COMUNIDADE CONSCIENCIOLÓGICA COSMOÉTICA INTERNACIONAL


O CEAEC é uma das instituições conscienciocêntricas que formam a Comunidade Conscienciológica Cosmoética Internacional (CCCI).
A CCCI é o conjunto de habitantes ou população das Cognópolis (Cidade do Conhecimento), da sociedade de pessoas conectadas pelos vínculos conscienciais da Conscienciologia. É o complexo comunitário conscienciológico, um mutirão permamente, a integração demográfica conscienciológica. Formada por pesquisadores, voluntários, professores, Instituições Conscienciocêntricas (ICs), Colégios Invisíveis da Conscienciologia e empresas conscienciológicas a cidade do conhecimento existe, hoje em Foz do Iguaçu, formada por centenas de pessoas e outra se formando em Évora Monte, Portugal.

AIEC  AIEC
Associação Internacional para Expansão da Conscienciologia
 Instituição que objetiva fomentar, apoiar e executar os diferentes projetos da Comunidade Conscienciológica Cosmoética Internacional.
 
 APEX
Associação Internacional de Programação Existencial
 Sua finalidade é a pesquisa e a educação sobre o propósito existencial e a evolução pessoal e grupal, a partir do paradigma consciencial.
 

Tertúlia 2877 - Retroafeto deslocado (Psicossomatologia)

O poder da rejeição


Por Andre lima

A rejeição é uma das coisas que mais afeta a autoestima. Ainda mais quando acontece durante a infância, fase em que estamos mais vulneráveis emocionalmente. É nessa fase que o ser humano aprende gradativamente a se amar através do amor que recebe dos pais e adultos importantes à sua volta. 

O alimento vital para o fortalecimento da autoestima e amadurecimento gradativo da criança é o amor incondicional. Entretanto, quando a criança não recebe esse amor e/ou sofre rejeição, ela interpreta que não tem valor, que tem algo de errado dentro de si e por isso não é digna de receber amor. “Se nem meus pais me amam, só pode ser culpa minha por algum defeito que tenho”. É essa a distorcida compreensão infantil.

A criança passa a desenvolver uma autorrejeição. Não amadurece emocionalmente de forma plena e carrega marcas de insegurança na sua autoestima que permanecem mesmo depois de se tornar adulta. 

Como a maioria de nós não recebe amor incondicional de forma adequada e suficiente que consiga suprir a carência durante a infância, carregamos alguma dose de autorrejeição. O gatilho da autorrejeição é puxado todas as vezes que alguém nos rejeita. É como se, em algum nível, ainda estivéssemos tendo a mesma reação infantil de achar que não temos valor quando alguém demonstra ter ficado insatisfeito conosco. Por isso é que dói tanto ser rejeitado.

O Diário de Anne Frank 2009 - Filme Completo

Amiga de infância de Anne Frank conta sobre sua estadia no Campo de Conc...

Otto Frank, father of Anne

O Diário de Anne Frank - On line Parte 11

Terça-feira, 13 de Junho de 1944
Querida Kitty:
O meu aniversário passou mais uma vez. Tenho agora
quinze anos. Recebi muitas coisas :
A História de Arte, de Springer, em cinco volumes; um
jogo de roupas interiores; dois cintos; um lenço; dois
frascos de yoghurt; um frasco de compota; um bolo; um
livro de Botânica, do pai e da mãe. A Margot deu-me uma
pulseira dupla, os van Daans um livro, o Dussel ervilhas
de cheiro; a Miep e a Elli rebuçados e cadernos. E ainda
a melhor surpresa: o livro Maria Teresa e três fatias de
queijo autêntico, do sr. Kraler. Do Peter recebi um belo
ramo de begónias; o pobre do rapaz andou a ver se lhe
conseguiam arranjar coisa diferente, mas não foi possível.
A invasão continua em pleno progresso, apesar do mau
tempo, das ventanias medonhas e das chuvas torrenciais
sobre o mar.
Churchill, Smuts, Eisenhower e Arnold visitaram ontem
as aldeias francesas que foram conquistadas e libertadas
pelos ingleses. Churchill esteve num torpedeiro que bombardeou
a costa. Este homem, como tantos outros, parece
não ter medo. Que coisa tão invejável!
Daqui do anexo não podemos sondar o moral dos holandeses.
Sem dúvida as pessoas estão contentes por a "indolente"
Inglaterra sempre deitar a mão. Todos aqueles

