pelo

processo de abertura e legalização de uma “Sociedade Empresária”

e, em seguida, sobre o registro de “Empresário”.

Constituição de Sociedade Empresária

1º Passo - A escolha do tipo societário

A legislação brasileira estabelece 5 (cinco) tipos de sociedade,
dentre as quais a “sociedade empresária” deverá optar:

1. Sociedade em Nome Coletivo;
2. Sociedade em Comandita Simples;
3. Sociedade em Comandita Por Ações;
4. Sociedade Anônima;
5. Sociedade Limitada.
As sociedades Anônima e Limitada são as mais comuns no Brasil
em virtude da responsabilidade dos sócios ser limitada em relação às
obrigações assumidas pela empresa. Os demais tipos societários possuem
sócios que respondem ilimitadamente pelas obrigações sociais,
portanto, não são aconselháveis. Para se ter uma idéia, segundo
dados divulgados pelo Departamento Nacional de Registro do Comércio
- DNRC, aproximadamente 99% das sociedades registradas
entre 1985 e 2001, foram do tipo “Sociedades por Cotas de Responsabilidade
Limitada”.

A “Sociedade Anônima” é mais adequada aos grandes empreendimentos,
ou seja, às grandes empresas, em virtude da rigidez das
regras que a regulamenta. Portanto, não é uma boa opção para as
pequenas empresas. A melhor opção para a pequena empresa, sem
dúvida nenhuma, é o tipo “Sociedade Limitada”, uma vez que possui
regras mais simples que as demais, além de preservar melhor a
figura dos sócios.


2º Passo - O Nome da Empresa

O passo seguinte é a escolha do nome da empresa. Dependendo
do tipo de sociedade escolhida, o nome da empresa pode ser em
forma de denominação social ou firma.

A sociedade limitada pode adotar tanto firma como denominação
social, tanto faz, mas ao final do nome deve constar a palavra
“limitada” ou sua abreviatura “Ltda.”.

A firma será composta com o nome de um ou mais sócios, desde
que pessoas físicas, de modo indicativo da relação social.

Ex.: José Terra e Luis Marte Comércio Virtual Ltda.

 A denominação deve designar o objeto da sociedade, sendo permitido
nela figurar o nome de um ou mais sócios.

Ex.: Intergaláxia Loja Virtual Ltda.

Cuidado! A omissão da palavra “Limitada” ou de sua abreviatura
“Ltda.” determina a responsabilidade solidária e ilimitada dos
administradores que assim empregarem a firma ou a denominação
da sociedade.

A inscrição do nome da empresa (firma ou denominação social)
no respectivo órgão de registro (Junta Comercial), assegura o seu uso
exclusivo, no mesmo ramo de atividade, nos limites do respectivo
Estado em que a empresa for registrada. Entretanto, caso você queira
estender a proteção e o uso com exclusividade do nome (marca) de
sua empresa para todo o território nacional, você deverá requerer o
registro no Instituto Nacional de Propriedade Industrial - INPI.

Escolhido o nome da empresa, é preciso fazer o pedido de busca
na Junta Comercial para verificar se não há outra sociedade registrada
com o mesmo nome. Esta busca é realizada mediante o pagamento
de uma taxa. É muito importante também que você faça uma
pesquisa no INPI para saber se existe alguma marca registrada semelhante
ao nome de sua empresa.

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3º Passo - Providenciar os seguintes documentos

• Fotocópia do IPTU do imóvel onde será a sede da empresa;
• Contrato de locação registrado em cartório (se o imóvel for alugado),
ou declaração do proprietário (quando o imóvel for cedido);
• Fotocópia autenticada do RG e CPF/MF dos Sócios;
• Fotocópia autenticada do comprovante de endereço dos Sócios;
• Verificar as exigências do Conselho Regional quanto à elaboração
do Contrato Social, especialmente sobre formação societária e
responsabilidades técnicas.
4º Passo - Contrato Social

