Conheça melhor sua pupila


Introdução

Na célebre comparação do olho com a máquina fotográfica, a pupila corresponderia ao diafragma, cujas principais funções, no olho, seria o controle da entrada de luz e a exclusão das aberrações esférica e cromática inerente à periferia de lentes. A pupila apresenta forma circular e ocupa não exatamente o centro do diafragma iriano, estando ligeiramente deslocada nasal e inferiormente.
Considerações Anatômicas. A íris é um diafragma circular pigmentado que fica em frente da lente num plano coronal. Sua borda periférica está ligada ao corpo ciliar enquanto que sua borda central é livre, suspensa, e limita a abertura chamada de pupila.
A íris contem 2 músculos, o esfíncter e o dilatador pupilar. Eles estão entre os poucos músculos do corpo que derivam do neuroectoderma. O esfíncter pupilar é um típico músculo liso e repousa anteriormente sobre o epitélio pigmentado neuroectodérmico do estroma da íris. Funcionalmente, o esfíncter pupilar recebe inervação parassimpática e reponde farmacologicamente como tal. As fibras musculares do esfíncter da pupila estão intimamente conectadas com o estroma da íris e com o músculo dilatador. Tanto que a constrição da pupila é possível mesmo após parte do esfíncter ter sido cortado, seja após esfincterectomia ou iridectomia setorial. O músculo dilatador repousa paralelo e anteriormente ao epitélio pigmentado posterior da íris. Funcionalmente, ele é inervado pelo sistema simpático.
A excursão da pupila pode ser extraordinariamente grande. O diâmetro pupilar de um adulto normal é de 3-4 mm. ¼ da população apresenta uma anisocoria de 0,4mm ou mais, com uma prevalência maior entre os idosos. Quando contraída ao máximo a pupila humana pode ser menor que 1 mm; quando dilatada ao máximo pode ter mais que 9mm. O esfíncter da íris encurta cerca de 87% do seu comprimento, uma variação raramente encontrada em outros músculos estriados ou lisos do corpo.

A Ciência ampliada na Consciência!

A Ciência ampliada na Consciência!
Artigo grande, mas muito interessante...

O cientista e biofísico alemão Dieter Broers possui mais de 30 anos investigando os efeitos dos campos eletromagnéticos nos seres humanos, e é um dos poucos que tocaram no tema de 2012 com uma visão realista, científica, e com uma boa dose de esperança.

Broers descobriu que as perturbações significativas nos campos eletromagnéticos que rodeiam os seres humanos podem criar estados mentais similiares aos provocados pelas drogas alucinógenas ou experiências místicas.

A alteração de nossos campos eletromagnéticos produzida pelas “explosões solares” ou “tempestades solares” previstas para 2012, afetaria nossa consciência e percepção da realidade. Poderíamos experimentar, em dias de alta atividade solar, alucinações e estados mentais extremamente desconcertantes ou prazerosos.

Para Broers, o importante destes estados mentais, que poderiamos chamar alterados, é que nos permitiriam entender a crise global que vive o planeta como o sintoma de uma doença que pode ser curada.

Graças às reflexões coletivas que teria a humanidade neste estado, produto da perturbação de nossos campos eletromagnéticos provocada pelas tempestades solares, poderíamos até encontrar a cura para a crise global que enfrenta nossa sociedade.

Em seu livro “Revolução 2012” Dieter Broers nos alerta sobre as tempestades solares: “Os eventos que o Cosmos guarda para nós em 2012 poderiam comparar-se a receber um copo de suco onde alguem despejou um pouco de LSD ou ácido lisérgico sem o nosso conhecimento.”

Broers sustenta que as alterações no campo magnético da Terra, provocadas pelas tempestades solares, alterarão nossa percepção do tempo e da realidade e, dependendo de nossa preparação, produzirão em nós experiências do tipo místico, mudanças de consciência, alucinações e talvez, poderes mentais.

O súbito incremento da atividade solar nas últimas semanas, evoca uma análise mais detalhada dos trabalhos do cientista alemão.

Em que se baseia Dieter Broers para suas teorias sobre as tempestades solares?

Alguns experimentos realizados por Broers o levaram a descobrir que o estado de consciência de uma pessoa pode ser alterado expondo o cérebro a campos eletromagnéticos de certa intensidade. De acordo con suas investigações, um campo magnético normal nos permite manter um estado de consciência normal e uma percepção do tempo normal. Por outro lado, um campo magnético severamente anormal ou a ausência dele, provoca estados mentais alterados e uma distorsão em nossa percepção do tempo.

Os muitos anos investigando este campo da ciência, faz Broers acreditar que o efeito das perturbações geomagnéticas criadas pelas tempestades solares é similar aos efeitos das drogas alucinógenas. Quando somos expostos a este tipo de campos magnéticos, nosso cérebro produz uma série de substâncias que são as que geram essas alucinações ou distorsões da realidade e do tempo.

“Os estados mentais alterados são provocados pelos processos neuroquímicos e pela produção de substâncias psicoativas ou alucinógenas. Sob certas condições, o cérebro é capaz de produzir o que poderiamos chamar substâncias ilegais.“

As tempestades solares dos próximos anos poderiam fazer com que nossos cérebros gerem substâncias capazes de criar fortes alucinações. Estas alucinações serão totalmente reais para a pessoa que as experimente e afetarão nossos sentidos de diferentes formas: o tempo parecerá mover-se mais lentamente, veremos presenças estranhas, ouviremos vozes, perceberemos forças invisíveis e sentiremos uma poderosa união com o universo que nos rodeia.

Dieter Broers diz que as tempestades solares de 2012 e de 2013 provocarão não só estados alterados desconcertantes senão estados extremamente prazeirosos que alguns poderiam denominar de “iluminação”...

Nem todos sentiremos o mesmo, ou reagiremos da mesma forma. Algumas pessoas experimentarão paz e euforia enquanto que outros passarão por momentos de agressividade e depressão. O fator determinante para ter uma experiência negativa ou positiva será o medo. Enquanto que uma pessoa poderia escapar aterrorizada ante uma presença estranha, outra poderia entender que essa presença é parte de sua consciência, e outra poderia estabelecer um diálogo com a misteriosa presença sobre as orígens da vida. Por isto, Broers aconselha que preparemos nossas mentes meditando.

“Inclusive se você têm dúvidas sobre que tipo de “iluminação” poderia experimentar, deveria, não obstante, começar a meditar o mais breve possível, para que possa experimentar estes estados alterados de consciência num estado receptivo”

Se estamos predispostos não haverá medo, e se estivermos num estado receptivo poderemos aproveitar a experiência. Dependerá de nós que essas alucinações se convertam em momentos de “iluminação espiritual”.

Para que servem todas estas alucinações? O que têm de positivo tudo isto?

Segundo Broers, muitos pacientes foram tratados exitosamente usando os efeitos dos campos eletromagnéticos no cérebro. A terapia, também chamada “terapia de mega-ondas”, consiste em administrar campos eletromagnéticos, idênticos aos que encontramos na natureza, através de dispositivos colocados na cabeça dos pacientes. Esta terapia teve uma altíssima porcentagem de cura exitosas graças ao fato de que pela primeira vez, os pacientes são capazes de entender a causa de seu problema.

A mesma terapia aplicada a pacientes sãos ou sem problemas, fez com que experimentassem um estado de consciência alterado que lhes permitiu ver a realidade e as coisas deste mundo, num contexto muito maior.

Broers explica que uma tempestade solar de elevada magnitude afetaria coletivamente nossos cérebros e poderia ajudar a que tomemos consciência do dano que estamos fazendo ao planeta, e que tomemos ações para reverter a situação.

“Estas descobertas também podem aplicar-se à situação atual do mundo. Se vemos a crise global como o sintoma de uma doença e olhamos profundamente dentro de nós, seremos capazes de identificar a causa atual desta doença. Enquanto nossos esforços para nos salvar se centrem nos sintomas de nossa condição, não encontraremos uma cura verdadeira. Só poderemos salvar o planeta se reconhecermos, primeiro, a verdadeira causa da doença. Este tipo de reconhecimento pode ser obtido através da influência de campos eletromagnéticos. Se, por exemplo, cada ser humano na Terra fosse exposto a estes campos eletromagnéticos, uma consciência coletiva nasceria nos seres humanos.”

Esta exposição coletiva da humanidade a campos eletromagnéticos da que fala Broeck, poderia ser provocada por uma forte tempestade solar nos próximos anos. O ciesntista alemão acredita que uma série de tempestades solares de alta magnitude não só provocará experiências místicas ou alucinações e mudanças de consciência sobre o dano ao planeta, senão que também poderia colocar em funcionamento partes do cérebro que nunca utilizamos.

“Estou convencido que atualmente nos encontramos no meio de um processo que compreende a restruturação de nossas redes neuronais, e que o catalizador deste processo é a elevada atividade solar-geomagnética cujas consequências são temidas por tanta gente. Porém, todos os fatos e descobertas, apontam à inegável conclusão de que a evolução nos permitirá, pela primeira vez na história humana, usar o enorme potencial de nossos cérebros.”

Para Broers, os humanos usam uma ínfima parte do cérebro, ele sustenta que é como se usássemos a área de uma partícula de pó quando dispomos de uma mansão de quinhentos quartos.

Umas quantas tempestades solares de elevada magnitude poderiam ser suficientes para alterar nossa realidade. As alucinações seriam o primeiro sinal de que estamos usando novas áreas de nosso cérebro. O que virá depois é terreno desconhecido. Poderes mentais? Telepatia? Propriedades quânticas? Realidades paralelas? Outras dimensões?

O cientista afirma que as alterações no campo magnético da Terra produzirão não só uma mudança de consciência senão que nos ajudará a utilizar o verdadeiro potencial do cérebro humano.

