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Evitando a taquilialia com a técnica - Conscienciologia


Evitando a taquilialia com a técnica - Conscienciologia by sofavoritosdanet

Aprendendo a Trabalhar em Grupo

O QUE É UM GRUPO?

Segundo Pichon-Riviére,

“pode-se falar em grupo quando um conjunto de pessoas movidas por necessidades semelhantes se reúnem  em torno de uma tarefa específica”. 

No cumprimento e desenvolvimento das tarefas, deixam de ser um amontoado de indivíduos para cada um assumir-se enquanto participante de um grupo, com um objetivo mútuo.
Isto significa também, que cada participante exercitou sua fala, sua opinião, seu silêncio, defendendo seus pontos de vista. Portanto, descobrindo que, mesmo tendo um objetivo mútuo, cada participante é diferente. Tem sua identidade. Neste exercício de diferenciação - cada indivíduo vai introjetando o outro dentro de si. Isto significa que cada pessoa, quando longe da presença do outro, pode “chamá-lo” em pensamento, a cada um deles e a todos em conjunto. Este fato assinala o início da construção do grupo enquanto composição de indivíduos diferenciados. O que Pichon denomina de “grupo interno”.

“O indivíduo é um ser “geneticamente social”.
(Wallon)

A identidade do sujeito é um produto das relações com os outros.  Neste sentido todo indivíduo está povoado de outros grupos internos na sua história. Assim como, também, povoado de pessoas que o acompanham na sua solidão. Deste modo estamos sempre acompanhados de um grupo de pessoas que vivem conosco permanentemente.
A influência deste grupo interno permanece inconsciente. Algumas vezes no que chamamos de pré-consciente, não nos damos conta que estamos repetindo, reproduzindo estilos, papéis, que têm que vir com vínculos arcaicos onde outros personagens jogam por nós.
Todos estes integrantes do nosso mundo interno estão presentes na hora de qualquer ação, na realização de uma tarefa. Por isso, nosso ser individual nada mais é que um reflexo, onde a imagem de um espelho que nos devolvem a de um “eu” que aparenta unicidade mas que está composto por inumeráveis marcos de falas, presença de modelos de outros.

COMO SE FORMA ESTA ESTRUTURA?

Segundo Pichón-Riviere, a estrutura dos grupos se compõe pela dinâmica dos 3D.
  • depositado
    • depositário
      • depositante

•      depositado é algo que o grupo, ou um indivíduo, não pode assumir no seu conjunto e o coloca em alguém, que por suas características permite e aceita.
•      depositário é aquele que recebe nossos depósitos, que recebem os conteúdos dos quais nos desembaraçamos.
•      depositante somos nós mesmos.

Podemos observar em qualquer grupo (secundário) de adultos como distribuem-se estes papéis e tarefas implícitas:
•      há os que se encarregam sempre de romper os silêncios embaraçosos;
•      os que, com uma piada ou uma saída criativa, desfazem uma tensão;
•      os que sempre estão contra ou fazem o “advogado do diabo”;
•       os que se encarregam de carregar as culpas e, ao mesmo tempo reclamando, aceitam o depósito de “bode expiatório”;
•      os que chegam sistematicamente atrasados;
•      os que interrompem para sair;
•      os que sempre discordam de algo, nunca estão de acordo;
•       aqueles a quem tudo lhes parece ótimo e encarregam-se das tarefas de que os demais se omitem.

Este movimento de depósito começa na família, com o projeto inconsciente dos pais.
Através do mecanismo de projeção nos livramos de aspectos nossos que nos desagradam, pois não admitimos que também fazem parte de nós. Se estou com medo, em lugar de admitir, reconhecer MEU medo, digo: “tu me dás medo” ou “tua proposta é atemorizante”. Caso esta afirmação coincida (encontre) um sujeito a quem sempre lhe é dado esse papel (atemorizante) nosso mecanismo projetivo se verá inteiramente satisfeito. O depositário recebeu e se encarregará de “viver” o meu medo. Meu medo não estará mais no meu interior e será produto, culpa daquele que me atemoriza.

OS COMPONENTES DO GRUPO

São cinco os papéis que constituem um grupo, segundo a denominação de Pichón-Riviere:
-> Líder de mudança – aquele que se encarrega de levar adiante as tarefas, enfrentando conflitos, buscando soluções, arriscando-se sempre diante do novo.
-> Líder de resistência – aquele que sempre “puxa” o grupo para trás, freia avanços, depois de uma intensa discussão ele coloca uma pergunta que remete o grupo ao início do já discutido. Sabota as tarefas, levantando sempre as melhores intenções de desenvolvê-las, mas poucas vezes as cumpre, assume sempre o papel de “advogado do diabo”.

IMPORTANTE:
O líder de mudança e o líder de resistência não podem existir um sem o outro. Os dois são necessários para o equilíbrio do grupo. Para cada maior acelerada do líder de mudança, maior o freio  do líder de resistência. Para produzir assim o contrapeso às propostas do outro.