Para o registro da sociedade, é preciso elaborar e apresentar o
contrato social da empresa na Junta Comercial. Para se ter uma idéia
sobre a importância do contrato social, ele representa para a empresa
(pessoa jurídica), o que a certidão de nascimento representa para
as pessoas físicas. Neste contrato devem constar cláusulas exigidas
pela legislação em vigor, que estabeleçam regras a serem observadas
pelos sócios, inclusive os direitos e deveres de cada um. Recomendamos
que ele seja elaborado por um advogado, entretanto, muitos
contabilistas possuem modelos para este fim. Ao final, o contrato
deve ser assinado por um advogado, exceto se tratar de microempresa
ou empresa de pequeno porte nos termos da Lei nº 9.841/99.

Obs.: Você deverá providenciar a averbação do contrato social junto ao
Conselho Regional antes de registrá-lo na Junta Comercial do Estado de
São Paulo - JUCESP.

Cláusulas necessárias de um contrato social:

a) Tipo societário;
b) Qualificação completa dos sócios;
c) Endereço completo da empresa;
d) Nome empresarial (firma ou denominação social);



e) Objeto social (indicação da atividade da empresa);
f) Capital social (é a quantia necessária, representada por bens ou di


nheiro, necessária para que a empresa possa iniciar suas atividades);
g) Valor da quota de cada sócio no capital social;
h) Responsabilidade limitada dos sócios;
i) Forma de convocação das reuniões ou assembléias;
j) Nomeação do administrador e seus poderes (no próprio contrato

social ou em documento separado);
k) A participação de cada sócio nos lucros e nas perdas;
l) Exclusão ou falecimento de sócio;
m) Regulamentar a cessão de cotas sociais;
n) Foro de eleição (indicação do juízo em que deverá ser resolvida

qualquer controvérsia referente ao contrato social);
o) Prazo de duração da empresa.

Para obter informações complementares, consulte os técnicos
do Sebrae-SP ou solicite publicações sobre este assunto. Acesse
também o site do Departamento Nacional de Registro de Comércio
-DNRC: http://www.dnrc.gov.br/ - Clique em: Serviços-Código
Civil/2002.

5º Passo - Órgãos de Registro

5.1. Registro na Junta Comercial
O registro da Sociedade Empresária é feito na Junta Comercial e
deve seguir os seguintes passos:

Depois de escolher o nome da empresa, realizar a busca do nome
e providenciar a documentação mencionada, você deverá confeccionar
4 (quatro) vias de igual teor do contrato social, com todas as
folhas rubricadas e a última assinada pelos sócios, testemunhas e

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advogado (micro ou pequena empresa está dispensada da assinatura
de advogado). Em seguida, o contrato social deverá ser entregue
na Junta Comercial, juntamente com os demais documentos exigidos
pelo órgão.

No Estado de São Paulo, a Junta Comercial - JUCESP, traz em seu
site todas as informações e documentos necessários para se constituir
uma empresa. Para tanto, basta acessar o seguinte endereço:
www.jucesp.sp.gov.br.

Caso não seja possível acessar o site, dirija-se ao posto da Junta
Comercial mais próximo.

5.2. Receita Federal (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica - CNPJ)
Todas as pessoas jurídicas, inclusive as equiparadas (empresário e
pessoa física equiparada à pessoa jurídica), estão obrigadas a se inscrever
na Receita Federal. Todas as informações e documentação necessárias
ao cadastro podem ser obtidas no seguinte endereço na internet:
www.receita.fazenda.gov.br. Procure no site: • Cadastros da Receita
Federal • Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica - CNPJ • Orientações
ao Contribuinte.

Caso não seja possível acessar o site, vá pessoalmente ao posto
da Secretaria da Receita Federal mais próximo.