“Em vista do fato que os campos eletromagnéticos podem ajudar a um paciente a identificar a causa de uma doença, é muito possível que as forças eletromagnéticas do cosmos possam fazer que a raça humana perceba a doença que ataca o nosso planeta. As condições para uma expansão de consciência estão dadas.”

Tomara que não presisemos ser golpeados por uma tempestade solar gigantesca para começar a reverter a crise do planeta. Embora a esta altura, parece que só algo assim de radical nos fará mudar de rumo.

Nutrição para idosos


Introdução

                                                        
A população idosa no Brasil cresceu mais de 200% nos últimos 20 anos. Este crescimento é decorrente da melhoria das condições de saneamento, alimentação, educação e assistência à saúde, que refletem o desenvolvimento sócio-econômico das últimas quatro décadas.
Por outro lado, esta população demanda atenção e serviços específicos. No caso da saúde, busca-se qualidade de vida por meio da promoção da saúde e da prevenção de doenças de maior ocorrência nesta faixa etária.
Envelhecer é um processo que atinge o corpo todo. Cada órgão, independentemente, reduz aos poucos sua função e o corpo se torna senil. Envelhecer é um processo que começa com o nascimento e termina com a morte. Durante o período de crescimento, processos de construção dos tecidos sobrepõem-se às alterações degenerativas. Quando o corpo atinge a maturidade fisiológica, a mudança degenerativa se torna maior do que a taxa de regeneração celular, resultando em uma perda de células, que leva à diminuição da função orgânica.







Cartilha do Idoso


Cartilha do Idoso

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Apresentação
"A família, a sociedade e o Estado têm o dever de assegurar ao idoso todos os direitos da cidadania, garantindo sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade, bem-estar e o direito à vida" (Lei 8.842/94 - Política Nacional do Idoso, artigo 3º, inciso I)
A PRODIDE - Promotoria de Justiça de Defesa do Idoso e do Portador de Deficiência, órgão integrante do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, oferece ao público a presente Cartilha do Idoso que tem como objetivo divulgar os direitos da pessoa idosa e, sobretudo, ressaltar a responsabilidade do Poder Público, da família e da sociedade em geral no cumprimento das diretrizes da Política Nacional do Idoso, na esperança de alcançarmos sua eficácia.

Introdução
O progresso da medicina e o avanço tecnológico trouxeram para a sociedade moderna a possibilidade de maior expectativa de vida. Para o brasileiro, que há poucas décadas convivia com uma média de expectativa de vida de até 40 anos, o avanço da medicina alterou a realidade nacional, elevando essa média para 70 anos. Isso significa dizer que, associado ao fato de que o índice de natalidade brasileiro vem se reduzindo, a população brasileira está ficando mais velha.
Os idosos já representam cerca de 9% de nossa população. No Distrito Federal representam 5% da população, ou seja, mais de 100 mil pessoas. A tendência é que, em futuro próximo, o número de idosos seja equivalente ao de jovens. Diante dessa realidade, governo, sociedade e família precisam promover uma ampla conscientização e priorizar a instalação de políticas de reeducação social em relação à pessoa idosa. É fundamental que se criem mecanismos para uma saudável convivência com a velhice, garantindo a dignidade como um bem legitimamente reconhecido a qualquer ser humano e o respeito aos seus direitos não como algo próprio de minoria a ser protegida, mas como verdadeira regra de convívio de gerações.
Na implementação dessa política, dentre as atribuições vinculadas ao Estado, o Ministério Público possui a missão constitucional de garantir os direitos da pessoa idosa. O Ministério Público criou a PRODIDE Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos do Idoso e Portadores de Deficiência, com o propósito de cuidar dos direitos coletivos e individuais indisponíveis da pessoa idosa.
Daí a iniciativa desta cartilha destinada a divulgar as leis direcionadas aos idosos e mostrar o papel de cada um agente - governo, sociedade, família e o próprio idoso - na efetivação das garantias previstas na legislação, especialmente na Lei n° 8.842, de 1994, que instituiu a Política Nacional do Idoso.

Doença de Alzheimer

Doença de Alzheimer

1.   Doença de Alzheimer - Dúvidas Freqüentes

1.1.         O que é doença de Alzheimer?
A doença de Alzheimer é a mais freqüente forma de demência entre idosos. É caracterizada por um progressivo e irreversível declínio em certas funções intelectuais: memória, orientação no tempo e no espaço, pensamento abstrato, aprendizado, incapacidade de realizar cálculos simples, distúrbios da linguagem, da comunicação e da capacidade de realizar as tarefas cotidianas. Outros sintomas incluem, mudança da personalidade e da capacidade de julgamento.
Erroneamente conhecida pela população como “esclerose” ou como o “velhinho gagá” não está relacionada com problemas circulatórios.

1.2.         O que é demência?
Demência é um grupo de sintomas caracterizado por um declínio progressivo das funções intelectuais, severo o bastante para interferir com as atividades sociais e do cotidiano. A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência. A segunda causa mais freqüente de demência é a demência por múltiplos infartos cerebrais, uma série de pequenos derrames. A demência pode ocorrer também a partir de outras doenças do sistema nervoso como a doença de Parkinson e a Aids.
O que é Demência Senil?
Demência Senil é um termo ultrapassado que foi usado para definir demências que ocorriam em idosos.
Quantas pessoas sofrem de doença de Alzheimer?
Estima-se no Brasil 1 milhão e 200 mil pessoas.
A proporção de pessoas com a doença dobra a cada 5 anos a partir dos 65 anos de idade.
Qual é a idade da maioria das pessoas com doença de Alzheimer?
Na maioria das pessoas os sintomas iniciam depois dos 60 anos de idade.
Cerca de 3% das pessoas com idade entre 65 e 74 anos tem a doença mas quase a metade das que tem 85 ou mais são acometidas. Normalmente o diagnóstico é feito pelo menos um ano depois dos primeiros sintomas que costumam ser leves e confundidos como normais no envelhecimento.

Prevenção e Manejo de Quedas no Idoso


Prevenção e Manejo de Quedas no Idoso

Introdução

Queda é um evento freqüente e limitante, sendo considerado um marcador de fragilidade, morte, institucionalização e de declínio na saúde de idosos (8,18,39).
O risco de cair aumenta significativamente com o avançar da idade, o que coloca esta síndrome geriátrica como um dos grandes problemas de saúde pública devido ao aumento expressivo do número de idosos na população e à sua maior longevidade, competindo por recursos já escassos e aumentando a demanda por cuidados de longa duração.
Diversos fatores de risco e múltiplas causas interagem como agentes determinantes e predisponentes, tanto para quedas acidentais quanto para quedas recorrentes, impondo aos profissionais de saúde, especialmente ao médico o grande desafio de identificar os possíveis fatores de risco modificáveis e tratar os fatores etiológicos e comorbidades presentes (35,45,51).
As intervenções mais eficazes baseiam-se na identificação precoce dos idosos com maior chance de sofrerem quedas e particularmente, aqueles que além do risco de queda apresentem também um risco aumentado de sofrem lesões graves decorrentes da mesma (13,23,50).
Geralmente, idosos tendem a sub-relatar quedas. Além disso, creditam à idade seus problemas de equilíbrio e marcha, fazendo com que com que estas dificuldades de mobilidade não sejam detectadas, até que uma queda com uma conseqüência grave ocorra.
Evitar o evento de queda é considerado hoje uma conduta de boa prática geriátrico-gerontológica, tanto em hospitais quanto em instituições de longa permanência, sendo considerado um dos indicadores de qualidade de serviços para idosos. Além disso, constitui-se em política pública indispensável, não só porque afeta de maneira desastrosa a vida dos idosos e de suas famílias, como também drena montantes expressivos de recursos econômicos no tratamento de suas conseqüências, como a fratura de quadril (19,42,45).

Cenário do problema
Cerca de 30% a 60% dos idosos caem ao menos uma vez ao ano e cerca da metade cai de forma recorrente, variando de acordo com a precisão do monitoramento realizado pelo estudo (39,44).
No Brasil cerca de 29% dos idosos caem ao menos uma vez ao ano e 13% caem de forma recorrente, sendo que somente 52% dos idosos não relataram nenhum evento de queda durante um seguimento de dois anos (39).
A incidência de quedas em idosos residentes na comunidade varia de 0,2 a 1,6 quedas/por pessoa/por ano, com uma média de aproximadamente 0,7 quedas por ano. Em idosos hospitalizados a média é de 1,4 quedas/por leito/por ano, variando de 0,5 a 2,7 quedas e em idosos institucionalizados a prevalência é consideravelmente maior chegando até 75%, com uma incidência de 0,2 a 3,6 quedas/por leito/por ano devido a maior vulnerabilidade desta população e a maior acurácia nas notificações dos eventos   (44).
Os acidentes são a quinta causa de morte entre os idosos e as quedas são responsáveis por dois terços destas mortes acidentais. Aproximadamente 75% das mortes decorrentes de quedas nos Estados Unidos ocorrem em 14% da população acima de 65 anos de idade, e o índice de mortalidade aumenta dramaticamente após os 70 anos, principalmente em homens.  (8,44,45).
A maior suscetibilidade dos idosos a sofrerem lesões decorrentes de uma queda se deve a alta prevalência de comorbidades presentes nesta população, associado ao declínio funcional decorrente do processo de envelhecimento, como o aumento do tempo reação e diminuição da eficácia das estratégias motoras do equilíbrio corporal, fazendo de uma queda leve um evento potencialmente perigoso.   
Dos que caem a cada ano, entre 5% a 10% dos idosos residentes na comunidade tem como conseqüência lesões severas como fratura, traumatismo craniano e lacerações sérias, que reduzem sua mobilidade e independência, aumentando as chances de morte prematura. Cerca de metade dos idosos hospitalizados por fratura de quadril não recuperam a mobilidade prévia ao evento. (1,8).