O Diário de Anne Frank - On line Parte 10

Terça-feira, 2 de Maio de 1944
Querida Kitty:
No sábado, à noite, perguntei ao Peter se achava que
devia dizer ao pai o que se passa entre nós, e depois de
ponderar um bocado ele achou que sim. Estou contente
por isso, pois prova-me a pureza dos seus sentimentos.
Logo depois de eu ter descido, fui buscar água com o pai,
e já na escada disse-lhe:
- Pai, com certeza compreendes que o Peter e eu,
quando estamos juntos, não ficamos sentados a um metro
de distância um do outro. Achas mal?-O pai não me
respondeu imediatamente. Depois disse:
- Não, não acho mal, Anne, mas aqui, onde o espaço
é tão restrito, deves ter mais cuidado...
Ainda chegou a dizer mais algumas coisas no mesmo
sentido e depois subimos. No domingo de manhã chamou-me
para me dizer :
- Anne, pensei naquilo que me disseste (comecei a ter
medo). Vistas bem as coisas, não está certo aqui no anexo!

O Diário de Anne Frank - Resenha

O Diário de Anne Frank - On line Parte 9

Quarta-feira, 29 de Março de 1944
Querida Kitty:
Ontem o ministro Bolkestein disse na emissora de Orange
que, depois da guerra, se havia de publicar uma série de
diários e de cartas desta época. Aqui começaram logo
a falar no meu diário. E se eu publicasse um romance
sobre o anexo?. Não te parece interessante? Mas, com
este título, toda a gente era capaz de imaginar que se
tratava de um romance policial.
Basta de brincadeira, deixa-me falar a sério. Não parecerá
inconcebível ao Mundo, depois da guerra-digamos
dez anos depois-, o que nós, os judeus, contarmos sobre
a nossa vida aqui, as nossas conversas e as nossas refeições?
Pois embora te tenha contado muita coisa, tu ainda
só ficaste a saber uma pequena parcela desta vida.
O medo das senhoras, quando há bombardeamentos
como os do Domingo passado, em que trezentos e cinquenta
aviões ingleses lançaram meio milhão de quilos
de dinamite sobre Ijmuiden e as casas estremeceram como
as folhas com o vento. E o terror das epidemias que grassam
no país! Disto ainda sabes pouco, e seria preciso que
eu escrevesse todo o dia se quisesse fazer um relatório
completo. A população forma bichas para comprar hortaliça
ou seja o que for. Os médicos não podem visitar
os seus doentes, porque lhes roubaram o automóvel ou
a bicicleta. Ouve-se falar de pequenos furtos e de roubos
em grande escala, e eu prgunto a cada passo o que foi
feito da honestidade dos holandeses, quase proverbial?
Crianças dos oito aos onze anos partem os vidros das habitações alheias e tiram tudo o que lhes
vem parar ás mãos.
Nimguém tem coragem de deixar ficar a sua casa abandonada
durante cinco minutos, pois, ao voltar, pode muito bem encontrá-la vazia. Todos os dias se lêem
nos jornais
anúncios em que se prometem gratificações pela entrega
de coisas roubadas, máquinas de escrever, tapetes persas,
relógios eléctricos, tecidos, etc., etc. Os relógios das ruas
são desmontados, e até se tiram os telefones das cabinas
sem deixar ficar um pedaço de fio sequer.
Evidentemente não pode haver bom ambiente entre a
população. O racionamento não chega. A invasão faz-se
esperar, os homens têm de ir para a Alemanha. As crianças
estão subalimentadas e doentes. Quase toda a gente usa
roupa e calçado de má qualidade. Umas solas "negras"
custam cinquenta florins. Mas os sapateiros raras vezes
aceitam freguesia ou então levam quatro meses a compor
os sapatos se estes, entretanto, não forem roubados.
Uma coisa boa: as sabotagens contra a ocupação
aumentam à medida que a alimentação piora e as condições
se tornam mais severas. Os funcionários da distribuição