5.3. Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo
O fato de sua LOJA VIRTUAL realizar vendas de mercadorias faz
com que ela seja contribuinte do ICMS e, conseqüentemente, está
obrigada a se registrar na Secretaria da Fazenda do Estado de São
Paulo. Saiba que para este registro será necessário que você indique

o número do CRC (registro no Conselho Regional de Contabilidade)
do contabilista responsável.
O registro na Secretaria da Fazenda para obtenção da Inscrição
Estadual (IE), destinada aos contribuintes do ICMS, deve ser feito junto
ao Posto Fiscal Eletrônico da Secretaria da Fazenda do Estado de São


Paulo, pela internet, no seguinte endereço www.pfe.fazenda.sp.gov.br

• Serviços Eletrônicos - “Abertura: Deca Inicial”. Caso você tenha dúvidas
sobre o procedimento, clique em “Treinamento” que o sistema irá
simular o preenchimento das guias necessárias ao registro.
“O Posto Fiscal Eletrônico também dispõe de outros serviços, tais
como: alteração de dados Cadastrais, a nova AIDF (Autorização para
a Impressão de Documento Fiscal), sua conta-corrente com o Fisco, a
possibilidade de calcular e atualizar seu débito, incluindo a impressão
da respectiva GARE (Guia de Arrecadação do Estado) ou pagamento
por home-banking, transmitir sua GIA (Guia de Informação e
Apuração de ICMS) pela internet. Tudo isso com segurança devido a
sistema rigoroso de controle de acesso e indecifrável sistema de geração
e distribuição de senhas.” (Informações obtidas no site).

Caso não seja possível acessar o site, compareça ao posto da Secretaria
da Fazenda mais próximo.

5.4. Inscrição na Prefeitura Municipal de São Paulo
Estão sujeitas à inscrição no Cadastro de Contribuintes Mobiliários
(CCM) do Município de São Paulo, as pessoas físicas e jurídicas
estabelecidas no Município que desenvolvam algum tipo de atividade.

Se você pretende atuar no município de São Paulo, visite o site da
Secretaria de Finanças de São Paulo e obtenha maiores informações:

http://www.prefeitura.sp.gov.br/secretarias/financas/servicos/
guia_do_contribuinte/tributos_mobiliarios_iss.asp.

A inscrição é gratuita, dispensa intermediários e deve ser procedida
no prazo de 30 (trinta) dias contados do início da atividade.

Se não for possível acessar o site, dirija-se ao Departamento de
Rendas Mobiliárias da Secretaria das Finanças do Município de São
Paulo (Rua Brigadeiro Tobias, 691 - São Paulo).

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5.4.1. Inscrição em outro Município
Se sua empresa for constituída em outro município, consulte a
Prefeitura local para obter informações sobre a inscrição da mesma.

Registro de Empresário

O interessado em obter personalidade jurídica como empresário,
deverá seguir os mesmos passos relacionados no processo de constituição
de uma sociedade empresária. Entretanto, ao invés do contrato
social, o interessado deverá apresentar uma declaração própria
exigida pela Junta Comercial.

A Junta Comercial do Estado de São Paulo - JUCESP, disponibilizou
em seu site (www.jucesp.sp.gov.br) o programa Cadastro Digital, que
permite ao usuário gerar, em disquete, informações cadastrais relativas
aos arquivamentos de constituições ou anotações do Empresário.
O sistema permitirá, também, que todos os formulários necessários
sejam emitidos corretamente, com o mínimo de trabalho para
seu operador.

Caso não seja possível acessar o site, vá pessoalmente ao posto
da Junta Comercial mais próximo.

CONTRATAÇÃO DE EMPREGADO

Pode ser que você necessite contratar pessoas para auxiliá-lo nos
serviços diários e essenciais de sua empresa, tais como: telefonista,
auxiliar de expedição, vigilantes, office boy etc. Para realizar estas e
outras contratações você deverá observar o que dispõe a legislação
em vigor.

Dependendo do tipo e da forma que os serviços forem prestados,
você terá que contratar estes auxiliares e colaboradores sob o regime da
CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), isto é, com carteira de trabalho
assinada. Neste caso, será preciso registrá-los com o salário mensal
combinado - não podendo ser inferior ao piso salarial previsto pela Convenção
Coletiva de Trabalho da respectiva categoria sindical, pagando o
FGTS, férias, 13º salário, descanso semanal remunerado etc.