Medicamentos e Envelhecimento

Medicamentos e Envelhecimento

Medicamentos e Envelhecimento

Com o envelhecimento, aumenta a probabilidade de ocorrência de doenças crônicas; por isso, as pessoas idosas em geral tomam mais medicamento que os adultos jovens. Em média, uma pessoa idosa toma quatro ou cinco medicamentos de receita obrigatória e dois de venda livre. Os idosos são duas vezes mais suscetíveis a reações medicamentosas adversas que os adultos jovens. Também a probabilidade de reações adversas serem mais severas é maior para os idosos.
À medida que as pessoas vão envelhecendo, a quantidade de água no organismo diminui. Como muitas drogas se dissolvem na água e há menos água disponível para sua dissolução, essas drogas atingem níveis mais elevados de concentração nas pessoas idosas. Além disso, os rins tornam-se menos capazes de excretar as drogas na urina, e o fígado, menos capaz de metabolizar muitas delas. Por essas razões, muitos medicamentos tendem a permanecer no corpo das pessoas idosas durante um tempo muito maior do que ocorreria no organismo de uma pessoa mais jovem.
Em decorrência disso, os médicos devem prescrever doses menores de muitos medicamentos para pacientes idosos ou um menor número de doses diárias. O organismo do idoso também é mais sensível aos efeitos de muitos medicamentos. Por exemplo, as pessoas idosas tendem a ficar mais sonolentas e apresentam maior possibilidade de ficar confusas ao tomar drogas ansiolíticas ou indutores do sono.
Medicamentos que baixam a pressão arterial por meio do relaxamento das artérias e de redução da tensão sobre o coração tendem a baixar a pressão de forma muito mais acentuada nos idosos que nas pessoas jovens. Cérebro, olhos, coração, vasos sangüíneos, bexiga e intestinos tornam-se consideravelmente mais sensíveis aos efeitos colaterais anticolinérgicos de alguns medicamentos de uso freqüente. As drogas com efeitos anticolinérgicos bloqueiam a ação normal da parte do sistema nervoso, denominada sistema nervoso colinérgico.
Certos medicamentos tendem a causar reações adversas com mais freqüência e intensidade nos idosos, devendo por isso ser evitados. Em quase todos os casos, existem substitutos mais seguros à disposição. Pode ser arriscado não seguir as orientações do médico em relação ao uso de medicamentos. No entanto, a não adesão às orientações clínicas não é mais comum entre idosos do que entre pessoas mais jovens. Não tomar um remédio, ou tomá-lo em doses erradas, pode causar problemas; por exemplo, provocando o surgimento de outra doença ou levando o médico a mudar o tratamento por acreditar que o remédio não funcionou. Uma pessoa idosa que não deseja seguir as orientações clínicas deve discutir a situação com seu médico em vez de agir sozinha.

Incontinência Urinária


A incontinência urinária é a perda incontrolável de urina.

A incontinência urinária pode ocorrer e ocorre em qualquer idade, mas as suas causas tendem a ser diferentes entre as faixas etárias. A incidência global da incontinência urinária aumenta progressivamente com a idade.

Aproximadamente um em cada três indivíduos idosos apresenta algum problema com o controle da bexiga. As mulheres apresentam o dobro de probabilidade que os homens de serem afetadas. Mais de 50% dos residentes de asilos de velhos apresentam incontinência. A incontinência urinária pode ser um motivo de internação de indivíduos idosos e contribui para o desenvolvimento de úlceras de decúbito, de infecções vesicais e da depressão. A incontinência urinária também produz situações embaraçosas e é frustrante.

Os rins produzem urina constantemente, a qual flui através de dois longos tubos (os ureteres) até a bexiga, onde ela é armazenada. A parte mais baixa da bexiga (o colo) está circundada por um músculo (o esfíncter urinário) que permanece contraído para manter fechado o canal que leva a urina para fora do corpo (a uretra), de modo que a urina fica retida no interior da bexiga até que ela encha. Quando a bexiga enche, estímulos são transmitidos ao longo de certos nervos que ligam a bexiga à medula espinhal e, em seguida, são enviados ao cérebro e o indivíduo toma consciência da necessidade de urinar. Ele pode então, de modo consciente e voluntário, decidir se irá urinar ou não. Quando a decisão tomada é a de urinar, o músculo do esfíncter relaxa, permitindo que a urina flua através da uretra ao mesmo tempo em que os músculos da bexiga contraem para empurrar a urina para fora. Esta força de expulsão pode ser aumentada com a contração dos músculos da parede abdominal e do assoalho pélvico para aumentar a pressão sobre a bexiga.

O processo completo de retenção e liberação da urina (micção) é complexo e a capacidade de controlar a micção pode ser comprometida em diferentes etapas do processo devido a várias anormalidades. O resultado dessas anormalidades é a incontinência urinária (perda de controle).

Os tipos de incontinência urinária são classificados de acordo com o modo e o momento do início da incontinência: incontinência recente e repentina e incontinência de início gradual e persistente. A incontinência urinária de início súbito freqüentemente indica um problema de bexiga. A cistite (infecção da bexiga) é a causa mais comum. Outras causas incluem os efeitos colaterais de medicamentos, os distúrbios que afetam a mobilidade ou causam confusão mental, o consumo excessivo de bebidas que contêm cafeína ou de álcool e as condições que irritam a bexiga ou a uretra (p.ex., vaginite atrófica, constipação grave). A incontinência urinária persistente (crônica) pode ser decorrente de alterações cerebrais, alterações vesicais ou uretrais ou problemas dos nervos que inervam a bexiga. Essas alterações são particularmente comuns em idosos e mulheres na pós-menopausa.

O cuidador de idosos



O treinamento de pessoas para o cuidado faz-se necessário, face à situação de desamparo em que se encontram os idosos, no sentido de facilitar o atendimento imediato às suas necessidades básicas quando doentes fragilizados.
Tendo em vista o aumento progressivo da população idosa, o resgate do papel dos "cuidadores" é uma questão a ser pensada. Entretanto, em razão da complexidade cada vez maior na organização das sociedades, enfatiza-se a necessidade de preparo e aprendizado específicos para exercer o papel de "cuidador".
Para cuidar de idosos, espera-se que haja alguém capaz de desenvolver ações de ajuda naquilo que estes não podem mais fazer por si só; essa pessoa assume a responsabilidade de dar apoio e ajuda para satisfazer às suas necessidades, visando a melhoria da condição de vida.
Não se pode esquecer que, em muitas situações, o "cuidador" nem sempre é um ente da família, e que introduzir pessoas externas ao contexto familiar implica em reconhecer valores de respeito e discrição, para não interferir na dinâmica familiar.
 
1.1. Princípios orientadores
O preparo de cuidadores exige a definição de uma base conceitual norte adora dos valores e princípios filosóficos, que podem ser reconhecidos pelos pressupostos de Gonçalves e col (1997):
1. O cuidado humano ou "cuidar de si" representa a essência do viver humano; assim, exercer o autocuidado é uma condição humana. E ainda "cuidar do outro" sempre representa uma condição temporária e circunstancial, na medida em que o "outro" está impossibilitado de se cuidar .
2. O "cuidador" é uma pessoa, envolvida no processo de "cuidar do outro" - o idoso, com quem vivência uma experiência contínua de aprendizagem e que resulta na descoberta de potencialidades mútuas: É nesta relação íntima e humana que se revelam potenciais, muitas vezes encobertos, do idoso e do cuidador. O idoso se sentirá capaz de se cuidar e reconhecerá suas reais capacidades;
3. O cuidador é um ser humano de qualidades especiais, expressas pelo forte traço de amor à humanidade, de solidariedade e de doação. Costuma doar-se ou voluntariar-se para as áreas de sua vocação ou inclinação. Seus préstimos têm sempre um cunho de ajuda e apoio humanos, com relações afetivas e compromissos positivos.
Funções - Ajudar nas atividades da vida diária; administrar medicamentos por via oral prescritos pelo especialista; auxiliar na deambulação e mobilidade; cuidados com a organização do ambiente protetor e seguro, acesso a dispositivos de ajuda ( equipamentos ) para a atenção ao idoso; propiciar conforto físico e psíquico; estimular o relacionamento e contato com a realidade e levar o idoso a participar de atividades recreativas e sociais. Conferir sinais vitais, reconhecer sinais de alterações (alerta) e prestar socorro em situações de urgência (os primeiros).

PLANTAS, PROPRIEDADES E INDICAÇÕES

  PLANTAS, PROPRIEDADES E INDICAÇÕES

Esta primeira tabela é objetiva e se apresenta de forma a dar informações gerais sobre a planta de onde é extraído o óleo e suas propriedades. Cabe ao terapeuta adequá-la à aplicação que achar conveniente para o seu cliente, seja em forma de inalação, compressas, massagens, pomadas, etc.
Não serão indicadas todas as plantas, mas as principais e em bom número para um curso introdutório.

Alecrim
Fam: Labiadas (Rosmarinus Officinalis) sin: R.coranarium
Planta nativa do mediterrâneo, porém cultivada em várias partes do mundo. A maioria é produzida em Marrocos, França e Espanha. Seu nome científico significa em latim "orvalho do mar". Terapeuticamente tem sido usado por centenas de anos pelas suas propriedades anti-sépticas e revigorantes. Possui um aroma levemente canforado, excitante e pungente.
Propriedades: Analgésico, adstringente, anti-reumático, anti-séptico, cicatrizante, citofilático, tônico, estimulante, diurético, emenagogo, hipertensivo, rubefaciente, descongestionante.
Indicações:
Terapêutica: artrite, fraqueza geral, dor muscular, excessos cometidos por comida, enxaqueca.
Emocional: Para cansaço mental, estimular a memória e avivar a mente.
Estético: acne, dermatite, eczema, pele envelhecida, rugas, caspa, queda de cabelos, cabelos oleosos, celulite. Atua melhorando a circulação, reduzindo a congestão linfática e diminuindo a retenção de líquidos.
Precauções: Não usar durante a gravidez, quem sofre de epilepsia e hipertensão. Em caso de peles sensíveis usar em baixa concentração.