O Bode Expiatório – é quem assume  as culpas do grupo. Serve-se de depositário a esses conteúdos livrando o grupo do que lhe provoca o mal-estar, medo, ansiedade, etc.
Os Silenciosos – são aqueles que assumem as dificuldades dos demais para estabelecer a comunicação, fazendo com que o resto do grupo se sinta obrigado a falar. Num grupo falante, se “queima” quem menos pode sobreviver ao silêncio... Aqueles que calam representam essa parte nossa que desejaria calar mas não pode.

No trabalho da coordenação, sua facilidade ou dificuldade em coordenar os silenciosos dependerá de seu grau de escuta do silêncio do outro e do seu próprio.
É necessário um exercício apurado de observação e leitura sobre o que os silenciosos falam para poder possibilitar, assim, a ruptura do papel de “ocultamento”, de omissão. A coordenação deverá estar atenta para não permitir uma relação hostil que obriga os silenciosos a falarem, pois deste modo não estará respeitando sua “fala”, mas também não cair na armadilha da marginalização: “eles nunca falam mesmo”, o que favorece a omissão.

O Porta-voz- é quem se responsabiliza em ser a “chaminé” por onde emergem as ansiedades do grupo. Através da sensibilidade apurada do porta-voz, ele consegue expressar, verbalizar, dar forma aos sentimentos, conflitos que, muitas vezes, estão latentes no discurso do grupo. O porta-voz é como uma antena que capta de longe o que está por vir. Em muitas situações, o porta-voz pode coincidir com uma das expressões de liderança.

GRUPO É ...

Esta trama grupal onde se joga com papéis precisos, às vezes estereotipados, outras inabaláveis, não é um amontoado de indivíduos.
Mais complexo que isso.
Grupo é o resultado da dialética entre a história do grupo (movimento horizontal) e a história dos indivíduos com seus mundos internos, suas projeções e transferências (movimento vertical) no suceder da história da sociedade em que estão inseridos.

TPM E DESEJO SEXUAL

A tensão pré-menstrual (TPM) é um problema sério para a mulher moderna,
mas desconhecido por suas ancestrais. Como a mulher estava quase sempre
grávida, seus problemas ligados a menstruação ocorriam em média de 10 a 20
vezes na vida.
Atualmente, são 12 vezes por ano. Durante a idade fértil, de 12 a 50 anos,
são de 350 a 400 episódios de TPM se levarmos
em conta a média de 2,4 filhos. E para as que não têm filhos o número chega
a 500.
Até o surgimento da pílula anticoncepcional ninguém tinha reparado que a
mulher passava por altos e baixos emocionais. Nos primeiros 21 dias depois da
menstruação o estrogênio provoca uma sensação de bem-estar e satisfação e uma
atitude positiva na maioria das mulheres que ainda não chegaram à menopausa. O
desejo sexual vai aumentando gradativamente, até chegar a um ponto específico
entre o 18" e o 21° dia, período em que o nível de testosterona da mulher é mais
alto, havendo mais possibilidade de ocorrer a concepção.
A natureza é sábia: estabelece um programa para a maioria das fêmeas,
fazendo com que fiquem mais interessadas em sexo durante o período fértil. Nos
animais, pode-se observar isso facilmente. A égua no cio, por exemplo, provoca e
excita o cavalo, mas só permite a cobertura no exato segundo em que o óvulo está
na posição de ser fecundado. As mulheres não percebem, mas passam por fases e
reações semelhantes.
Pode acontecer de uma mulher ir para a cama com um homem que acabou de
conhecer em uma festa e, no dia seguinte, não encontrar explicação para o que fez.
"Não sei o que aconteceu. A gente tinha acabado de se conhecer e, de repente, eu
estava na cama com ele. Eu nunca fiz isso!" Como outras fêmeas, ela encontrou um
macho no exato momento em que eram maiores as chances de engravidar. Seu
cérebro, através do subconsciente, decodificou a constituição genética, o estado do
sistema imunológico e outras características daquele homem. Sempre que esses
dados alcançam um nível razoável de aceitabilidade, a natureza assume o comando.
Mulheres que passam por essa situação não conseguem explicar e falam em
"destino" ou "estranha atração magnética". Elas não sabem que foi tudo obra dos
hormônios. Como resultado de momentos assim, muitas acabam envolvidas com
parceiros completamente inadequados.

POR QUE OS HOMENS DETESTAM ESTAR ERRADOS?

Para compreender por que o homem detesta estar errado, é importante
conhecer a história dessa sua atitude. Imagine a cena. Dentro da caverna, a família
agachada junto ao fogo. A mulher e as crianças não comem há dias. O homem sabe
que tem que sair para caçar e não pode voltar sem comida. É esse o seu papel, e a
família depende dele. Todos têm fome, mas confiam. Ele nunca falhou. O estômago
dói e ele tem medo. Será que vai conseguir ou sua família vai morrer de fome? Ele
se sente fraco e atemorizado, mas não pode demonstrar medo, não quer que a
família perceba. Tem que ser forte. O homem passou um milhão de anos não
querendo ser visto como um fracasso. Isso marca.
Quando se perdem no caminho e a mulher diz: "Vamos perguntar", o homem
ouve: "Você não foi capaz de achar o caminho." Se ela fala: "A torneira está
pingando, vou chamar um bombeiro", ele é capaz de escutar: "Você é um
incompetente, não consegue nem consertar uma torneira, vou arranjar outro
homem para fazer o serviço." É por isso também que os homens têm tanta
dificuldade em pedir desculpas. Para eles, se desculpar é reconhecer o erro e
estar errado é fracassar.
Para contornar isso, ao discutir um problema, a mulher tem que ter o
cuidado de não dar ao homem a impressão de que ele está errado. É difícil para ele
ouvir isso. Até um livro de auto-ajuda como presente de aniversário pode ser
interpretado como "Você não é grande coisa".