Trata-se de uma autêntica relação de emprego, com vínculo
empregatício, em que figura de um lado o empregador e de outro,

o empregado.
Saiba que, segundo a CLT, o vínculo empregatício caracteriza-se
pela relação de trabalho sempre que estiverem presentes os seguintes
elementos: subordinação, horário, habitualidade e pessoalidade,
mediante pagamento denominado salário.

Subordinação: é a principal figura da relação de emprego. Na subordinação
hierárquica, o empregador mantém o empregado sob
suas ordens, distribuindo tarefas, modo de execução etc.

Horário Rígido: sempre que houver um controle no horário de
trabalho do empregado no que diz respeito à entrada, horário de
almoço e saída do estabelecimento ou fora dele.

Habitualidade: caracteriza-se pelo trabalho contínuo, realizado
por um mesmo trabalhador, de forma habitual. É o trabalhador que
se apresenta rotineiramente no local e horário estabelecido, colo-
cando-se à disposição do contratante.

Pessoalidade: configura-se a pessoalidade com a impossibilidade
do empregado se fazer substituir por outra pessoa. Significa dizer que
se o empregado não puder comparecer ao trabalho, não poderá enviar
outra pessoa em seu lugar.

Salário: é a contraprestação devida pelo empregador ao empregado
pelos serviços prestados por este em um determinado tempo.
Ou ainda, é o pagamento diário, semanal, quinzenal ou mensal feito
pelo empregador pelos serviços prestados pelo empregado.

TERCEIRIZAÇÃO DE SERVIÇOS

Podemos conceituar a terceirização como sendo a contratação
feita por uma empresa (contratante), de serviços prestados por
uma outra pessoa (contratada), seja física (profissional autônomo)
ou jurídica (empresa especializada), para que esta realize determinados
serviços de apoio da contratante (atividade-meio), sem a
existência dos elementos caracterizadores da relação de empre-

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go: subordinação, habitualidade, horário, pessoalidade e salário,
conforme visto anteriormente.

Atividades-meio são todas aquelas não essenciais da empresa,
ou seja, àquelas que dão suporte às atividades principais constantes
em seus objetivos sociais. As atividades principais estão descritas na
cláusula objeto do contrato social das empresas e são chamadas de
atividades-fim.

Neste sentido, a justiça trabalhista firmou entendimento de que a
contratação de mão-de-obra terceirizada gera vínculo empregatício
sempre que os serviços repassados envolvam a atividade-fim da empresa
contratante.

Lembramos que a contratação de empregado de forma irregular
pode gerar grandes aborrecimentos à empresa em questão, tais como:

•Reclamação trabalhista - em que o empregado poderá pleitear
todos os direitos e encargos trabalhistas previstos na CLT e outras
leis pertinentes;
•Autuação do Ministério do Trabalho (MTb);
•Ausência do seguro previdenciário em casos de acidentes.
Assim, você poderá contratar empresas especializadas para prestarem
serviços de limpeza e uma outra que preste serviços de vigilância
para a sua LOJA VIRTUAL. Veja que os exemplos que mencionamos
são atividades que servem de apoio aos objetivos sociais de sua
empresa, e não tem qualquer relação direta com as atividades realizadas
por ela. Portanto, sua empresa comercializa produtos e esta é
a sua atividade-fim.

Desta forma, com a terceirização das atividades-meio de sua empresa,
você poderá dedicar-se com mais afinco nas atividades essenciais
típicas de sua LOJA VIRTUAL. Mas lembre-se, nesta relação não
pode haver os elementos caracterizadores do vínculo empregatício,
certo? O vínculo empregatício é próprio da relação patrão-empregado,
conforme demonstramos anteriormente.