Benjoim
Fam:Styracaceae (Styrax benzoin)
Uma goma perfumada, que no Oriente, foi usado como incenso e remédio, mas no Ocidente sua principal forma de aplicação é como fixador, que se adiciona aos perfumes feitos de essências naturais voláteis para que o aroma não se dissipe quando em contato com o ar. Nos antigos herbários era tratada com "benjamim em goma". Possui um aroma doce, semelhante ao da baunilha.
Propriedades: Anti-séptico, adstringente, carminativo, cicatrizante, citofilático, expectorante, diurético, desodorante, sedativo e vulnerário.
Indicações
Terapêutica: auxiliar de problemas respiratórios, tônicos para os pulmões.
Emocional: Esgotamento emocional, agitação e tristeza.
Estético: dermatite, eczema, pele seca ou rachada.

O Repertório Aromático

O Repertório Aromático

Quando se inicia um estudo para a prática da Aromaterapia é bastante recomendável que se defina um repertório de óleos essenciais que, embora abrangente na sua aplicação, não seja muito extenso em número de espécies vegetais utilizadas. E assim é, para que se possa introduzir-se no conhecimento mais efetivo de cada um, sua manipulação, seus componentes ativos, seu esquema característico e as sutilezas de sua bioenergética.
Esse conhecimento só é viável se houver um estudo mais concentrado e uma observação dirigida, o que se pode realizar quando há dedicação voltada para um número mais reduzido de espécies, evitando a dispersão, que é uma tendência natural, principalmente pelo fascínio que esse conhecimento desperta.
Quando, no entanto, só há um interesse mais genérico, pode-se fazer uso da já extensa bibliografia disponível com centenas de espécies e suas respectivas aplicações.
Sugere-se, portanto, que se faça uso de um repertório de óleos essenciais definido de maneira a familiarizar o pesquisador com as diversas possibilidades de sua aplicação e as várias formas de seu preparo e sua utilização, até que já se tenha efetivamente assimilado esse conhecimento na prática.
O repertório é um rol de plantas e seus respectivos óleos essenciais que se vão eleger para serem estudados, pesquisados e realmente conhecidos. É uma lista de algumas poucas espécies das quais se terá um profundo conhecimento de suas características botânicas, farmacológicas e tipológicas.
Sugere-se que sejam escolhidos 3 a 5 óleos essenciais para que se possa desenvolver um trabalho de resultado consistente. Quando já houver intimidade suficiente com as espécies trabalhadas e aqueles aspectos referidos anteriormente já estiverem bem dominados, parte-se para um novo conjunto de espécies, as quais virão não só ampliar o repertório existente mas, principalmente, complementá-lo.
Deve-se observar, sempre que possível, a existência de alguma sensação de simpatia, ou interesse, ou qualquer outro aspecto demonstrativo de afinidade entre o pesquisador e a espécie estudada. Onde há vínculo, pode haver maior profundidade.
Pode-se eleger entre aquelas das quais já se tem algum conhecimento, com a qual já se trabalhou alguma vez ou que se tem informação disponível de modo suficiente para um bom começo.
A seguir é oferecido um repertório básico inicial para referência, onde estão relacionados 10 óleos essenciais, as espécies de onde são extraídos, suas características, princípios ativos, suas respectivas aplicações e observações pertinentes.

Precauções a Serem Tomadas com os Óleos

Precauções a Serem Tomadas

Em todas as aplicações de óleos essenciais devem ser muito bem observadas todas as considerações mostradas a seguir.
Apresento um item importante e bem completo sobre precauções que devem ser tomadas na utilização dos óleos essenciais.
Entre as reações a óleos essenciais existentes contamos com as seguintes:

Fototoxidade
Reação da pele a determinados compostos como as furanocumarinas que podem causar queimaduras de pele, manchas escuras e até câncer. Dentre os óleos que possuem estes compostos podemos citar os cítricos como o limão, bergamota, lima, grapefruit e laranja, tagetes, cominho, verbena, raiz de angélica, arruda e opopanax.
Ao passar o óleo de bergamota puro sobre a pele e deixá-la exposta aos raios ultravioleta do sol, é possível ver-se o surgimento de manchas no local, atestando sua fototoxidade. O princípio ativo aqui, no caso da bergamota, é o bergapteno. Já existem óleos livres de furanocumarinas como a bergamota e que não causam estas reações. No caso de tais reações ocorrerem, recomendamos passar sobre o local, em caso de manchas, óleo de hortelã pimenta, pois acelera o processo de recuperação da cor da pele no local. Nos casos de queimaduras e ardência, recomenda-se o uso da lavanda, ho wood, ou do pau rosa.
Contanto, apesar de tais reações serem possíveis de ocorrer, não há motivos para se preocupar se após uma massagem com esses óleos o cliente ao sair da sala se expor aos raios solares na rua, isto por tais óleos não serem empregados puros sobre a pele e sim diluídos e pelo fato da roupa servir de proteção contra os raios solares na área.

Irritação e reações alérgicas
Reações alérgicas e irritações são possíveis de ocorrer e variarão de acordo com o indivíduo e com os compostos presentes no óleo. No momento podemos dizer que em geral compostos como os aldeídos tendem a ser todos causadores de irritação e queimadura sobre a pele, um exemplo seria o aldeído cinâmico presente na casca da canela.
Em caso de queimaduras, podem-se empregar os óleos de lavanda, ho wood ou pau rosa puros sobre o local (em caso de pequenas áreas) ou diluídos em óleo carreador a 10 - 50%. Acrescentar-se uns 5% de wintergreen à mistura também contribui para abrandar a sensação de ardência, assim como utilizar camomila alemã ou romana e pequenas gotas de Hortelã pimenta.

Envenenamentos
Envenenamentos são raros de acontecer, mas existem casos registrados com os óleos de eucalipto, cânfora, poejo (pennyroyal), wintergreen, noz moscada, entre outros. Como os vidros de óleos essenciais costumam ser vendidos com gotejador, isto acaba diminuindo os problemas de intoxicação por crianças pois o volume ingerido de uma vez vem a ser pequeno. Mas ainda assim é importante atenção pois óleos com alta toxidade, podem ocasionar com pequenas doses sérios danos à saúde e levar até à morte como é o caso do óleo de erva-de-santa-maria que com apenas 2 conta-gotas pode matar uma criança de três anos de idade.
Em caso de intoxicação por ingestão recomenda-se tomar bastante água, suco de frutas não cítricas como o mamão, leite e conforme a quantidade ingerida procurar um médico. Intoxicações por inalação são menos freqüentes e normalmente ocorrem mais em fábricas e destilarias de óleos, as recomendações são de retirar a pessoa levando-a para local ventilado e procurar rapidamente ajuda médica.

Aplicação Fitoterápica dos Óleos Essenciais

Aplicação Fitoterápica dos Óleos Essenciais

“Em todas as nossas investigações da natureza, devemos observar que quantidades ou doses do corpo são necessárias para um dado efeito, e devemos nos precaver de superestimá-las ou de subestimá-las.” (Francis Bacon)
O fato dos óleos essenciais existirem em concentrações muito elevadas exige que as orientações fornecidas e os cuidados a observar devam ser seguidos exatamente como demonstrado logo adiante.
Existem inúmeras formas de aplicação nas quais os óleos essenciais podem ser utilizados: em massagens (diluídos em óleo vegetal), compressas, banhos, pedilúvios, nebulizações, difusões, inalação direta, ingestão oral, entre outras.
A forma mais adequada será sempre circunstancial, quer dizer, em cada situação pode-se identificar qual a melhor aplicação a ser feita para aquele cliente específico considerando-se suas características e suas necessidades.
Recomenda-se, sempre que possível, a utilização dos óleos essenciais como coadjuvante, integrada a um tratamento fitoterápico porventura previsto. Pode-se obter respostas mais intensas e mais seguras agindo dessa forma.
As diversas aplicações serão discutidas a seguir:
· massagem aromática
· difusão
· nebulização
· inalação direta
· banho aromático
· pedilúvio aromático
· compressa aromática
· ingestão oral

MASSAGEM AROMÁTICA
Desde os tempos mais antigos, a massagem com óleos aromáticos já era utilizada como arte curativa. É o tratamento clássico da Aromaterapia, geralmente suave e relaxante, diferente da massagem sueca tradicional.
A massagem aromática combina as vantagens da massagem terapêutica com a eficiência do uso dos óleos essenciais. Faz-se uso de massagens com óleos essenciais quando se pretende redução do estresse, relaxamento muscular, estímulo à circulação, tratamentos depurativos, analgesia local, etc.
Quando se utiliza um óleo essencial em massagem, é recomendável usar no ambiente um difusor com o mesmo óleo. Assim, sua ação sistêmica é reforçada pelo aroma inalado do ambiente.
Os óleos essenciais são completamente absorvidos entre 1 e 2 horas após a massagem, penetrando fundo nos tecidos, ampliando os efeitos da massagem propriamente dita.
A massagem terapêutica com óleos essenciais estimula a circulação sangüínea, e assim incrementa o suprimento de oxigênio e nutrientes às células; estimula intensamente o sistema linfático; e ativa a seção límbica do cérebro (o centro emocional). Além disso, é uma efetiva forma de reduzir o estresse e as tensões. Como diz Shirley Price: “Onde o estresse e a depressão são a maior causa dos desequilíbrios da saúde, uma completa massagem aromática é o melhor tratamento terapêutico complementar disponível”.
No entanto, como é uma relação direta entre o terapeuta e o cliente, só deve ser conduzida se o agente se encontrar com o espírito aberto, receptivo e compreensivo, para identificar tensões, pontos doloridos, pontos sensíveis, áreas congestionadas, etc. A massagem, dessa forma, age física, mental e emocionalmente sobre o cliente.
Deve-se observar ainda que, durante a massagem aromática, a volatilização do óleo essencial empregado permite uma absorção pela mucosa das vias respiratórias, intensificando o efeito esperado.
As massagens utilizam-se de óleos essenciais diluídos em outros óleos catalisadores (também chamados de carreadores ou óleos base), na proporção média entre 1,5 a 3,0 %.
São comuns, para esses fins, os óleos de extração a frio, como o de semente de uva, de amêndoa e de jojoba, entre outros, como veículos para a essência.
· Óleo de Jojoba: como o óleo de jojoba tem uma natureza de cera (sua estrutura química lembra a das substâncias sebáceas secretadas pela própria pele humana), sua vida útil é muito mais longa que os demais. Além disso, ele ajuda a dissolver as deposições sebáceas que fecham os poros.