O Diário de Anne Frank - On line Parte 8

Domingo, 18 de Março de 1944
Querida Kitty:
Ultimamente não tenho tido paciência para estar
sentada à minha mesa. Gosto de conversar com o Peter
e só tenho receio de que ele se mace com isso. Já me contou
muitas coisas da sua vida, dos seus pais e de si próprio.
Mas eu ainda queria que ele me contasse mais.
Depois pergunto a mim mesma porque é que espero
tanto dele. Antigamente ele achava-me insuportável e eu
pagava-lhe na mesma moeda. Mas as coisas mudaram.
Se com ele, no entanto, ainda nos
pudermos tornar amigos íntimos, suportaria muito melhor esta vida de isolamento. Não
quero excitar-me mais. Estou a pensar de mais nele e não
tenho o direito de te vir importunar a ti, só por me sentir
tão obcecada.
Sábado, à tarde, fiquei, depois de uma série de notícias
tristes, tão mal disposta e confusa que me deitei na cama.
Só Queria dormir e não pensar em nada. Dormi até às
quatro horas depois tive de ir ao quarto do Pai.
foi fácil respondér às perguntas da mãe porque fora
que me tinha deitado. Disse que tinha dores de cabeça

O Diário de Anne Frank - On line Parte 7

Quarta-feira, 16 de Fevereiro de 1944
Querida Kitty:
A Margot faz anos. Ao meio-dia e meia hora veio o
Peter para ver as prendas e, contra o costume, ficou bastante tempo. à tarde fui buscar um pouco
de café e também batatas porque achava que a Margot neste dia devia
ser bem tratada. O Peter, ao ver-me passar pelo seu quarto,
tirou logo todos os seus papéis da escada e eu perguntei-lhe
se queria que fechasse o postigo.
-Está bem-disse ele-e, quando voltares, bate que
eu abro imediatamente. Agradeci-lhe e subi. Durante dez
minutos andei a remexer no barril para escolher as batatas
mais pequenas. Depois senti dores nas costas, de estar
tanto tempo curvada, e também senti frio. Não bati, abri
o postigo sózinha. Mas o Peter veio a correr imediatamente para pegar no panelão.
- Andei muito tempo à procura mas não encontrei
batatas mais pequenas - disse eu.
- Viste no barril grande?
- Vi. Remexi-o todo com a mão.
Eu estava agora ao pé da escada e ele olhou, com ar
de quem percebe, para dentro da panela que segurava
na mão. Depois entregou-ma e disse :
- São boas, são óptimas.
E, ao dizê-lo acariciou-me com um olhar tão quente

O Diário de Anne Frank - On line Parte 6

Sexta-feira, 7 de Janeiro de 1944
Querida Kitty:
Que estúpida que sou. Nunca me lembrei de te contar
a história dos meus admiradores.
Ainda eu era pequena, andava no jardim-escola,
quando simpatizei com Karl Samson. Ele já não tinha
pai e vivia com a mãe em casa de uma tia. Bobby, o filho
desta, era um rapazinho esperto, esbelto e moreno, que
conseguia sempre chamar a atenção sobre si mais do que
o Karl, gordinho e patusco. Mas eu não me importava
com o aspecto exterior e fui amiga do Karl, durante anos.
Éramos camaradas autênticos.
Depois o Peter Wessel entrou na minha vida e foi a
minha primeira paixão. Ainda nos vejo-de mãos dadas -
a correr pelas ruas, ele com um fato de linho, eu com
um vestido de Verão.
Quando ele foi para o liceu passei eu para a última
classe da escola primária. Ia buscar-me à escola ou eu ia
buscá-lo a ele ao liceu. O Peter era um lindo rapaz, alto,
esbelto, bem feito, com uma cara calma, séria e inteligente.
Tinha cabelo escuro, a pele tostada, grandes e belos olhos
castanhos e um nariz afilado. Do que eu mais gostava nele
era do sorriso que lhe dava um ar de maroto.
Passei as férias grandes com a família, fora. Quando
regressámos o Peter tinha mudado de casa, morava agora
com um rapaz mais velho do que ele e de quem era muito
amigo. Decerto esse rapaz fez-lhe ver que eu não passava,
afinal, de uma criança e o Peter não quis saber mais de