TRIBUTAÇÃO E ENCARGOS SOCIAIS



O sistema tributário brasileiro estabeleceu 4 (quatro) modalidades
diferentes de apuração e recolhimento dos principais tributos
federais aplicáveis às pessoas jurídicas em geral. Vejamos sucintamente
estas modalidades:

a) Simples Federal: Trata-se de um sistema que confere tratamento
tributário diferenciado, simplificado e favorecido, aplicável às
microempresas e as empresas de pequeno porte, assim definidas pela
Lei nº 9.317/96 (Lei do Simples), relativo aos impostos e contribuições
que menciona.

As alíquotas do Simples variam entre 3% a 8,6% e serão aplicadas
sobre a receita bruta auferida mês a mês pela empresa (base de cálculo).
A alíquota será acrescida de 50% caso a receita proveniente de
prestação de serviços corresponda a mais de 30% do total da receita
bruta da empresa.

Sem dúvida nenhuma, o sistema Simples de tributação federal
tem se apresentado como a melhor opção para as micro e pequenas
empresas, tanto na economia tributária como na simplificação para
recolhimento dos tributos. Analise com seu contabilista e informe-se
no Sebrae-SP sobre a possibilidade de enquadramento de sua LOJA
VIRTUAL no sistema Simples de Tributação Federal. A possibilidade
de enquadramento da empresa no Simples irá depender de uma série
de fatores estabelecidos na lei, especialmente quanto aos tipos
de serviços prestados pela empresa, volume da receita bruta, condições
dos sócios etc.

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b) Lucro Arbitrado: Regra geral, o lucro arbitrado é um mecanismo
adotado pela autoridade tributária que arbitra a base de cálculo
do imposto das pessoas jurídicas, sempre que estas deixam de cumprir
suas obrigações acessórias (escrituração, por exemplo). Desta
forma, esta modalidade não se apresenta como opção comum a ser
adotada por sua LOJA VIRTUAL.

Há também outras duas opções em que sua LOJA VIRTUAL poderá
apurar o imposto de renda devido, quais sejam, Lucro Real ou
Lucro Presumido.

IRPJ - IMPOSTO DE RENDA DAS PESSOAS JURÍDICAS

c) Lucro Real: Lucro real é o lucro líquido do período de apuração
ajustado pelas adições, exclusões ou compensações estabelecidas
em nossa legislação. Este sistema é o mais complexo de todos, entretanto,
dependendo de uma série de fatores que devem ser avaliados
com seu contabilista, o lucro real pode ser a melhor opção para a
sua empresa.

Para se chegar ao tributo devido, a empresa deverá aplicar a
alíquota de 15% sobre a base de cálculo (que é o lucro líquido).
Haverá um adicional de 10% para a parcela do lucro que exceder o
valor de R$ 20.000,00 multiplicado pelo número de meses do período.
O imposto poderá ser determinado trimestralmente ou anualmente.
Neste último caso, o imposto deverá ser recolhido mensalmente
sobre a base de cálculo estimada.

d) Lucro Presumido: É o lucro que se presume através da receita
bruta de vendas de mercadorias e/ou prestação de serviços. Trata-se
de uma forma de tributação simplificada utilizada para determinar a
base de cálculo do Imposto de Renda (IR) e da Contribuição Social
sobre o Lucro (CSLL) das pessoas jurídicas que não estiverem obrigadas
à apuração do lucro real. No regime do lucro presumido a apuração
do imposto será feita trimestralmente.


A base de cálculo corresponde a 1,6%, 8%, 16% ou 32% da receita
bruta conforme a atividade principal desenvolvida pela pessoa
jurídica. A alíquota é determinada em 15% a ser aplicada sobre a
base de cálculo encontrada. Haverá um adicional de 10% para a
parcela do lucro que exceder o valor de R$ 20.000,00 multiplicado
pelo número de meses do período.

CSL - Contribuição Social sobre o Lucro

• Para as empresas que optarem pelo sistema do Lucro Presumido
(regra geral):
Base de Cálculo: 12% da receita bruta (indústria e comércio).
32% da receita bruta (serviços).
Alíquota: 9% - Apuração trimestral.