Ação dos Óleos Essenciais

Ação dos Óleos Essenciais

Embora o termo aroma seja exclusivo para a fragrância, os óleos essenciais também apresentam propriedades farmacológicas tais que lhes permitem penetrar através da pele e atuar na corrente sangüínea. A menor molécula aromática já faz dela um agente terapêutico capaz de agir sobre o organismo humano.
Uma das ações mais marcantes dos óleos essenciais sobre o organismo humano, através da Aromaterapia, se dá sobre o sistema linfático, com a prática da massagem aromática, que é de eficácia imediata. O sistema linfático é um segundo sistema circulatório, responsável pela drenagem do excesso de fluido das células e dos tecidos, pela absorção dos nutrientes lipossolúveis (solúveis em gorduras) e pelo controle de infecções no organismo. E o efeito da massagem aromática se faz sentir sobre estas três áreas.
Por outro lado, de modo geral, a Aromaterapia tem sido utilizada com sucesso em infecções bacterianas e deficiências imunológicas, da mesma forma como atua eficazmente através do sistema nervoso central.
No entanto, a ação mais sutil e mais profunda da aplicação dos óleos essenciais no organismo é a que se faz sentir mesmo através da mente humana, pelo sentido do olfato. As moléculas de óleo essencial contidas no ar aspirado, passando pelas vias respiratórias, estimulam os nervos olfativos. Estes nervos olfativos estão ligados diretamente ao sistema límbico do cérebro, responsável por regular a atividade sensorial e motora e pelos impulsos de sexo, de fome e de sede.
Pesquisas recentes têm comprovado que os diversos cheiros que percebemos tem um impacto direto sobre aquilo que sentimos. Acredita-se que os vários aromas dos óleos essenciais ativam os transceptores neuroquímicos do cérebro como a serotonina e as endorfinas, que fazem a comunicação do cérebro com o sistema nervoso e outros sistemas do corpo.
Por exemplo, o aroma de um óleo essencial calmante provocaria a liberação de serotonina, enquanto um óleo estimulante induziria à liberação de noradrenalina. Estudos recentes têm demonstrado os efeitos dos óleos essenciais sobre as ondas cerebrais. Um ritmo exibindo calma foi produzido quando um óleo conhecido por sua ação sedativa foi inalado, e um aroma estimulante provocou uma resposta de alerta.
Assim, o óleo essencial de lavanda é utilizado, pelo seu aroma, para relaxamento; sabe-se hoje que esse aroma incrementa as ondas alfa na região de trás da cabeça, região associada ao relaxamento.
Resumindo, pode-se afirmar que os óleos essenciais têm sua ação viabilizada em quatro frentes:

· pela inalação (vias respiratórias / sistema límbico)
· pela absorção (pele / correntes sangüínea e linfática)
· pela aplicação tópica (pele / superfície local)
· pela ingestão oral (uso interno)

O Sentido do Olfato
É interessante observar bem o aspecto de fragrância da Aromaterapia e, sobretudo, como os aromas agem sobre o cérebro humano, comandando emoções, a partir do olfato.
Dá-se o nome de anosmia à perda da capacidade olfativa, quando então não se percebe os diferentes cheiros ou aromas.
O olfato está diretamente relacionado com as áreas do subconsciente e, tornar esse mundo acessível, significa abrir-se a uma infinidade de conhecimento e sabedoria.
Talvez o aspecto mais importante na osmologia – o estudo da olfação – seja exatamente esta estreita ligação entre o cérebro e o nariz humanos. Fisicamente, trata-se apenas da distância de alguns centímetros separando um do outro. Fisiologicamente, a conexão é direta e as respostas imediatas: deve ser notado que as mensagens olfativas não passam pela medula espinhal, como a maioria das mensagens do corpo que vão para o cérebro, mas aquelas vão diretamente a uma específica região cerebral.

ANATOMIA DO OLFATO
As principais estruturas que envolvem a olfação, na ordem em que os processos ocorrem podem ser assim resumidas:
· cavidades nasais: constituem os espaços por onde circula o ar desde o exterior até o contato mais íntimo com a mucosa;
· mucosa do epitélio olfativo: é o tecido que recobre a parte interna das cavidades nasais e onde as partículas aromáticas se dissolvem;
· cílios olfativos: micro-estruturas que aumentam a área de contato das moléculas aromáticas com os nervos olfativos;
· nervos olfativos: conjunto de células nervosas que transmitem a informação olfativa para o cérebro;
· bulbos olfativos: estruturas através das quais os nervos olfativos se conectam ao cérebro;
· sistema límbico cerebral: setor do cérebro responsável pelas emoções e pelo instinto; é uma das partes mais primitivas do cérebro.

Quando o óleo essencial se evapora, suas moléculas ficam dispersas, suspensas no ar. Ao ser aspirado pelo nariz, esse ar é aquecido e algumas daquelas moléculas são então dissolvidas na mucosa que cobre o epitélio olfativo, nas porções mais internas da cavidade nasal. Uma parte das moléculas dispersas no ar inspirado segue para os pulmões, enquanto outra retorna ao exterior pelo ar expirado.
Milhões de terminais olfativos, na forma de minúsculos cílios, transmitem a informação a um dos dois principais nervos olfativos. Esta informação segue através do nervo para o bulbo olfativo que a retransmite para a região límbica do cérebro.
Conforme observou Marcel Lavabre, o sentido do olfato é a tal ponto apurado que é capaz de detectar uma parte em dez trilhões de partes de material olfativo, isto é, de partículas fragrantes.
É de se ressaltar, no entanto, que o homem não desenvolveu um vocabulário apropriado para diferenciar as várias centenas de odores diferentes que se pode perceber.
Além disso, como os nervos olfativos terminam em uma região onde a linguagem é a utilização de imagens e associações, não é possível o exercício do mesmo tipo de lógica empregada pelos centros do intelecto.

Métodos de Obtenção de óleos fitoterapicos

Métodos de Obtenção

Todas as partes das plantas podem ser utilizadas para a extração dos óleos essenciais que contenham; no entanto, um órgão como, por exemplo, a flor, pode fornecer um óleo mais adequado para determinado fim que o óleo extraído das folhas da mesma planta, devido à diferença na sua composição.
O óleo essencial das diversas partes das plantas pode ser extraído por variados métodos, adequados cada um a um tipo de extração e de espécie vegetal utilizada.
Entretanto, a destilação é o método mais comum.
Cada método de extração tem suas vantagens e suas desvantagens, e as características e qualidades de cada óleo podem variar de acordo com o método utilizado.
De modo geral, todos os métodos de extração não são adequados para processamento doméstico, ainda que artesanal, porque as quantidades de material vegetal necessárias para uma produção, mesmo que pequena, são exageradas.
Os métodos de extração mais comuns são:
· enfleurage
· extração com solventes
· expressão a frio
· destilação

Quase todos os óleos disponíveis no mercado são obtidos pelo processo de destilação e, por isso, este sistema de extração será considerado neste estudo com mais detalhes.

Óleos Naturais e Óleos Sintéticos

Óleos Naturais e Óleos Sintéticos

Além dos óleos voláteis obtidos de plantas (fitogênicos), produtos sintéticos são encontrados no mercado. Esses óleos sintéticos podem ser imitações dos naturais ou composições de fantasia e costumam ser muitas vezes denominados de "essências". Para uso farmacêutico, somente os naturais são permitidos pelas farmacopéias, e no emprego, dentro da Aromaterapia, jamais devemos fazer uso de criações sintéticas. Exceções são aqueles óleos que contêm somente uma substância, como o óleo volátil de baunilha (que contém vanilina). Nesses casos, algumas farmacopéias permitem também os equivalentes sintéticos e sua ação limita-se puramente à sua química.
Porém, há drásticas diferenças entre um produto natural e um sintético, e que creio ser necessário apresentá-las aqui:
- Podemos dizer que não existe recriação humana que consiga reproduzir com plena perfeição o aroma de um óleo natural. Em sua maior totalidade, existe uma diferença marcante na composição química dos óleos naturais e dos sintéticos, o que impede seu emprego quando se tratar de doenças físicas, pois o uso, como o de ingerir, pode além de não resolver o problema, ocasionar sérias intoxicações.
- Existe uma diferença que impede seu emprego de forma psicológica e homeopática: o produto sintético não carrega consigo a energia da planta, portanto perde sua utilidade terapêutica dentro da Aromaterapia a nível psicoterapêutico, através de óleos essenciais, pois muitos dos efeitos energéticos dos óleos se dão não somente pelo seu aroma, mas também pela freqüência energética e memória que eles carregam. Hoje um problema freqüente que surge, é um vasto número de pessoas aparecerem falando de alergias respiratórias causadas pelo emprego de óleos essenciais. Quando conversamos melhor com estas pessoas, acabamos descobrindo que têm empregado produtos sintéticos e não óleos essenciais naturais, e o fazem crendo que o produto que estão comprando é totalmente puro. Quando estas mesmas pessoas, que antes usavam essências sintéticas, passam a empregar óleos naturais, há uma diferença marcante em seus resultados e as alergias deixam de existir. Portanto é importante saber diferenciar o produto que você está comprando para ter garantia de seus benefícios, e não correr o risco de intoxicar seu cliente.
Devido à importância deste item vamos agora ver algumas formas de se distinguir um produto natural de um sintético, bem como um bom produto de um de má qualidade.
Primeiro passo é compreender e infelizmente ter de aceitar que no Brasil, cerca de 90 por cento dos óleos que estão no mercado não apresentam mais a sua composição original.