O Diário de Anne Frank - On line Parte 5

Segunda-feira, 9 de Agosto de 1943
Querida Kitty:
Vou continuar com o boletim. O nosso jantar: o
sr. van Daan é o primeiro a servir-se e serve-se abundantemente
de tudo... isto é, se houver coisas ao seu paladar.
Fala sempre, mete-se em tudo, impinge as suas opiniões
e depois de as ter impingido não há ninguém que lhas
possa modificar. Ai daquele que se atreva a contrariá-lo.
Bufa como um gato... e se alguém se atreve uma vez, não
fica com vontade de repetir. Só ele é que tem opiniões
certas, só ele é que sabe tudo! É um finório, isto não se
lhe pode negar, mas a sua presunção é qualquer coisa de
descomunal.
A ilustre senhora: o melhor seria eu nem falar nela.
Por vezes, principalmente quando está de mau génio, nem
me apetece olhar para ela. Vistas bem as coisas, é quase
sempre ela quem provoca as discussões, mesmo que não
sejam sobre a sua pessoa. Por amor de Deus, isso não!
Todos evitam zangar-se com ela. Mas o que eu queria
dizer é que a sra. van Daan provoca as discussões. Provocar,

O Diário de Anne Frank - On line Parte 4

Domingo, 13 de Junho de 1943
Querida Kitty :
O poema que o pai me escreveu para os meus anos
é tão lindo que tens de o conhecer. Depois de um apanhado
dos acontecimentos deste ano, prossegue assim:
Como és a mais nova de todos,
Ainda que já bem crescida,
Não é lá muito fácil a tua vida.
Todos pretendem dar-te lições
Mas o que te dão são aflições:
Repara na nossa competência.
Passamos por tudo isso afinal,
E sabemos distinguir entre o bem e o mal.
Assim te falam sem interrupção.
Porque os defeitos próprios
nunca são muito graves
Enquanto que os dos outros são os grandes entraves.
Avisam-te, fazem-te ver...
Como se fosse para teu prazer.
E nós, os pais desta filha querida
Nem sempre podemos dar-te razão
Porque a transigência na vida

O Diário de Anne Frank - On line Parte 3

Sexta-feira, 20 de Novembro de 1942
Querida Kitty:
Estamos todos um pouco desconcertados. Até agora
só recebíamos de longe em longe notícias sobre os judeus.
E daí, talvez fosse melhor assim. Quando a Miep por vezes
falava do destino trágico de pessoas nossas conhecidas, a
mãe e a sra. van Daan punham-se logo a chorar, de modo
que ela achou melhor não contar mais nada. Mas fizemos
muitas perguntas ao Dussel e o que ele conta é medonho,
é bárbaro. Não se consegue pensar em outra coisa. Será
possível que alguma vez mais possamos sair e divertir-nos
como outrora, mesmo quando tudo isto tiver passado?
Mas a verdade é que se transformarmos o nosso esconderijo
numa casa de luto, se ficarmos sempre melancólicos, não
adiantamos nada, nem para nós nem para os que lá fora
sofrem. Não posso fazer coisa nenhuma sem pensar naquela
gente que partiu. Se dou comigo a rir despreocupadamente,
assusto-mA e acho-me injusta por estar alegre. Mas hei-de
chorar todo o dia? Não, não posso. E o desânimo decerto
passará. Allém destas misérias, há outra coisa desagradável,
assunto pessoal e que, já se vê, nenhuma importância tem
comparado às tragédias de que acabo de falar: quero dizer
que me irrito tão só ùltimamente! Sinto um vácuo enorme
dentro de mim. Antigamente não pensava muito nisto.
Os divertimentos e as amizades prendiam-me o tempo.
Mas agora preocupam-me problemas sérios. Reconheci,
por exemplo, isto: o pai, embora me seja tão querido, não
pode substituir todo o meu mundo de outrora.
Achas-me ingrata, Kitty? Por vezes tenho a impressão
de não poder suportar mais: ouvir todas estas coisas
horríveis, ter as minhas próprias dificuldades e ainda por
cima ser o bode expiatório para tantas coisas que acontecem!
Tua Anne.
Sábado, 28 de Novembro de 1942
Querida Kitty:

O Diário de Anne Frank - On line Parte 2

Quinta-feira, 9 de Julho de 1942
Querida Kitty:
Assim corremos debaixo da chuva, a mãe, o pai e eu,
cada um com uma pasta e uma saca de compras completamente
cheia, sabe Deus com quê. Os operários que iam
para o trabalho olhavam-nos. Bem se lhes lia nos rostos
que tinham pena de nós por irmos tão carregados e por
não nos deixarem andar nos carros eléctricos. A nossa
estrela amarela no braço falava por si. Pelo caminho fora,
os pais contaram-me, tintim-por-tintim, como nascera o
plano do nosso esconderijo. Havia já meses que parte da
nossa mobília e do nosso vestuário tinha sido posta a salvo.
Se não houvesse complicações, estariamos prontos para
desaparecer no dia 16 de Julho. Por causa da convocação
as coisas anteciparam-se uns dez dias e, por isso, os quartos
que íamos ocupar ainda não estavam preparados como
devia ser, mas tínhamos de nos conformar. O esconderijo
é na casa comercial do pai. Para quem está de fora, tudo
isto é difícil de compreender. Por isso vou explicar melhor.
O pai nunca teve muitos empregados. Os de agora eram
o sr. Kraler, o sr. Koophuis, a Miep e Elli Vossen, a dactilógrafa
de vinte e três anos. Todos sabiam que vínhamos.
Só o sr. Vossen, o pai da Elli, que trabalha no armazém,
e os dois criados é que não estão no segredo.
O edifício é assim : no rés-do-chão há um grande armazém
que também serve para a expedição. Ao lado da
entrada para o armazém há a verdadeira porta de entrada.
Passada a porta, sobe-se por uma escada de poucos degraus,
até uma outra porta onde, sobre vidros foscos, existiu em
tempos, em letras pretas, a palavra "escritório". Trata-se do escritório grande, muito grande
mesmo, muito claro
e atravancado de móveis. Nele trabalham, durante o dia
a Miep, a Elli e o sr. Koophuis. Através de um quarto
de passagem que serve de vestiário, onde há um grande
armário e um cofre à prova de fogo entra-se num grande
quarto que dá para as traseiras, onde antes o sr. Kraler
trabalhava com o sr. van Daan. Agora só lá ficou o sr. Kraler.
Pode também passar-se do corredor directamente para
este quarto, atravessando uma porta de vidro que se
pode abrir por dentro com facilidade, mas que dificilmente
se abre do lado de fora. Do escritório do sr. Kraler,
passa-se, através do corredor e subindo quatro degraus, à
mais bonita sala da casa, o escritório particular. Móveis
de luxo, escuros, chão revestido de oleado e com tapetes;
um rádio, candeeiros catitas, vistosos, tudo estupendo.
Ao lado há uma cozinha grande, airosa, com um cilindro
de água quente e dois fogareiros a gás. E, ao lado da
cozinha, o W. C. Isto é o primeiro andar.
Do corredor comprido, uma escada de madeira conduz
a um vestibulo que acaba noutro corredor. Há uma
porta à direita e outra à esquerda. A da esquerda conduz
à parte da frente da casa onde se encontram os armazéns,
as águas-furtadas e o sótão. No edifício há ainda uma
outra escada comprida, íngreme de mais, perigosa, tipicamente holandesa.
A porta da direita conduz a um anexo. Ninguém podia
nem sequer suspeitar que, para além desta porta simples,
pintada de cinzento, ainda se encontrariam escondidos muitos quartos. Aberta a porta, sobe-se
um degrau, e
está-se dentro do anexo. Em frente da entrada há uma escada
íngreme. à esquerda, um corredorzito leva a um quarto