• Para as empresas que optarem pelo sistema do Lucro Real:
Base de Cálculo: Lucro líquido.
Alíquota: 9%, podendo a apuração ser trimestral ou anual. No caso
de apuração anual a empresa recolherá com base em estimativa.


PIS - Programa de Integração Social

Base de Cálculo: Faturamento Bruto.
Alíquota: 0,65% - Recolhimento Mensal - Formulário DARF - Código 8109.
Empresas tributadas pelo Lucro Real: Alíquota de 1,65% - compensável.

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COFINS - Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social

Base de Cálculo: Faturamento Bruto.
Alíquota: 3% - Recolhimento Mensal - Formulário DARF - Código 2172.
Empresas tributadas pelo Lucro Real: Alíquota de 7,6% - compensável.

INSS - Previdência Social

• Valor devido pela Empresa - 20% sobre a folha de pagamento de
salários, pró-labore e autônomos;
• Contribuição a terceiros (entidades): variável, sendo o máximo 5,8%;
• S.A.T. - Seguro de Acidentes do Trabalho - alíquotas variam de acordo
com a atividade da empresa, de 1% a 3%.
• Valor devido pelo Empresário e Autônomo – A empresa também
deverá descontar e reter na fonte, 11% da remuneração paga devida
ou creditada a qualquer título no decorrer do mês, ao autônomo e
empresário (sócio ou titular), observado o limite máximo do salário
de contribuição.
(O recolhimento do INSS será feito através da Guia de Previdência
Social - GPS).

ICMS - Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestações de
Serviços de Transporte Interestadual, Intermunicipal e Comunicação.

Regra Geral: 18% - alíquota interna no Estado de São Paulo.

Atenção: alguns produtos ou serviços possuem alíquotas reduzidas
ou diferenciadas. Desta forma, recomendamos que você analise
com o seu contabilista a alíquota correta. Vale dizer que o Estado de


São Paulo tem promovido alterações nas alíquotas, portanto, fique
atento às possíveis mudanças.

Simples Paulista: Instituído pela Lei Estadual nº 10.086/98, o Simples
Paulista prevê tratamento simplificado e favorecido às micro e
pequenas empresas do Estado de São Paulo, que realizam vendas
exclusivamente às pessoas que não sejam contribuintes do ICMS (consumidor
final), ou a outras empresas que também estejam enquadradas
no Simples Paulista. Você também deverá observar outras
exigências de admissibilidade ao sistema, especialmente as constantes
no artigo 2º da lei mencionada. Por este sistema, sua microempresa
estará isenta do ICMS, enquanto que a empresa de pequeno porte
recolherá o ICMS a partir de uma alíquota que incidirá sobre sua
receita bruta.

ATENÇÃO: EMISSOR DE CUPOM FISCAL - ECF

Conforme artigo 251 do RICMS/SP, é obrigatório o uso de Equipamento
Emissor de Cupom Fiscal - ECF, por todo estabelecimento
que efetue operação com mercadoria ou prestação de serviços,
cujo destinatário seja pessoa física ou jurídica não-contribuinte
do imposto. As empresas com receita bruta anual igual ou inferior
a R$ 120 mil reais (limite estabelecido pelo Simples Federal para
as microempresas) estão dispensadas da adoção do ECF.

Mas, atenção: as empresas optantes do Simples Paulista na condição
de microempresa, que tenham receita bruta entre R$ 120 e
R$ 150 mil reais, estão obrigadas a adotar o Emissor de Cupom
Fiscal - ECF.

Parágrafo 3º - A obrigatoriedade prevista neste artigo não se aplica:

3 - às operações realizadas:
a) fora do estabelecimento.

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OUTROS ENCARGOS E TAXAS DEVIDAS PELAS EMPRESAS
EM GERAL:

TFE-Taxa de Fiscalização de Estabelecimento

Recolhimento anual - verificar junto à Prefeitura o valor da taxa, pois
esta varia anualmente de acordo com a atividade.