Os Óleos Essenciais

Os Óleos Essenciais

OS RAMOS DE ATUAÇÃO
Podemos dividir a Aromaterapia em três grandes ramos de atuação. São eles:
- Fisiológica - Onde se trabalha com as propriedades químicas dos óleos essenciais, aplicado-os para atuar como antiinflamatórias, antifúngicas, analgésicos, sedativos, etc. Normalmente é feito o uso dos óleos para tratar destes problemas através de massagens, banhos, compressas, inalação, sua ingestão e pelo uso de produtos que os contenha.
- Psicológica - Onde se trabalha, através da inalação dos aromas, a mente e emoções humanas. Este trabalho se dá a partir de sensações que são estimuladas pelos característicos aromas de cada óleo. Todas as formas de uso desencadeiam estas reações por acabarmos tendo contato com seus cheiros, porém a inalação exercem uma ação mais direta neste sentido. Este processo na verdade é interativo, pois estes aromas captados pelo cérebro, elaboram processo no sistema límbico, responsável pela regulação de vários processos emocionais.
- Energética - O efeito sobre a energia do nosso corpo e sua freqüência que acaba se alterando pela memória energética trazida pelo óleo da planta. Isso acaba afetando-nos mental, física e emocionalmente.

De certa forma acabamos por lidar com as três formas, pois uma maneira de atuação acaba por interferir na outra. O efeito psicológico do óleo essencial sobre a mente é marcante, causando liberações a nível emocional de traumas, somatizações, etc, assim como tratando uma série de desordens de personalidade como raiva, medos, apegos, fobias, etc. O tratamento fisiológico pode dar respostas rápidas, como acontece às vezes com casos de infecções e processos inflamatórios. O efeito energético é muito semelhante à ação psicoterápica, porém têm marcante repercussão fisiológica.

DESCRIÇÃO

Os óleos essenciais são o resultado da extração – geralmente por destilação – dos componentes voláteis das diversas partes da planta e da expressão do pericarpo de espécies cítricas. São relativamente fluidos, têm natureza extremamente volátil, possuem alguma coloração (em sua grande maioria), são insolúveis em água e relativamente solúveis em álcool. Embora recebam o nome de “óleo”, não têm exatamente a viscosidade e coloração tradicionais que o termo leva a pensar.
Aromaterapia 

MOVIMENTO E TRANSFORMAÇÃO: A VIDA NO VENTRE MATERNO


MOVIMENTO E TRANSFORMAÇÃO: A VIDA NO VENTRE MATERNO
Márcia Elizabeth Torresi *
Camila Barboza Pedrozo **
Ellen Fonseca ***
RESUMO: Durante muito tempo acreditou-se que a vida intra-uterina era uma etapa
responsável apenas pelo desenvolvimento físico da criança. O útero materno
representava um lugar isolado, no qual o bebê parecia estar inacessível aos estímulos
externos, protegido pelas camadas abdominais. Pensava-se que a criança, neste lugar,
permanecia em estado de plena satisfação e felicidade, desconectada dos pensamentos e
sentimentos da mãe. Contudo, a sensação vivenciada pela gestante de que existe uma
reciprocidade de sentimentos entre ela e o bebê, deixa de ser apenas uma impressão e
passa a ser um fato comprovado. A mulher grávida exerce sobre seu filho um papel
fundamental na constituição de sua personalidade antes do nascimento, influenciando-o
com seus pensamentos e sensações e, assim, tem a possibilidade de contribuir para o
desenvolvimento de um ser humano menos desprotegido e psiquicamente mais
saudável. Observou-se que “o feto pode ver, entender, tocar, degustar e mesmo, a um
nível muito primitivo, aprender in útero (quer dizer, dentro do útero, antes do
nascimento). Mais importante, ele é capaz de sentimentos menos elaborados que os
adultos, é lógico, mas bem reais” (VERNY, 1989, p. 3). O modo pelo qual o indivíduo
se relacionará com a vida depende, em grande parte, das sensações recebidas no útero.
A mãe é a principal responsável pela transmissão dessas sensações, a partir das quais se
forma sua personalidade. Transitamos pelas percepções de Federico Navarro, David
Boadella, Dr. Thomas Verny, além de estudos contemporâneos e conceitos pouco
conhecidos a respeito da vida intra-uterina. Nosso estudo tem por objetivo refletir sobre
a importância da relação mãe-bebê durante o período gestacional, a fim de promover o
deslocamento saudável e o bem estar da criança. Não pretendemos afirmar, com isso,
que este período pré-natal deve ser isento de dúvidas, inseguranças e ansiedades da mãe,

Mitos e verdades, muita gente se sente confusa com eles

Acabe com suas dúvidas, de uma vez.

Recém-nascido sente muito frio: muita gente pensa que o recém-nascido é superfriorento, quando na verdade, tem a mesma sensibilidade térmica que nós. Como grande parte das mães não sabe disso, coloca muitos agasalhos no bebê. Um erro.
Quanto menor o bebê, maior o risco de acúmulo excessivo de calor, por incapacidade de se livrar dele. Quando um bebê sua, é sinal que a coisa está feia, pois os bebês têm poucas glândulas sudoríparas. Aqueles que necessitam maiores cuidados são os prematuros porque ainda não possuem controle térmico.
Andar descalço resfria: há pais que vivem apavorados e não permitem que o filho ande descalço. Mas não é o pé nem o sapato que resfria, e apenas aqueles que não estão acostumados às temperaturas mais baixas reagem mal ao contato súbito com o frio.
O melhor é não impedir que seu filho ande descalço. Além de torná-lo menos vulnerável ao frio, o pé no chão vai lhe dar mais equilíbrio, sobretudo na fase em que está começando a andar. As crianças que andam descalças têm seu tônus muscular fortalecido.
Gelado faz mal à garganta: este é um tabu que passa perto da verdade. Mas não é o frio que faz mal à garganta.
As inflamações das amígdalas são causadas por algum germe que se instalou nesta região. Só que quando mucosa está irritada, tanto o líquido muito frio quanto o muito quente vão acentuar a irritação. Já quando a criança opera as amígdalas, há indicação de que tome sorvetes. Neste caso, ela teve um traumatismo na garganta e a dor é aliviada com o gelado. Com a garganta inflamada ou simplesmente dolorida, o melhor é tomar líquidos mornos ou na temperatura ambiente.
No dia-dia, entretanto, se a criança estiver bem de saúde, não há nenhum mal em ingerir bebidas geladas, desde que esteja acostumada a eles.
Comida e banho indigestão: há sempre uma história para contar sobre alguém que ficou doente, até morreu, depois de uma refeição seguida de um banho.
Esse tabu, dos mais antigos, também tem um fundo de verdade. Quando o estômago se enche, a circulação sangüínea fica mais lenta no cérebro. É por isso que após as refeições mais pesadas as pessoas sentem certa sonolência. Quando se agita demais nesse momento, pode surgir um distúrbio digestivo. Entretanto, não é o contato com a água que perturba a digestão e sim o esforço que um banho demanda. Em se tratando dos pequenos, que costumam fazer uma grande farra nessa hora, os riscos aumentam, mas só se tiverem comido demais.
Leite materno pode ser fraco: não existe leite materno fraco. Este tabu surgiu a partir do momento em que as mães passaram a ter a opção do leite em pó como substituto de seu próprio leite.
Elas experimentaram o leite de vaca em seus filhos e perceberam que estes levaram mais tempo para reclamar de fome.
Algumas acharam, por isso, que ele era mais forte. Engano: o leite de vaca é apenas mais gorduroso. Além disso, como este também leva açúcar e farinha, o estômago do bebê fica cheio por mais algumas horas.
O leite materno é mais leve, mais nutritivo, com a vantagem de imunizar os pequenos contra uma série de doenças. O que acontece é que a produção do leite é conseqüência direta do consumo: quanto mais o bebê suga, mais leite estará produzindo.
Chupeta faz ficar dentuça: infelizmente é verdade. Tanto à chupeta quanto o dedo exercem uma pressão na arcada dentária, forçando-a para fora.
Por outro lado, não se pode esquecer que a chupeta ajuda as crianças a suportarem melhor a ausência do peito da mãe, deixando-as mais calmas. Mais é importante seu uso não ultrapassar os seis meses.
Criança não tem dor de cabeça: dor de cabeça independe da idade. Mesmo os bebês novinhos podem sofrer desse mal como conseqüência de infecções virais, alergias, problemas digestivos ou febre.
Outra causa comum são deficiências visuais, que se manifestam principalmente quando a criança entra para a escola.
Comer à noite atrapalha o sono: o estômago funciona da mesma forma, não importa o horário. Não é o alimento que pode provocar indigestão e sim o fato de a pessoa estar ou não habituada a comer grandes quantidades à noite.
Estando acostumada, pode comer até feijoada. Cabe, porém ressaltar que a auto-sugestão tem um enorme poder sobre funcionamento do nosso corpo. Se a pessoa come com medo, corre o risco de passar mal mesmo. Portanto, se está sugestionada, melhor não arriscar.
Ar-condicionado piora a gripe: esse mito não é do tempo de nossas avós, e deve ter surgido porque os aparelhos de ar-condicionado não têm umidificador.
À medida que esfriam o ar, vão retirando toda a sua umidade. Por esse motivo, as mucosas ficam ressecadas e até irritadas. Se a pessoa já estiver com uma inflamação de garganta, por exemplo, o mal-estar tende a piorar com o uso do aparelho. Uma boa solução para umidificar o ambiente é colocar um vaporizador ou mesmo uma bacia com água no quarto com ar-condicionado.
Com gripe não pode ir à praia: não tem o menor fundamento a crença de que água fria cause resfriados. Pelo contrário: banhos de piscina bem cedo pela manhã são ótimos, inclusive para prevenir resfriados. Principalmente no caso de crianças alérgicas.
Quando seu filho estiver encatarrado, por causa de um resfriado que está acabando, o banho de mar ou piscina é saudável e funciona como uma boa fisioterapia respiratória, ajudando a eliminar as secreções. Deve-se apenas ter o cuidado de envolvê-lo na toalha ao sair de dentro da água para evitar que sinta frio. A única contra-indicação aos banhos fica por conta de crianças com problemas de ouvido.