MULHERES SÃO EMOCIONAIS, HOMENS SÃO LITERAIS

O vocabulário não é um ponto forte no cérebro feminino. Por isso, para a
mulher, nem sempre a definição exata das palavras é importante. Ela não faz a
menor cerimônia em tomar licenças poéticas ou exagerar só para impressionar. O
homem, no entanto, admite como verdade cada palavra e responde de acordo.
Para tentar vencer uma discussão, o homem esclarece o significado de tudo
o que a mulher diz. Veja se o diálogo seguinte lhe soa familiar:
Ela: - Você nunca concorda comigo.
Ele: - O que você quer dizer com nunca? Eu não concordei com as suas duas
últimas opiniões?
Ela: - Você sempre fica contra mim. Você quer estar certo sempre!
Ele: - Não é verdade! Eu nem sempre discordo de você! Eu concordei com
você hoje de manhã, ontem à noite e no sábado passado. Então, você não pode
dizer que eu sempre discordo!
Ela: - E toda vez a mesma conversa!
Ele: - Que mentira! Eu não digo as mesmas coisas todas as vezes!
Ela: - E você só chega perto de mim quando quer sexo!
Ele: - Pára de exagerar! Eu não me aproximo de você só...
A mulher usa como arma a emoção. O homem define as palavras dela. E a
disputa continua, até que ela se recuse a talar ou ele dê as costas e vá embora.
Mas, para que da discussão nasça a luz, o homem tem de entender que as palavras
de uma mulher não significam exatamente o que parecem - não devem ser tomadas
ao pé da letra nem definidas. Se ela falar, por exemplo, que "morreria se chegasse
a uma festa e encontrasse outra vestida com uma roupa igual", na verdade, não
quer dizer exatamente isso. Mas a mente literal masculina vai produzir uma
resposta do tipo "você está exagerando, há coisas piores", o que parece à mulher
pura ironia. Por outro lado, a mulher tem de aprender que, se quiser que a
discussão com um homem seja eficaz, deve argumentar com lógica e abordar um
tema de cada vez. Nada de mudar o curso do raciocínio, para não desperdiçar
munição.

POR QUE OS HOMENS SÓ CONSEGUEM FAZER "UMA COISA DE CADA VEZ"?

Todos os estudos que pesquisamos confirmam: o cérebro masculino é
especializado. Compartimentado. Configurado para se concentrar em uma atividade
específica. Por isso, a maioria dos homens diz que só pode fazer uma coisa de cada
vez. Quando um homem pára o carro para consultar um mapa, o que faz primeiro?
Desliga o rádio! A mulher, geralmente, não compreende isso. Se ela lê, ouve e fala
ao mesmo tempo, por que ele não faz o mesmo? Por que ele insiste em que se
desligue a televisão quando o telefone toca? "Por que ele não escuta o que eu digo
quando está lendo jornal ou vendo TV?" - é uma queixa comum entre as mulheres
do mundo todo. A resposta é que, devido ao número menor de fibras conectoras
entre os hemisférios e à compartimentação, o cérebro masculino é configurado
para uma coisa de cada vez. Observe a imagem do cérebro de um homem enquanto
ele está lendo, e você vai ver que ele fica virtualmente surdo.
O cérebro feminino é configurado para tarefas múltiplas. A mulher atende um
telefonema enquanto prepara uma nova receita e assiste à televisão. Ou dirige,
retoca a maquiagem, ouve rádio e fala no telefone viva-voz. Se um homem estiver
cozinhando e alguém lhe dirigir a palavra, ele provavelmente vai ficar uma fera,
porque não consegue ler a receita e escutar ao mesmo tempo. Enquanto está se
barbeando, precisa de silêncio, senão se corta. Quase toda mulher já foi acusada de
ter feito o homem perder uma saída na estrada por estar falando com ele. Uma até
nos disse que, quando está com raiva do marido, conversa enquanto ele faz algum
conserto usando o martelo. E ele acerta a unha!
Por usarem ambos os lados do cérebro ao mesmo tempo, muitas mulheres -
mais ou menos a metade delas - têm dificuldade em apontar qual é a mão esquerda
e qual é a direita sem primeiro procurar uma indicação, como um anel ou um sinal.
Os homens, ao contrário, como utilizam um lado do cérebro de cada vez, acham
muito mais fácil identificar esquerda e direita. É por isso que mulheres em todos os
cantos do mundo são criticadas por dizerem "dobre à direita", quando queriam dizer
"dobre à esquerda".

Entendo os cérebro do homem e da mulher