FGTS - Fundo de Garantia por Tempo de Serviço

Base de Cálculo: Total das remunerações devido a cada trabalhador
no mês anterior ao depósito.

Alíquota de 8,5% sobre as remunerações mensais.

CONTRIBUIÇÃO SINDICAL PATRONAL

A contribuição sindical patronal é devida pelas empresas em geral,
em favor do sindicato representativo da respectiva categoria. Se
não houver sindicato da categoria, a contribuição deverá ser paga
à Federação correspondente. O valor da contribuição sindical patronal
corresponde à importância proporcional ao capital social da
firma ou empresa, registrada na Junta Comercial ou Cartório das
Pessoas Jurídicas.

CONTRIBUIÇÃO SINDICAL DOS EMPREGADOS

Seu recolhimento é obrigatório e o valor corresponde a um dia
de salário por ano, cabendo ao empregador realizar o desconto no
mês de março e efetuar o recolhimento no mês de abril de cada


ano, em favor do respectivo sindicato da categoria profissional do
empregado. Inexistindo sindicato representativo, a contribuição será
creditada à Federação correspondente à mesma categoria econômica
ou profissional.

OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS

Saiba também que sua empresa deverá cumprir ainda uma série
de obrigações acessórias exigidas pelas legislações fiscais, trabalhistas,
previdenciárias e empresariais, tais como:

a) Escrituração e Registro dos Livros Fiscais e Contábeis;
b) Levantar Balanços Patrimonial e de Resultado Econômico;
c) Escriturar os Livros Empresariais;
d) Emissão de Notas Fiscais;
e) Emissor de Cupom Fiscal;
f) Entrega da Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica;
g) Entrega da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS);
h) Entrega do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED);
i) Instituir o Programa de Prevenção a Acidentes (CIPA);
j) Realizar Exames Médicos nos empregados (PCMSO), análise do


Meio Ambiente do Trabalho (PPRA), e elaborar relatório final (PPP);
k) Livro de Inspeção do Trabalho;
l) Adotar Livro, Fichas ou Sistema Eletrônico para controle da jorna


da de trabalho.

ENCERRAMENTO DA EMPRESA

Há vários motivos que podem levar uma empresa encerrar
suas atividades:

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a) O final do prazo de duração estipulado em contrato social;
b) Por deliberação dos sócios;
c) Falta de pluralidade de sócios (a continuidade da sociedade pres


supõe a existência de dois ou mais sócios), não reconstituída no
prazo de 180 dias;
d) Extinção de autorização para funcionar;
e) Em virtude de requerimento judicial;
f) Pela declaração da falência (em caso de sociedade empresária);
g) Outras causas, conforme previsão contratual.

Se a extinção da sociedade for de interesse dos sócios, estes deverão
se reunir para deliberar sobre tal interesse. A decisão dos sócios
se dará em reunião ou em assembléia, conforme o caso, especialmente
convocada para deliberar sobre este assunto, quando será
lavrada uma ata de dissolução relatando a decisão final.

Conforme dispõe o novo Código Civil, o processo de encerramento
da sociedade somente se concluirá após o cumprimento de três
etapas distintas e sucessivas:

A primeira refere-se ao ato de decisão dos sócios (seja ela sociedade
empresária ou sociedade simples) em encerrar as atividades, a
qual a legislação denomina de DISSOLUÇÃO DA SOCIEDADE.

A segunda etapa refere-se a todo um procedimento pré-estabelecido
e organizado a ser seguido pela sociedade, denominado LIQUIDAÇÃO
DA SOCIEDADE.

A terceira e última etapa denominam-se EXTINÇÃO DA SOCIEDADE,
que é o ato que finda todo o processo mencionado, possibilitando,
conseqüentemente, efetivar a baixa da empresa nos
órgãos de registro.