Conceitos e Histórico da Aromaterapia


CONCEITUAÇÃO

Etimologicamente a palavra “aromaterapia” é composta de aroma, significando fragrância, e terapia, que quer dizer tratamento.
A Aromaterapia é o ramo da Fitoterapia que, através da aplicação de óleos essenciais extraídos das plantas, pretende promover a saúde e o bem-estar dos indivíduos. A ciência e a arte da Aromaterapia tem seus alicerces no princípio de que diferentes aromas acionam respostas específicas no cérebro, conduzindo a resultados próprios.
Os óleos essenciais são formas altamente concentradas de energia das plantas e, costuma-se dizer, constituem a sua alma, a sua força vital.
A Associação Americana de Aromaterapia refere-se aos óleos essenciais como “óleos voláteis, altamente concentrados, destilados de ervas aromáticas, flores e árvores, contendo propriedades semelhantes às dos hormônios e anti-sépticos naturais”.
O sentido do olfato – seu mecanismo de conexão entre o ar exterior e o cérebro – é um poderoso disparador do sistema nervoso central. Como toda pessoa já experimentou um dia, alguns aromas têm a capacidade de evocar sentimentos como a saudade, sensações como a náusea, e reações fisiológicas como a “água na boca”. E, geralmente, é assim mesmo: um aroma quase sempre provoca um efeito imediato.
Embora os óleos essenciais tenham aquela aplicação através de aromas específicos, também apresentam diversas outras numerosas e importantíssimas propriedades farmacológicas que os caracterizam como antibióticos, anti-sépticos, antivirais, etc. De modo geral, os óleos essenciais penetram no corpo por inalação, através das vias respiratórias, ou então por absorção, diretamente pela pele, atingindo a corrente sangüínea.
Da mesma forma, muitos dos óleos essenciais, pelas suas propriedades anti-sépticas e antiinflamatórias, podem e devem ser empregados em casos de queimaduras, feridas, picadas de insetos, etc. Outros, por sua ação antimicótica, são utilizados em infecções provocadas por fungos como o “pé-de-atleta” e outras.

BREVE HISTÓRICO DA AROMATERAPIA

Conforme é praticada atualmente, a Aromaterapia ressurgiu na Europa somente a partir de 1964, com a publicação da obra Aromatherápie, do Dr. Jean Valnet, mostrando-se, a partir de então, bastante evoluída, principalmente na França e na Inglaterra, entre outros países, onde é exercida por médicos, enfermeiros, terapeutas e demais profissionais da Saúde.
Em países como o Brasil e os Estados Unidos, a retomada desta prática é muito recente, datando de poucos anos atrás. O termo óleo essencial também é de criação muito recente.
No entanto, a ciência da utilização dos óleos essenciais vem de milhares de anos atrás, antes dos tempos do Egito Antigo. Na verdade, a Índia desde há 6.000 mil anos mantém a prática da Aromaterapia sem interrupção até os dias de hoje, e a China, onde deve ter surgido, há mais tempo ainda.
Muito da história do emprego dos aromas pelo homem antigo parece estar envolvido em mistérios.
Pesquisas antropológicas e paleontológicas, no entanto, identificam as primeiras práticas com a queima de gomas e resinas vegetais como incenso.
Acredita-se também que, eventualmente, plantas aromáticas foram misturadas a gorduras e óleos vegetais que eram passados sobre o corpo, fosse para cerimônias rituais ou pelo simples prazer de desfrutar dos respectivos aromas. Segundo Kathi Keville e Mindy Green, “entre os anos 7.000 e 4.000 a.C., gorduras e óleos de sândalo e de oliva devem ter sido combinados com plantas aromáticas, produzindo assim a primeira pomada neolítica”.
Inúmeras pesquisas arqueológicas conduzidas na Índia, no Egito e no Afeganistão demonstraram a utilização de pomadas e incensos aromáticos desde períodos anteriores a 3.000 a.C.

História da maquiagem

História

A maquiagem pode ser considerada uma ferramenta para exaltar a beleza, aumentar a auto-estima e disfarçar as imperfeições.
Engana-se você que associa a utilização da maquiagem para se embelezar como algo recente. Se recorrermos à história a mulher egípcia usava maquiagem há muito tempo.
Maquiagem
Para elas, a maquiagem era uma arte. Para se maquiar, utilizavam o KOHL que é uma espécie de pigmento preto nos olhos e que hoje conhecemos como delineador.
Como a moda, a maquiagem também possui tendências. Vejamos em ordem cronológica:
• 1920: Surge o batom de bastão;
• 1930: O que se destaca na maquiagem são olhos marcantes e sobrancelhas finas ou depiladas e desenhadas com o lápis;
• 1940: Batom vermelho e lábios bem contornados;
• 1950: Palidez da pele ficava por conta do pó de arroz e se usava boca vermelha;
• 1960: Pele e olhos apagados chamando a atenção para os olhos marcados pelo delineador;
• 1970: Sombras coloridas como verde, rosa e azul e cílios longos e separados;
• 1980: Boca vermelha, uso do blush cor tijolo e sombra azul;
• 1990: Maquiagem neutra realçando apenas os traços bonitos;
• 2000: Maquiagem /praticidade este era o lema;
• 2011: Você é livre para escolher a maquiagem que combina com seu estilo seja ele qual for.

Embora exista tendência, o gosto pessoal deve ser priorizado.
Mas o que importa, é que hoje a maquiagem além de seu caráter estético possuí também a função protetora com os mais modernos produtos que protegem a pele e evitam o envelhecimento precoce.
Moderna, ousada, comportada, clássica seja qual for seu estilo faça sua maquiagem e arrase... ah! E aguarde os elogios.

Dicas para Ganhar Peso

O aumento de peso, sobretudo massa muscular, pode estar associado a melhoras na força e na potência, dois fatores importantes para o desempenho em vários esportes. Algumas pessoas querem ganhar peso apenas para melhorar sua aparência.
Seja qual for o motivo que o leva a querer ganhar peso, você deve preocupar-se com a região aonde esses quilos a mais vão se localizar.
Embora ganhar peso, particularmente massa muscular, seja difícil para alguns indivíduos, o propósito deste capítulo é apresentar informações básicas sobre o programa de dieta com probabilidade maior de eficácia sem comprometer a saúde.

Dicas para Controlar e Perder Peso


O segredo para quebrar qualquer hábito formado é a autodisciplina, ou força de vontade. O componente mais importante do programa de controle de peso é você. É preciso querer perder peso e assumir a maior responsabilidade no cumprimento da meta. Você precisa estar convencido de que reduzindo seu peso corporal sua vida será melhor, e fazer dessa meta uma prioridade. Além disso, é preciso tolerar algum desconforto à medida que realiza as alterações de estilo de vida.
Tanto metas realistas de curo prazo como de longo prazo precisam ser estabelecidas, A meta de longo prazo poderia ser a perda de 18 Kg em seis meses, enquanto a meta de curto prazo poderia ser a perda de 500 gramas a 1 Kg por semana. Perder 18 Kg pode parecer uma tarefa desanimadora, mas estabelecer pequenas metas, isto é, poucos quilos por mês, é uma das chaves do sucesso.
Como diz o ditado, sucesso atrai sucesso; por isso, é extremamente importante estabelecer metas de curto prazo que possam ser atingidas em um período razoável, pois dessa maneira você conseguirá se motivar para atingir as metas de longo prazo. Ao atingir sua primeira meta de curo prazo, deve estabelecer imediatamente uma nova meta de curto prazo, e, assim você vai conseguindo atingir a de longo prazo. É importante lembrar que não existe meta inicial de curto prazo pequena demais, pois, por menor que ela seja, ajudará você a atingir sua meta de longo prazo.
Um dos primeiros passos no programa de modificação comportamental é identificar os fatores ambientais, físicos e sociais que podem trazer problemas. Manter um diário de suas atividades durante uma semana ou duas pode ajuda-lo a identificar alguns padrões de comportamento que contribuem para o excesso de comida e para o peso extra. Veja alguns fatores que devem podem ser anotados cada vez que você come.
Tipo e quantidade de comida – Esse fator pode estar relacionado a outros. Por exemplo, nos seus lanches você consome alimentos ricos em gordura?
Refeição ou lanche – Às vezes você se pega beliscando quatro a cinco vezes ao dia?
Período do dia – Você come em horários regulares ou janta perto da hora de ir para cama?
Grau de fome – Qual o seu grau de fome ao comer – muita ou nenhuma fome? Pode ser que você esteja beliscando quando não está com fome.
Atividade – O que você faz enquanto come? Você pode descobrir que comer guloseimas e ver televisão estão associados.
Local – Onde você come? A lanchonete do seu trabalho ou da escola pode ser o local onde você come alimentos com alto conteúdo de calorias.
Pessoas envolvidas – Com que você come? Você come mais quando está sozinha ou quando está com outras pessoas? Estar com certas pessoas pode disparar o mecanismo de excesso de consumo de comida.
Aspecto emocional – Como você se sente ao comer? Talvez coma mais quando está depressivo do que quando está feliz ou vice-versa.
Exercício – Você anda, sobe escadas ou faz exercícios regulares? Você vai de carro quando pode ir a pé? Quanto tempo você fica sentado?
Anotar essas informações pode torna-lo consciente das circunstâncias físicas e sociais em que você tende a comer demais ou ficar fisicamente inativo. Esse conhecimento pode ser usado para ajudar a implementar as mudanças de comportamento que podem facilitar o controle de peso. As sugestões abaixo são importantes.