O Diário de Anne Frank - On line Parte 1


De 12 de Junho de 1942 a 1 de Agosto de 1944
A edição original desta obra foi publicada em
Amesterdão, pela editorial - Contact - com o
Título - Het Achterhuis. - Achteruis - significa atrás
ou por detrás, a "huis", casa. Nas velhas casas
de Amesterdão as dependências que dão para o
jardim ou para o pátio podem separar-se das
partes voltadas para a rua de modo a ficarem independentes, embora pertençam ao mesmo
prédio.
Por não haver expressão apropriada em português,
resolvemos chamar a esta parte da casa
"o anexo", apesar de não ser propriamente um anexo.
Utilizámos para a tradução do livro a edição
alemã e o original holandês.
PREFÁCIO
ANNE Frank pertencia a uma família judaica de Frankfort
que, em 1933, fugindo às perseguições do regime hitleriano,
se refugiou na Holanda, onde supunha encontrar a paz e a segurança. Mas, logo depois da
invasão da Holanda pelos alemães, as perseguições aos judeus continuaram ali com tal violência
que os Frank resolveram - mergulhar -, designação que então se dava ao desaparecimento
voluntário de pessoas perseguidas-ou por razões políticas ou por discriminações raciais-e que
passavam a ter uma existência ilegal ou clandestina. Durante dois anos, que abrangem o período
de guerra de 1942 a 1944,
não podem sair à rua e vivem sob a constante ameaça de serem
descobertos pela polícia.
Anne, rapariga em pleno período de desenvoLvimento físico,
esse período delicado e importante na vida de qualquer
adolescente, mas especialmente decisivo quando se tem uma
sensibilidade e uma inteligência como a dela, escrevia com
regularidade um diário, em forma de cartas, a uma amiga
imaginária. Este diário tornou-se não só um dos mais
comoventes depoimentos contra a guerra, contra a injustiça e a crueldade dos homens como,
também, um dos mais puros documentos psicológicos que todos, e sobretudo os que contactam
com gente nova, deviam ler.
Anne não escreveu o seu diário a pensar na publicidade, nem
porque fosse incitada a fazê-lo, mas única e simplesmente
porque tinha de o escrever-para si própria, para - aliviar - o coração, como ela diz várias vezes,
por essa forte necessidade íntima que caracteriza o artista e a que ela não se poderia furtar, nem
que quisesse.
"Quando escrevo sinto um alívio, a minha dor desaparece, a
coragem volta... Ao escrever sei esclarecer todos os meus
pensamentos, os meus ideais, as minhas fantasias".
,Não se trata, portanto-e isto é fundamental-, de uma dessas
produções de menino prodígio, lançado e explorado pela família
comercialmente, mas sim de uma autêntica obra de arte a que
um crítico suíço chamou - uma confissão clássica da
puberdade de hoje, que ultrapassa todos os limites do
circunstancial.
Como é que foi possível escrever-se uma obra destas entre os
treze e os quinze anos de idade? Tão extraordinário caso tem
a sua explicação: o isolamento, os sacrifícios diários, as
angústias, o medo e, principalmente, a morte, a pairar sobre
esta criança de uma inteligência e de um espírito de
observação invulgares, fizeram
com que ela amadurecesse prematuramente e fosse assim, pouco
a pouco, penetrando em regiões que, em circunstâncias normais,
só viria a explorar muito mais tarde. Ela própria sente isto e
explica-o: "Vim para o anexo quando tinha treze anos e, por
isso, fui obrigada a reflectir mais cedo sobre o Mundo e a
fazer a descoberta de mim mesma como de um ser humano que
deseja ser independente..No entanto é preciso notar: Anne não
perde a frescura infantil nem esses gostos próprios do
adolescente, como por exemplo coleccionar fotografias de
artistas de cinema ou fantasiar-se
com as roupas dos adultos. É que Anne não é um monstro, Anne
é apenas uma adolescente a quem quiseram roubar o direito de o ser.
.Nem a criança nem o adolescente sabem, em regra, compreender-se e analisar-se. É o adulto
que, com a distância dos anos, a experiência da vida, a cultura e a serenidade
indispensáveis, contempla e interpreta estes períodos passados
da sua vida. Por isso Anne Frank há-de ser um dos casos à
parte na literatura universal, com um significado denso e único.
Anne Frank vivia torturas que marcam qualquer indivíduo
de qualquer idade mas muito especialmente um indivíduo em
formação. Forçada a viver como um pássaro na gaiola Sinto-me
como um pássaro a quem cortaram as asas e que bate,
na escuridão, contra as grades da sua gaiola estreita -, afina
os sentidos, concentra-os sobre o pequeno espaÇo em que a sua
vida e a dos companheiros de destino se move, procura não só
desabafar a sua revolta de adolescente, de judia expulsa da
comunidade dos homens, vítima de uma guerra impiedosa, mas, também, encontrar as
explicações e as interpretaÇões de tudo isto.
Ao leitor atento não pode escapar o crescendo dos

