O que é Tanatologia?


A Tanatologia é a ciência que estuda os contextos físicos da
morte e os contextos psicológicos, sociais e médico-legais com ela
relacionados.
Os tanatologistas assistem aos doentes terminais, pacientes
das unidades de tratamento intensivo, das conscins às vésperas de
voltarem a ser consciexes.
Existem hospitais especializados na assistência aos doentes
da Gerontologia ou geriátricos, mulheres e homens idosos.
A MORTE DO CORPO HUMANO REPRESENTA
UM PERÍODO PÓS-OPERATÓRIO,
CURTO OU LONGO, PARA AS
CONSCIÊNCIAS NA TERRA.
O ato de colocar o corpo humano fora de atividade, porém,
não significa o derradeiro sono, o desaparecimento, o eterno descanso
ou o fim da vida para a consciência que o estava vitalizando através

do tempo, 6, 7 ou mais décadas.
A passagem da morte, ou dessoma, é a última coisa que
a consciência humana pode fazer bem enquanto permanece respirando
em um corpo animal na atmosfera deste planeta.
No entanto, dentre as maiores tolices existentes com grande
cerimônia e pompa, nos tratados clássicos da sabedoria universal,
estão as referentes à morte do homem e da mulher.
Os conflitos de origem intraconsciencial, ou dentro da consciência,
não desaparecem tão somente com a desativação do corpo humano.
Intimamente, a consciência prossegue sendo o que sempre
foi, depois do choque biológico da dessoma. A estrutura íntima do
microuniverso consciencial segue sendo exatamente a mesma.
A dessoma mais confortável é a do completista existencial,
aquela personalidade que completou todas as cláusulas do seu
contrato de experiências humanas, estabelecidas antes de renascer
na Terra.
A dessoma menos confortável, obviamente, é a do suicida.
POR METÁFORA, PODEMOS AFIRMAR
QUE O PERÍODO DA SENILIDADE
É UMA PEÇA MUSICAL QUE SOMENTE
ACABA MUITO DEPOIS DO FIM.
Uma das maiores perdas sentidas pelas consciências, além de
perderem os seus corpos humanos, é a falta da energia animal, sexual,
sexochacral, ou afetiva. Esta é uma das causas mais comuns
das parapsicoses pós-somáticas.
O que é parapsicose pós-somática?
A parapsicose pós-somática é aquela condição em que a consciência
já perdeu o seu corpo humano, mas pensa, sente e julga que
ainda prossegue vivendo dentro dele e com ele.
O corpo das emoções (psicossoma) é uma cópia perfeita do
corpo humano, ou mais apropriadamente, este é uma cópia daquele.
O psicossoma é muito mais leve e sutil, mas a consciência depois da
morte cerebral, frequentemente, fica ofuscada em sua lucidez.
Ela não tem mais pulmões, mas sente como se ainda respirasse.
Não tem mais estômago, mas sente fome.
Não tem mais genitália, mas sente excitabilidade sexual.
Desse modo, dispõe de menor critério de julgamento de suas
manifestações, dentro de uma atmosfera muito nova aos seus hábitos
de uma vida inteira de várias décadas.
A psicose senil, arteriosclerose, ou mesmo a tão frequente
e atual doença de Alzheimer, em certos casos, podem representar
o período humano, longo, final, capaz de esvaziar ou diminuir o período
extrafísico dessa parapsicose pós-somática.
Isso acontece com legiões de pessoas idosas.
Neste caso, o velhinho caturra e ranzinza, por exemplo, evoca
ou chama, sem consciência do que está fazendo, o tempo todo, determinados companheiros, parentes ou amigos, não raro até mesmo
da época da sua infância, já falecidos, reclamando de coisas e situações
passadas em que se envolveram ou viveram juntos.
LEGIÕES DE CONSCIÊNCIAS EVOCADAS,
FORA DO CORPO HUMANO,
VIVEM EM CONDIÇÕES EXTRAFÍSICAS
DE CARÊNCIA ÍNTIMA INTENSA.
Tais evocações ou chamamentos doentios, portadores de mágoas
e ressentimentos persistentes, ocorrem habitualmente através dos causos
contados, repetidos dia a dia pela pessoa idosa, quase sempre com
evidentes aspectos ou insinuações de ironia, chacota ou, até mesmo,
hostis ao protagonista falecido de suas vivências em conjunto.
Essa condição provoca, evidentemente, assédios interconscienciais
crônicos, patológicos, doentios, entre a conscin-evocadora,
perseguidora no caso, e a consciex-evocada, vítima perseguida e relembrada
com desafeição ou lastimações reiteradas e sentidas.
Em inúmeras ocorrências destas, o evocado não apresenta
plena lucidez quanto ao que ocorre entre ele e o evocador humano.
Ele tão só atende aos chamados, pois os semelhantes se
atraem. Confunde-se ainda mais em seu estado de perturbação íntima,
e, evidentemente, não exterioriza energias equilibradas, nem
sentimentos confortáveis, para quem aborda ou de quem se aproxima,
mesmo vindo de outra dimensão consciencial.
Tais fluxos constantes de pensenes doentios atingem, em
cheio, a pessoa evocadora, ao modo de resposta perturbadora instantânea.
Instala-se, então, um círculo vicioso doentio. Milhões de
pessoas vivem exatamente assim. Infelizmente.
As duas consciências teimosas, neste caso, podem passar imantadas
ou presas uma à outra durante 1 lustro, uma década ou até mais.
Eis porque as pessoas podem ser classificadas em singulares,
unidades conscienciais isoladas; ou plurais, quando imantadas umas
às outras consciencial e doentiamente, o tempo todo.
Pode acontecer, ao se libertarem uma da outra, que a pessoa
viciada nas evocações, passe logo em seguida pela dessoma.
86 N O S S A E V O L U Ç Ã O
A FASE PLENA DA EXECUÇÃO DO
PROGRAMA EXISTENCIAL PRECEDE
À DESATIVAÇÃO DO CORPO HUMANO
PARA A MAIORIA DAS PESSOAS.
A consciência intrafísica chega a essa terceira idade, seja na
condição de completista ou incompletista, moratorista ou não, um
bom camarada ou uma pessoa difícil, intratável, ranzinza, infeliz
e pessimista. Isso significa: dentro de profunda melin, ou, ao contrário,
feliz, otimista e animada por sua euforin.
A melin, como já foi escrito, é a condição da melancolia intrafísica,
aquela tristeza habitual que a pessoa madura, ranzinza,
sente ao fim da vida humana, por estar desiludida com as suas experiências,
ou seja, desapontada e infeliz consigo mesma em relação
à sua programação existencial.