Exame revela sexo do bebê

Exame revela sexo do bebê

Uma novidade para as gestantes. Com apenas oito semanas de gravidez, já é possível saber o sexo do bebê, a partir de uma simples amostra do sangue de sua mãe. O exame, chamado de determinação do sexo fetal, tem 98% de chances de acerto e, da 11ª semana em diante, o resultado chega a 99,9% de certeza.

Apesar de estar disponível há quase um ano, este tipo de exame só há pouco tempo tornou-se mais conhecido. Para ter uma idéia da procura pelo teste, o Hospital Sírio Libanês/SP, primeiro no Brasil a analisar as amostras, atendeu 10 mulheres em outubro de 2003. Em setembro de 2004, o número saltou para 100, e aumenta cada vez mais.

Como é feito – cerca de 5 ml do sangue da mulher é recolhido. Não é preciso estar em jejum e nem fazer qualquer preparação.

Como é analisado – com essa amostra, o biólogo separa o plasma do sangue e extrai o DNA do feto, utilizando uma técnica chamada PCR (do inglês Polymerase Chain Reaction). A presença do cromossomo "Y" indica que é um menino e a ausência dele, uma menina. Mas, atenção: o exame não revela nenhuma malformação fetal.

Gravidez de gêmeos – se forem gêmeos idênticos, univitelinos, o resultado é válido para os dois fetos. Em gêmeos fraternos, bivitelinos, o resultado “Y”, significa que ao menos um dos gêmeos será menino. Já a ausência desse cromossomo revela que os dois fetos são meninas.

Quando fazer – a partir da oitava semana de gestação.

Importante!
Não há riscos para a gestante e nem para o bebê, já que o teste não é invasivo.



Outras descobertas do DNA fetal

Dois outros exames, ainda em estudo, prometem revolucionar a medicina fetal. O primeiro ligado à descoberta de algumas síndromes, pode substituir, na maioria dos casos, a amniocentese, que traz um grande risco de aborto. Segundo especialistas, a técnica estará disponível em dois ou três anos.

Outra novidade, já existente na Inglaterra e na Holanda, está sendo estudada, aqui, por biólogos do Hospital Sírio Libanês: a determinação do Rh do bebê, na 20ª semana de gestação. Como se sabe, quando a mãe tem o fator negativo e o filho positivo, pode haver sofrimento ou morte fetal. Com o exame, o obstetra poderá se preparar para evitar complicações no parto.