Alimentos que devem ser consumidos

1- No lanche, coma alimentos de baixa caloria.
2- Planeje suas refeições com alimentos que tenham alto conteúdo de nutrientes e baixo conteúdo de calorias.
3- Planeje suas refeições para o dia todo.
4- Coma alimentos não processados ou com processamento mínimo.
5- Permita-se quantidades bem pequenas dos alimentos com alto teor de calorias que você gosta, mas respeite as limitações calóricas diárias.

Compra de alimentos

1- Não faça compras quando estiver com fome.
2- Prepare uma lista de compras e não se desvie dela.
3- Compre apenas alimentos com alto teor de nutrientes e de baixa caloria. Leia o rótulo nutricional dos alimentos.
4- Compre alimentos naturais sempre que puder.

Armazenando os alimentos

- Conserve alimentos de alta caloria fora da sua vista e em recipientes fechados ou no armário.
- No lanche, tenha sempre à mão alimentos de baixa caloria, como cenoura e rabanete.

Preparo dos alimentos

1- Compre apenas alimentos que precisam de alguma forma de preparação.
2- Não acrescente gordura ou açúcar, se possível.
3- Prepare apenas quantidades pequenas.
4- Não sirva alimentos à mesa em grandes recipientes.
5- Sirva comida num prato, de preferência pequeno.

Local

1- Coma sempre no mesmo lugar, como a cozinha ou a sala de jantar.
2- Numa festa, evite ficar em locais como a cozinha ou perto da mesa de salgados.
3- Evite restaurantes onde você tem maior probabilidade de comer alimentos de alta caloria.

Comer em restaurante

1- Ao comer fora, escolha alimentos de baixa caloria.
2- Peça que sua comida seja preparada sem gordura.
3- Peça que os condimentos como manteiga, maionese e molho de salada sejam servidos a parte.

Métodos de comer

1- Coma devagar, mastigue muito bem o alimento ou beba água entre os bocados.
2- Coma com alguém, pois a conversa pode desacelerar o mecanismo da fome.
3- Corte o alimento em pequenos pedaços.
4- Não faça outras atividades enquanto come, como assistir TV.
5- Relaxe e curta a comida.
6- Coma apenas nos períodos programados.
7- Coma até se sentir satisfeito e não cheio.
8- Distribua suas calorias ao longo do dia, comendo pequenas quantidades em um maior número de vezes.

Atividade

1- Caminhe mais. Estacione o carro ou desça do ônibus a certa distância do trabalho. Faça uma caminhada rápida com o cachorro.
2- Use a escada em vez do elevador sempre que possível.
3- Na hora do intervalo, faça uma caminhada rápida em vez de tomar café com bolachas.
4- Envolva-se em atividades com outras pessoas, de preferência atividades físicas que queimem calorias.
5- Evite rotinas noturnas sedentárias.
6- Inicie um programa regular de exercício aeróbico, incluindo exercícios de força.

Atitude mental

- Reconheça que você não é perfeito e que deslizes podem acontecer.
- Lide com seus deslizes de maneira positiva, deixe-os de lado e retorne a seu programa.
- Coloque lembretes na porta da geladeira de casa ou no telefonema do trabalho.
- Recompense-se por continuar seguindo seus planos.

Autodisciplina e controle

- Torne a perda de peso prioridade máxima.
- Pense nessa prioridade toda vez que for comer.

Peso e Composição Corporais

Peso e Composição Corporais

O corpo humano é uma máquina fantástica. Em muitos casos ele pode consumir quase uma tonelada de alimentos, cerca de um milhão de Calorias, ao longo de um ano sem que seu peso se altere em um único quilograma. Os indivíduos estão constantemente armazenando e gastando energia por meio de um complexo metabolismo corporal que mantém o equilíbrio de energia. Para que determinado peso corporal possa ser mantido, deve haver um equilíbrio entre produção e gasto de energia. Entretanto, às vezes a equação do equilíbrio de energia fica desequilibrada, fazendo com que o peso corporal aumente ou diminua.

Peso Corporal Ideal

Todos nós já ouvimos falar que há um peso ideal para cada altura. Mas ideal em relação a quê? Aparência? Desempenho físico? Parece não haver qualquer evidência que apoie a teoria de um peso ideal para cada indivíduo, mas têm sido propostas algumas diretrizes gerais relativas a saúde e ao desempenho físico.
A maioria das pessoas tem uma imagem própria de como gostaria de parecer e, na verdade, muitos indivíduos que tentam manter o peso ideal fazem isso pensando em melhorar a aparência. A melhora da aparência física pode ajudar também a autoimagem e a autoestima, fatores importantes à saúde psicológica. Uma boa aparência física também pode influenciar o desempenho em certos esportes que envolvem julgamento de movimentos estéticos, como o fisiculturismo. Embora a sociedade possa criar uma percepção de um peso ideal para a aparência, este pode ou não estar de acordo com a saúde ou desempenho físico ideal.
Como vimos, não existe uma regra para calcular o peso ideal de um indivíduo. Existem pessoas de 100 Kg com menos gordura corporal que uma de 80 Kg, ambas tendo a mesma altura. Isso ocorre porque as duas pessoas possuem composições corporais diferentes. Então, o importante é manter sua composição corporal de acordo com o que veremos a seguir.

Composição Corporal

O corpo humano contém muitos alimentos da terra, 25 dos quais parecem ser essenciais para o funcionamento fisiológico normal. Grande parte do corpo humano, cerca de 96% é formado pela combinação de quatro elementos (carbono, hidrogênio, oxigênio e nitrogênio). Esses quatro elementos formam a base estrutural para a proteína, o carboidrato, a gordura e a água do organismo. Os outros 4% são compostos de minerais, principalmente o cálcio e o fósforo dos ossos, mas também incluem ferro, potássio, sódio, cloreto e magnésio.
A maior parte do peso corporal é composta por água, enquanto quantidades variadas de gordura, proteína, minerais podem estar relacionados a alterações em qualquer desses componentes.
Gordura Corporal Total – A gordura corporal total é a soma de gordura armazenada e da essência. Gordura essencial é a gordura necessária ao funcionamento de certas estruturas corporais, como cérebro, tecido nervoso, medula óssea, tecido cardíaco e membranas celulares e, em adultos do sexo masculino, representa cerca de 3% do corpo. As mulheres adultas também tem gordura essencial adicional associada a seus processos reprodutivos. Esse adicional de 9% a 12% da gordura específica de cada sexo lhes dá um total de 12% a 15% de gordura essencial, embora essa quantidade possa variar de forma considerável de indivíduo para indivíduo. Gordura armazenada é simplesmente um depósito do excesso de energia, cuja dimensão pode variar muito.
Uma parte de gordura armazenada situa-se ao redor dos órgãos e constitui um fator de proteção para eles, porém, mais de 50% da gordura corporal total é encontrada logo abaixo da pele e é chamada de gordura subcutânea. Quando esse último tipo de gordura é separado pelo tecido conjuntivo em pequenos compartimentos, dá à pele uma aparência ondulada e acolchoada e é popularmente chamada de celulite. Outro depósito de gordura localiza-se no interior do corpo, particularmente na região abdominal. Essa gordura profunda é conhecida como gordura visceral.
Massa Livre de Gordura – A massa livre de gordura consiste basicamente de proteína e água, com quantidades menores de minerais e glicogênio. O tecido dos músculos esqueléticos é o principal componente da massa livre de gordura, mas o coração, o fígado, os rins e outros órgãos também estão incluídos. Outro termo usado no lugar massa livre de gordura é massa corporal magra; tecnicamente, entretanto, esse termo inclui a gordura essencial. Em uma análise de dois componentes da composição corporal, a massa livre de gordura ou a massa corporal magra complementa a gordura total. Um indivíduo que tem 20% de gordura corporal tem 80% de massa livre de gordura.
Mineral Ósseo – Os ossos são responsáveis pela estrutura do nosso corpo, mas eles também estão envolvidos em vários processos metabólicos. O osso consiste de 50% de água e 50% de matéria sólida, incluindo proteínas e minerais. Embora o peso ósseo total, englobando água e proteína, possa chegar a uma faixa entre 12% e 15% do peso corporal total, o conteúdo de mineral corresponde a apenas 3% a 4%.
Água Corporal – O peso de um adulto médio é constituído de aproximadamente 60% de água; os 40% restantes representam os materiais de peso seco que existem nesse ambiente de água. Alguns tecidos, como o sangue, possuem um conteúdo elevado de água, enquanto outros, como o tecido ósseo, são relativamente secos. A massa livre de gordura é formada por cerca de 70% de água, enquanto o tecido adiposo contém menos de 10%. Em condições normais, a concentração de água de um determinado tecido é regulada de acordo com as necessidades.
Embora as quantidades de gordura, tecido magro, osso e água possam variar bastante de pessoa a pessoa, a distribuição normal de um homem jovem é 60% de água e 40% de matéria sólida, subdividida em 14% de gordura, 22% de proteína e 4% de minerais ósseos. Mas deve-se levar em conta que a composição corporal pode sofrer influência de inúmeros fatores, como idade, sexo, dieta e nível de atividade física.
Uma das técnicas de pesquisa mais comuns para determinar a densidade corporal é a pesagem hidrostática. A técnica é baseada no princípio de Arquimedes de que um corpo imerso em líquido é empurrado para cima por uma força de empuxo em relação à quantidade de líquido que o corpo desloca. Com a gordura é menos densa do que a água e o osso e o tecido muscular são mais densos, uma determinada quantidade de gordura deslocará um volume maior de água e exibirá um efeito de flutuação maior do que o peso correspondente do osso e do tecido muscular. As fórmulas para determinar a densidade corporal de cada indivíduo variam conforme a idade e o sexo.