Tertúlia 2876 - Subjugação ao assédio (Antievoluciologia)

Oportunidade de investimento no Hotel Mabu Interludium na Cognópolis

Como fazer Reclamações contra instituições financeiras e administradoras de consórcio

O Banco Central do Brasil (BC) tem como missão “assegurar a estabilidade do poder de compra da moeda e um sistema financeiro sólido e eficiente”. Nesse contexto, compete ao Banco Central exercer a regulação e a fiscalização das atividades das instituições que integram o SFN e das administradoras de consórcio.
Reclamações quanto aos serviços e produtos oferecidos por essas instituições podem ser registradas por qualquer cidadão junto ao Banco Central. Tais reclamações constituem importante subsídio ao processo de regulação e fiscalização do SFN, pois podem indicar descumprimento de leis e normas aplicáveis a essas instituições.
Com o objetivo de orientar adequadamente os clientes e usuários das instituições financeiras e das administradoras de consórcio, recomenda-se que qualquer reclamação seja primeiramente efetuada nos locais onde o atendimento foi realizado ou no Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da própria instituição.
O cidadão poderá ainda recorrer à Ouvidoria da instituição, que terá o prazo máximo de 15 dias para manifestar-se de forma conclusiva. As Ouvidorias foram criadas para mediar os conflitos entre aquelas instituições e os seus clientes e usuários de produtos e serviços e estão regulamentadas pela Resolução nº 3.849, do Conselho Monetário Nacional (CMN) e pelas Circulares nº 3.501 e nº 3.503, do Banco Central, todas de 2010.
As questões inerentes às relações de consumo entre clientes e usuários das instituições financeiras e das administradoras de consórcio estão sujeitas ao Código de Defesa do Consumidor, cabendo aos órgãos integrantes do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (SNDC) fazer a mediação dessas questões. É também direito do cidadão recorrer ao Poder Judiciário para solução das questões que não tenham sido resolvidas satisfatoriamente por essas instituições.
Verifique em "Perguntas mais frequentes" se as informações disponíveis já atendem sua situação. Caso contrário, acesse "Registre sua reclamação".
http://www.bcb.gov.br/?RECLAMACAODENUNCIA

Tertúlia 1283 - Conflituosidade (Conflitologia)

Tertúlia 1276 - Tenepes inspiradora (Tenepessologia)

Tertúlia 1267 - Esbanjamento consciencial (Intrafisicologia)

Tertúlia 1248 - Demagogia (Demagogiologia)

Tertúlia 1215 - Confrontação urbanística (Intrafisicologia)

Tertúlia 1152 - Categoria de comunicação (Comunicologia)

Tertúlia 1089 - Animador consciencial (Conviviologia)

Tertúlia 1134 - Autodepuração refinada (Intraconscienciologia)

Tertúlia 2874 - Bovinolatria (Parassociologia)

Tertúlia 2873 - Autesforço pontual (Autodeterminologia)

Delegacias Especializadas em Crimes Cibernéticos por Estado:


Nos Estados da Federação onde não existirem delegacias especializadas, procure a mais próxima da sua residência.

Distrito Federal

Polícia Civil - Divisão de Repressão aos Crimes de Alta Tecnologia (DICAT)
Endereço: Sia Trecho 2, Lote 2.010, 1º andar, Brasília- Distrito Federal.
CEP: 71200-020
Telefone: (0xx61) 3462-9533
OBS: A DICAT é uma Divisão especializada em crimes tecnológicos que tem como atribuição assessorar as demais unidades da Polícia Civil do Distrito Federal. Como Divisão, a DICAT não atende ao público, não registra ocorrências nem instaura inquéritos policiais. A finalidade da DICAT é prestar apoio às Delegacias de Polícia do DF nas investigações de crimes que envolvam o uso de alta tecnologia, como computadores e Internet, agindo sob provocação das Delegacias que necessitarem de auxílio no "universo virtual", por exemplo. Ou seja: qualquer Delegacia do Distrito Federal poderá fazer o Registro da