De forma sucinta, relacionamos as obrigações que a empresa terá
que cumprir neste processo:


Em primeiro lugar a sociedade deverá nomear um liquidante, que
normalmente será o próprio contabilista. Este liquidante deverá arrecadar
os bens, livros e documentos pertinentes à sociedade; deverá
elaborar inventário e balanço geral. Deve ainda ultimar os negócios
da sociedade, realizar assembléia semestral e de encerramento e,
finalmente, proceder a averbação da ata de reunião.

A IMPORTÂNCIA DO CONTABILISTA

Toda e qualquer empresa deverá contar com a assessoria de um
escritório contábil. Como você pôde perceber, a nossa legislação estabelece
várias obrigações que as empresas devem cumprir, tais como,
obrigações comerciais, tributárias, fiscais, trabalhistas, previdenciárias
etc. Portanto, é fundamental que você procure um contabilista para
que lhe possa auxiliar nesta importante e difícil tarefa.

Nunca contrate um profissional levando-se em conta somente o
preço cobrado. A importância do contabilista para a empresa se equipara
à do médico para as pessoas. Procure indicações com amigos
ou parentes sobre um bom profissional que lhes prestam ou já prestaram
serviços. Converse com o contabilista e veja os serviços que
ele pode lhe oferecer. Uma vez escolhido o profissional, exija um
contrato escrito que estabeleça todas as obrigações das partes, valor
dos serviços, forma de pagamento etc.

Saiba que em qualquer problema que sua empresa venha a ter
com o Fisco, ela será a responsável, mesmo que o erro seja causado
por culpa do contabilista. Neste caso, primeiro você terá que se acertar
com o Fisco para, somente depois, ingressar com ação judicial a
fim de se apurar eventual responsabilidade do profissional. Portanto,
escolha bem o contabilista que irá cuidar da “saúde” de sua empresa.
Afinal de contas, este é o procedimento que você deve adotar
sempre que for contratar um profissional para lhe prestar serviços,
seja ele contabilista, médico, advogado, engenheiro, ou mesmo empresas
de cobrança, informática, vigilância, limpeza etc.

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INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES

Você poderá obter informações mais detalhadas diretamente nos
órgãos mencionados ao longo desta cartilha, nos endereços da
internet listados abaixo, pessoalmente, ou ainda, no Escritório do
Sebrae-SP mais próximo.

O Sebrae-SP possui várias cartilhas, materiais impressos, fôlderes,
livros, além de auxiliá-lo em atendimentos pessoais realizados em
nossos escritórios, palestras, cursos e seminários.

Atenção: Este manual tem por objetivo alertar você sobre as principais
obrigações que sua empresa está sujeita, entretanto, existem
outras exigências legais que você deverá atender. Portanto, fique alerta!
Informe-se, consulte o Sebrae-SP, seu contabilista e os órgãos envolvidos
e, sempre que necessário, contrate um profissional qualificado
que possa lhe assessorar nos casos mais difíceis. Lembre-se de
que o barato pode sair caro.

ENDEREÇOS ÚTEIS

Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo:’
www.polmil.sp.gov.br/ccb/pagina3.html;

Departamento Nacional de Registro de Comércio - DNRC - Registro
na Junta Comercial dos Estados: www.dnrc.gov.br/ - Clique na
margem direita em: Serviços-Código Civil/2002;

FAPESP, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo:
www.registro.br;

Governo do Estado de São Paulo:
www.saopaulo.sp.gov.br/home/index.htm;


Instituto Nacional de Propriedade Industrial - INPI:


www.inpi.gov.br;
Junta Comercial do Estado de São Paulo - JUCESP:
www.jucesp.sp.gov.br/;


Prefeitura Municipal de São Paulo: www.prefeitura.sp.gov.br/;
Poupatempo - São Paulo: www.poupatempo.sp.gov.br;
Procon - São Paulo: www.procon.sp.gov.br/;
Secretaria da Receita Federal: www.receita.fazenda.gov.br/;
Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo:

www.pfe.fazenda.sp.gov.br/;
Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo:
www.sebraesp.com.br.


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