Bill Gates e Buffett - Conselhos aos Jovens



Tertúlia 2870 - Conscin clariaudiente (Perfilologia)

Piano 2 - Relaxamento Emocional

Teste: Veja como está a sua autoestima…

Por Andre Lima:

Elaborei um teste rápido que vai dar uma noção sobre como anda a sua autoestima. Para cada afirmação da lista abaixo, coloque um nota de 1 a 5, para o quanto você acredita e age conforme a afirmação.
A nota 5 significa que você age MUITO de acordo com o que a afirmação diz, ou seja, você se identifica e FAZ aquilo.
Já a nota 1 significa que você QUASE NUNCA ou NUNCA age da forma que afirmação diz. Seja o mais honesto possível, afinal o teste é só pra você. Não adianta tentar se enganar.
Em uma escala de 1 a 5, o quão verdadeiras são as afirmações abaixo pra você?
1- Quando uma pessoa próxima me pede algum favor que eu não quero fazer, tenho grande facilidade para dizer não.
2- Sempre que digo não para alguém, consigo fazer isso de uma forma bem tranquila e em paz, sem raiva.
3- Mesmo em um ambiente novo onde não conheço ninguem, consigo ficar bem a vontade e me

Entenda como funciona a Clarividencia Facia


Entenda como funciona a Clarividencia Facial por sofavoritosdanet

Tertúlia 2863 - Verbetografia conscienciológica (Enciclopediologia)

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Vídeos e Conteúdos para Neuroaulas



Neuroeducadora Suzane Morais

Sócia-Fundadora do Instituto Cognare - Núcleo de Desenvolvimento Cognitivo, Consultora Senior em Educação, Neuroeducadora, Pedagoga, Licenciada pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e Pós-Graduada em Didática e Metodologia do Ensino Superior pela Universidade Norte do Paraná (UNOPAR), Especialista em Mental Performance Systems e Pedagogia da Superdotação, pelo Instituto da Inteligência/Academia de Superdotados - Brasil; Membro da Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento; Professional & Self Coaching e Behaviour Analyst (Coaching Assessment) pelo IBC - Instituto Brasileiro de Coaching; com 4 Certificações Internacionais (ECA; GCE; IAC; BCI); Gestora Regional Foz-PR do CENSUPEG. Autora do Curso NEUROAPRENDIZAGEM e propositora do​ PDCE - Programa de Desenvolvimento de Competências para o Estudo.

Tertúlia 1132 - Tema nosográfico (Tematologia)

Tertúlia 1288 - Lateropensene (Lateropensenologia)

Tertúlia 1239 - Autochecagem indispensável (Autexperimentologia)

Tertúlia 1263 - Holomaturologia (Evoluciologia)

Tertúlia 1238 - Mudança de ego (Egocarmologia)

Tertúlia 2861 - Taxa afetiva (Psicossomatologia)

Tertúlia 1273 - Previsão da autossobrevida (Autoproexogramologia)

Tertúlia 1272 - Autabrangência (Multidimensionologia)

Tertúlia 1145 - Eficácia explicativa (Argumentologia)

Tertúlia 1302 - Conceito cósmico (Paracosmovisiologia)

Tertúlia 1301 - Inversão interassistencial (Interassistenciologia)

Tertúlia 1300 - Parassincronicidade (Parassincronologia)

Tertúlia 1299 - Minissincronicidade (Minissincronologia)

Tertúlia 1297 - Enciclopediometria (Redaciologia)

Tertúlia 1298 - Megassincronicidade (Megassincronologia)

Tertúlia 2859 - Produto conscienciométrico (Experimentologia)

Tertúlia 1296 - Ato de pensenizar (Autopensenologia)

Tertúlia 1290 - Teste conscienciológico (Experimentologia)

Tertúlia 1295 - Linha de montagem (Experimentologia)

Tertúlia 1291 - Incompatibilidade intersomática (Somatologia)

Tertúlia 1292 - Agênere (Ageneticologia)

Tertúlia 1293 - Recobramento (Recexologia)

Tertúlia 1287 - Acrescentamento (Maximologia)

Tertúlia 2857 - Inventário parapsíquico da infância (Autopesquisologia)

Tertúlia 2858 - Vibrostaseologia (Energossomatologia)